BEM PREGA FREI EDUARDO
A férrea criatura acusou ontem os membros do governo de "falta de cultura de solidariedade".
Nesse mesmo instante, vozes socialistas solidárias levantaram-se contra esta intervenção e contra a liderança do PS.
Melhor faria Frei Eduardo se pregasse primeiro na sua paróquia...
JV
«... depois dos três impérios dos Assírios, Persas e Gregos, que já passaram, e depois do quarto, que ainda hoje dura, que é o romano, há-de haver um novo e melhor império que há-de ser o quinto e último» Padre António Vieira oquintodosimperios@gmail.com
domingo, outubro 05, 2003
sexta-feira, outubro 03, 2003
ENCONTRO NO METRO:
Três semanas depois de ter mudado para Lisboa e ter, oficialmente, começado a envelhecer, tive o meu primeiro encontro blogosférico. Armei-me em stalker e fiz por conhecer e constatar in loco a amabilidade e o fino trato florentino do Pedro Adão e Silva. Como a conversa decorreu debaixo de terra, em ambiente popular e operário, a mesma versou sobre temas menos eruditos, os Ride, os Stone Roses, os Oasis. Imagino o que seria se tudo tivesse acontecido no Chiado ou na Ericeira.
FMS
Três semanas depois de ter mudado para Lisboa e ter, oficialmente, começado a envelhecer, tive o meu primeiro encontro blogosférico. Armei-me em stalker e fiz por conhecer e constatar in loco a amabilidade e o fino trato florentino do Pedro Adão e Silva. Como a conversa decorreu debaixo de terra, em ambiente popular e operário, a mesma versou sobre temas menos eruditos, os Ride, os Stone Roses, os Oasis. Imagino o que seria se tudo tivesse acontecido no Chiado ou na Ericeira.
FMS
GERAÇÃO MÁSCARA
Isto das manifestações "não pagamos!" estar a ir longe de mais. Neste caso, por exemplo.
DBH
Isto das manifestações "não pagamos!" estar a ir longe de mais. Neste caso, por exemplo.
DBH
MENINOS, EU VI:
Depois de ter sido confirmado que o ultra-discreto Paulo Lukamba Gato teria estado no Congresso do CDS, é lícito que, fiéis à mesma linha de raciocínio, afirmemos que Francisco Assis bateu palmas de pé a Gianfranco Fini.
Prova bastante da não existência de "pós-fascistas" é, segundo a mesma fonte, a inexistência de "pós-anões"...
Pergunta-se se a teoria se aplica apenas a "pós-fascistas" ou se os "pós-comunistas" que pululam no PS são também uma impossibilidade morfológica.
Para o nanismo acondroplásico (?) , pelo menos, parece que há tratamento.
Abençoado Google...
JV
Depois de ter sido confirmado que o ultra-discreto Paulo Lukamba Gato teria estado no Congresso do CDS, é lícito que, fiéis à mesma linha de raciocínio, afirmemos que Francisco Assis bateu palmas de pé a Gianfranco Fini.
Prova bastante da não existência de "pós-fascistas" é, segundo a mesma fonte, a inexistência de "pós-anões"...
Pergunta-se se a teoria se aplica apenas a "pós-fascistas" ou se os "pós-comunistas" que pululam no PS são também uma impossibilidade morfológica.
Para o nanismo acondroplásico (?) , pelo menos, parece que há tratamento.
Abençoado Google...
JV
SÓ NÃO ME PONHAS UM GUARDA-SOLZINHO DE PAPEL, SIM?
O relativo FN escreve que:
"aproximei-me do balcão de um bar e dei por mim a pedir: "olhe, era um Belford Henriques tónico, com muito gelo e uma rodelinha de limão, se faz favor". "
Bom, uma vez conheci uma rapariga que se chamava Mai Tai, mas como se ria muito não devia ser muito séria.
Claro que ter uma bebida chamada aprés moi, isso sim, seria uma honra. Como o desconhecido Tom Collins ou o Senhor Gibson. Obrigado, pois, caro FN, pelo elogio. Afinal o FN vai beber uns copos depois de blogar...
Faça só o favor de informar estes senhores, para ficar tudo oficializado.
DBH
O relativo FN escreve que:
"aproximei-me do balcão de um bar e dei por mim a pedir: "olhe, era um Belford Henriques tónico, com muito gelo e uma rodelinha de limão, se faz favor". "
Bom, uma vez conheci uma rapariga que se chamava Mai Tai, mas como se ria muito não devia ser muito séria.
Claro que ter uma bebida chamada aprés moi, isso sim, seria uma honra. Como o desconhecido Tom Collins ou o Senhor Gibson. Obrigado, pois, caro FN, pelo elogio. Afinal o FN vai beber uns copos depois de blogar...
Faça só o favor de informar estes senhores, para ficar tudo oficializado.
DBH
quinta-feira, outubro 02, 2003
In vitro veritas
A propósito do caso de duas mulheres a quem foi recusado o direito a utilizarem embriões, produto da fertilização in vitro de óvulos seus com esperma dos seus parceiros, sem o consentimento destes. Fica aqui a história, aqui uma opinião e, já agora, umas breves considerações que, pouco mais fazem do que reflectir a visão expressa pelo Juíz Wall na sua sentença.
A visão politicamente correcta é a de que as mulheres em causa, atendendo a que já não podem gerar filhos seus (uma como consequência de um cancro e outra por outra razão médica qualquer) devem ser autorizadas a utlizar os embriões fertilizados no passado quando ainda viviam com os seus parceiros ainda que contra o consentimento destes e após os pedidos destes de ter esses embriões destruídos.
A ideia base desta visão é (para além do tique, decerto involuntário, de se referir sempre aos embriões como “delas”) a garantia de que os homens em causa não seriam afectados pela decisão das mulheres quererem ter as crianças, já que não teriam quaisquer obrigações ou direitos legais para com ou sobre os seus filhos.
Como muito bem disse o Juíz Wall a lei (de 1990) garante ao homem a possibilidade de não ser pai de uma criança com uma mulher da qual se separou e com a qual nada mais tem em comum a não ser os embriões congelados. Mais, os homens em causa são tão merecedores de compaixão como as mulheres e qualquer crítica aos seus motivos é injusta.
É óbvio que, nos dias que correm em que os milagres da medicina genética parecem ocorrer todas as semanas, podemos imaginar infinitas variações deste caso em que as respostas se tornam mais e mais difíceis do ponto de vista legal. Tenho para mim que o fio de prumo terá sempre de ser moral, fruto da pesagem equilibrada e justa dos interesses do homem, da mulher e, já agora, da criança que virá ao mundo.
FA
A propósito do caso de duas mulheres a quem foi recusado o direito a utilizarem embriões, produto da fertilização in vitro de óvulos seus com esperma dos seus parceiros, sem o consentimento destes. Fica aqui a história, aqui uma opinião e, já agora, umas breves considerações que, pouco mais fazem do que reflectir a visão expressa pelo Juíz Wall na sua sentença.
A visão politicamente correcta é a de que as mulheres em causa, atendendo a que já não podem gerar filhos seus (uma como consequência de um cancro e outra por outra razão médica qualquer) devem ser autorizadas a utlizar os embriões fertilizados no passado quando ainda viviam com os seus parceiros ainda que contra o consentimento destes e após os pedidos destes de ter esses embriões destruídos.
A ideia base desta visão é (para além do tique, decerto involuntário, de se referir sempre aos embriões como “delas”) a garantia de que os homens em causa não seriam afectados pela decisão das mulheres quererem ter as crianças, já que não teriam quaisquer obrigações ou direitos legais para com ou sobre os seus filhos.
Como muito bem disse o Juíz Wall a lei (de 1990) garante ao homem a possibilidade de não ser pai de uma criança com uma mulher da qual se separou e com a qual nada mais tem em comum a não ser os embriões congelados. Mais, os homens em causa são tão merecedores de compaixão como as mulheres e qualquer crítica aos seus motivos é injusta.
É óbvio que, nos dias que correm em que os milagres da medicina genética parecem ocorrer todas as semanas, podemos imaginar infinitas variações deste caso em que as respostas se tornam mais e mais difíceis do ponto de vista legal. Tenho para mim que o fio de prumo terá sempre de ser moral, fruto da pesagem equilibrada e justa dos interesses do homem, da mulher e, já agora, da criança que virá ao mundo.
FA
quarta-feira, outubro 01, 2003
DA EXPOSIÇÃO INVOLUNTÁRIA AO VIRUS CANHOTO
Após um frugal almoço, desafio um leitor deste humilde blogue a ir visitar a livraria Barata da Av. de Roma. Enquanto caminhamos a conversa versou sobre a exposição ideológica dos livros expostos na FNAC. Eis que senão quando... ao chegar à Barata encontramos a montra pintada com grafittis de "VOTE FOR PEACE", o símbolo da paz e mesmo o da Anarquia.
Ao contrário da primeira impressão, uma acção directa duma brigada BE de regresso da festa de aniversário do Lux, percebemos que se trata de uma estante dedicada a livros sobre política e relações internacionais. O sectarismo "cool" da montra, onde não se lia nada tipo "Saddam é um assassino", abrigava duas dezenas de livros expostos. No meio estava o do D. António Reis Rodrigues.
Hesitação: deveríamos salvá-lo daquela montra infecta ou deixá-lo a dar uma réstia de respeito à casa?
DBH
Após um frugal almoço, desafio um leitor deste humilde blogue a ir visitar a livraria Barata da Av. de Roma. Enquanto caminhamos a conversa versou sobre a exposição ideológica dos livros expostos na FNAC. Eis que senão quando... ao chegar à Barata encontramos a montra pintada com grafittis de "VOTE FOR PEACE", o símbolo da paz e mesmo o da Anarquia.
Ao contrário da primeira impressão, uma acção directa duma brigada BE de regresso da festa de aniversário do Lux, percebemos que se trata de uma estante dedicada a livros sobre política e relações internacionais. O sectarismo "cool" da montra, onde não se lia nada tipo "Saddam é um assassino", abrigava duas dezenas de livros expostos. No meio estava o do D. António Reis Rodrigues.
Hesitação: deveríamos salvá-lo daquela montra infecta ou deixá-lo a dar uma réstia de respeito à casa?
DBH
HERÓI DO MAR
Depois de ler o post da Mariana,"Não há, nem nunca houve, heróis", e continuando a cruzada pela Igualdade, descubro um novo velho herói, FNV,que escreveu:
"Sempre atentos à casa dos outros. E para a recentíssima interdição do livre uso de máquinas de escrever em Cuba, nem uma palavrita? Não se acanhem, podem cantar, não estamos na missa."
Pois é, a gerência imperial dará uns binóculos a cada canhoto-blog que escrever sobre a falta de direitos humanos em Guantanamo e se esquecer de olhar para o resto da ilha.
DBH
Depois de ler o post da Mariana,"Não há, nem nunca houve, heróis", e continuando a cruzada pela Igualdade, descubro um novo velho herói, FNV,que escreveu:
"Sempre atentos à casa dos outros. E para a recentíssima interdição do livre uso de máquinas de escrever em Cuba, nem uma palavrita? Não se acanhem, podem cantar, não estamos na missa."
Pois é, a gerência imperial dará uns binóculos a cada canhoto-blog que escrever sobre a falta de direitos humanos em Guantanamo e se esquecer de olhar para o resto da ilha.
DBH
terça-feira, setembro 30, 2003
FLASH MORONS
A relativa MVS zurziu hoje o DN por causa de uma fotomontagem que envolvia o Juiz Rui Teixeira.
"Super vergonha", disse.
Pena que outras manipulações (nomeadamente as fotográficas) não mereçam a mesma veemência por aquelas bandas.
Exemplo do que de pior se tem feito é a vergonhosa fotografia de Paulo Portas que o Público apresentou numa das suas edições do fim-de-semana (Domingo, julgo eu).
Os dirigentes do CDS qualquer dia nem um café podem pedir sem que um flash oportuno lhes fotografe a extensão do braço.
JV
A relativa MVS zurziu hoje o DN por causa de uma fotomontagem que envolvia o Juiz Rui Teixeira.
"Super vergonha", disse.
Pena que outras manipulações (nomeadamente as fotográficas) não mereçam a mesma veemência por aquelas bandas.
Exemplo do que de pior se tem feito é a vergonhosa fotografia de Paulo Portas que o Público apresentou numa das suas edições do fim-de-semana (Domingo, julgo eu).
Os dirigentes do CDS qualquer dia nem um café podem pedir sem que um flash oportuno lhes fotografe a extensão do braço.
JV
TRADUÇÕES AÉREAS:
A TAP Air Portugal oferece aos seus passageiros durante os meses de Outubro/Novembro a revista "Atlantis" n.º 5, graficamente simpática.
Menos simpáticas (mais divertidas) são as duas traduções que transcrevo:
Arroz de Pato à Antiga com Queijo da Serra
Old-fashioned Duck With Rice and Serra Cheese (Cheddar Type)
(pág. 11)
Vinhos Portugueses: À Nossa Saúde
Portuguese Wines: Your Health
(pág. 78)
Haja saúde...
JV
A TAP Air Portugal oferece aos seus passageiros durante os meses de Outubro/Novembro a revista "Atlantis" n.º 5, graficamente simpática.
Menos simpáticas (mais divertidas) são as duas traduções que transcrevo:
Arroz de Pato à Antiga com Queijo da Serra
Old-fashioned Duck With Rice and Serra Cheese (Cheddar Type)
(pág. 11)
Vinhos Portugueses: À Nossa Saúde
Portuguese Wines: Your Health
(pág. 78)
Haja saúde...
JV
segunda-feira, setembro 29, 2003
Fumoir - Um blog de sempre numa morada nova. O JCF sabe que enquanto tiver o Churchill na capa da Cigar no seu blog terá sempre a "undivided attention" do Quinto.
Pelo menos a esse respeito entendemo-nos!
FA
Pelo menos a esse respeito entendemo-nos!
FA
sexta-feira, setembro 26, 2003
Descrédito Mal Parado
Este blog defende “uma política com crédito”. Intenção louvável e para a qual aliás o Quinto desde já oferece a sua humilde contribuição.
Não resisto no entanto um breve comentário a dois ou três textos do Pedro Sá e do Mário Garcia que me parecem tudo menos louváveis na intenção acima identificada.
Senão vejamos.
No seu post “Mais Conservador que a encomenda” o Pedro Sá, admitindo que não é Cristão e que portanto não deve “qualificar no âmbito religioso” as posições do Católico de Direita (que eu suspeito devem ser muito diferentes das posições do Pedro Sá), acaba por fazer justamente isso que disse não querer fazer. Sem querer entrar na questão em causa (para isso ver abaixo o meu post “Na Berlinda”) digamos que não é um mau começo para quem quer credibilizar o debate.
De seguida no seu post “O Paulinho das feiras foi à RTP” o Mário Garcia mistura críticas a Paulo Portas com a economia Americana, o Comical Ali e George Bush. Qualifica ainda como demagógico e descarado o apontar da Irlanda e Espanha como exemplos a seguir. Porquê pergunto eu? Porque o Governo Português não tem copiado as medidas do Governo do Bertie Ahern ou do Aznar? Tomáramos nós estar em condições de o poder fazer. Infelizmente 6 anos de governação Socialista arruinaram essa possibilidade no curto/médio prazo irremediavelmente.
Ainda a propósito de demagogia e da afirmação, supostamente demagógica, de que o Estado “não pode gastar mais do que aquilo que produz”, o Mário Garcia aponta o exemplo dos Estados Unidos e da sua dívida externa colossal. Esquece o Mário Garcia, por pura distracção certamente, que os EUA têm o privilégio exorbitante de terem também a moeda mais transaccionada no mundo inteiro, a maior economia mundial, o mercado financeiro mais desenvolvido além de não estarem no Euro! Detalhes...
Portanto, crédito até agora ZERO! Em dois posts inteiros não está mal.
Mas não ficamos por aqui, não satisfeitos com a sua prestação a todos os títulos extraordinária, os salvadores da credibilidade na política Portuguesa tecem agora considerações sobre a figura de Amaro da Costa. Como militante (não filiado) do CDS-PP eu podia até ficar ofendido com a afirmação de que “basta ler as memórias de Freitas do Amaral para nos apercebermos do absoluto equívoco em que correm os militantes do CDS-PP”. Não bastava serem os restauradores da “política de bons costumes e pratos limpos” em Portugal, pelos vistos estes nossos amigos querem também educar os pobres militantes do CDS e levá-los de volta ao bom caminho. Se eles não fossem ateus ou agnósticos apetecia dizer que tanta bondade e magnanimidade só podem ser uma dádiva do Céu...
Para acbar, a propósito da consideração sobre se Amaro da Costa (por causa da educação - que posso confirmar é absolutamente classista e desigual no Reino Unido) votaria no Labour de Wilson/Callaghan, concordo que, “sem prejuízo da componente histórica”, possa ser um paradoxo. O probema é que é também essa componente histórica que explica essa consideração e toda a figura absolutamente ímpar de Amaro da Costa e a sua maneira de fazer política: essa sim credível e credibilizadora do regime político.
Vista tamanha sagacidade permito-me um conselho final: na análise política séria, como na vida em geral, não se pode “cut and paste” aquilo que se gosta, omitir o que não dá jeito e apresentar as coisas com o spin adequado. Ou melhor, poder pode-se, não se deve é depois andar a dizer que somos os tipos mais credíveis e honestos dos blogs nacionais.
FA
Este blog defende “uma política com crédito”. Intenção louvável e para a qual aliás o Quinto desde já oferece a sua humilde contribuição.
Não resisto no entanto um breve comentário a dois ou três textos do Pedro Sá e do Mário Garcia que me parecem tudo menos louváveis na intenção acima identificada.
Senão vejamos.
No seu post “Mais Conservador que a encomenda” o Pedro Sá, admitindo que não é Cristão e que portanto não deve “qualificar no âmbito religioso” as posições do Católico de Direita (que eu suspeito devem ser muito diferentes das posições do Pedro Sá), acaba por fazer justamente isso que disse não querer fazer. Sem querer entrar na questão em causa (para isso ver abaixo o meu post “Na Berlinda”) digamos que não é um mau começo para quem quer credibilizar o debate.
De seguida no seu post “O Paulinho das feiras foi à RTP” o Mário Garcia mistura críticas a Paulo Portas com a economia Americana, o Comical Ali e George Bush. Qualifica ainda como demagógico e descarado o apontar da Irlanda e Espanha como exemplos a seguir. Porquê pergunto eu? Porque o Governo Português não tem copiado as medidas do Governo do Bertie Ahern ou do Aznar? Tomáramos nós estar em condições de o poder fazer. Infelizmente 6 anos de governação Socialista arruinaram essa possibilidade no curto/médio prazo irremediavelmente.
Ainda a propósito de demagogia e da afirmação, supostamente demagógica, de que o Estado “não pode gastar mais do que aquilo que produz”, o Mário Garcia aponta o exemplo dos Estados Unidos e da sua dívida externa colossal. Esquece o Mário Garcia, por pura distracção certamente, que os EUA têm o privilégio exorbitante de terem também a moeda mais transaccionada no mundo inteiro, a maior economia mundial, o mercado financeiro mais desenvolvido além de não estarem no Euro! Detalhes...
Portanto, crédito até agora ZERO! Em dois posts inteiros não está mal.
Mas não ficamos por aqui, não satisfeitos com a sua prestação a todos os títulos extraordinária, os salvadores da credibilidade na política Portuguesa tecem agora considerações sobre a figura de Amaro da Costa. Como militante (não filiado) do CDS-PP eu podia até ficar ofendido com a afirmação de que “basta ler as memórias de Freitas do Amaral para nos apercebermos do absoluto equívoco em que correm os militantes do CDS-PP”. Não bastava serem os restauradores da “política de bons costumes e pratos limpos” em Portugal, pelos vistos estes nossos amigos querem também educar os pobres militantes do CDS e levá-los de volta ao bom caminho. Se eles não fossem ateus ou agnósticos apetecia dizer que tanta bondade e magnanimidade só podem ser uma dádiva do Céu...
Para acbar, a propósito da consideração sobre se Amaro da Costa (por causa da educação - que posso confirmar é absolutamente classista e desigual no Reino Unido) votaria no Labour de Wilson/Callaghan, concordo que, “sem prejuízo da componente histórica”, possa ser um paradoxo. O probema é que é também essa componente histórica que explica essa consideração e toda a figura absolutamente ímpar de Amaro da Costa e a sua maneira de fazer política: essa sim credível e credibilizadora do regime político.
Vista tamanha sagacidade permito-me um conselho final: na análise política séria, como na vida em geral, não se pode “cut and paste” aquilo que se gosta, omitir o que não dá jeito e apresentar as coisas com o spin adequado. Ou melhor, poder pode-se, não se deve é depois andar a dizer que somos os tipos mais credíveis e honestos dos blogs nacionais.
FA
A relatividade populista
O relativo Mark Kirkby no seu post entitulado “PP: Ainda a propósito da atoarda da imigração”, tece algumas considerações acerca do fenómeno do populismo.
Diz ele que “os populismos germinan normalmente à sombra de climas de agitação social, de insegurança, de medos colectivos explorados de forma cínica e oportunista”. Independentemente do que queiramos classificar como “populismo” acho estamos todos de acordo com este pressuposto.
Afirma depois MK que “Paulo Portas e o seu PP são peritos nisto”. O “nisto” é: “agregar franjas descontentes em torno de um discurso simples, construído de modo a catalisar frustrações, a permitir a desresponsabilização colectiva e a expiar raivas e receios”. Parece ser isto o que MK entende por “populismo”. Tudo bem. Aceitemos como boa esta categorização.
Mais, segundo MK, “Portas ganha sempre com a confusão, com o empolar dos descontentamentos, com a erosão das instituições”. O populismo de Portas, de acordo com a tese de MK, anima a confusão e a instabilidade social e Portas alimenta-se disto em seu proveito.
Vamos admitir que isto tudo é verdade. Então, segundo esta e esta notícias, o país, com o CDS no Governo, deixou para trás os climas de insegurança, os medos colectivos, as frustrações... é um País mais tranquilo e menos empolado, um País melhor portanto. Ou isso ou então a argumentação do MK está errada, os seus pressupostos falseados e o seu discurso tão demagógico ou populista como o de Paulo Portas. Ou então as sondagens estão erradas. Ou então o povo Português, guiado pela oposição brilhante a este Governo liderada exemplarmente pelo PS, está finalmente a descobrir a careca ao lider do CDS.
Em que ficamos?
Eu donde estou, cá longe do outro lado do Canal Inglês (como os Ingleses lhe chamam por terem uma marinha maior), parece-me perfeitamente normal que num Governo de coligação o partido mais pequeno fique mais apagado, tenha menos visibilidade. Quererá isto dizer que a sua força eleitoral está fatalmente ferida? Não creio. O CDS já teve muitos funeriais anunciados e há certamente quem vá cantar mais elegias durante este fim de semana e nos tempos mais próximos. So what?
A verdade, e o MK sabe-o bem, é que sem um partido com capacidade governativa à direita do PSD (que só pode ser, pelo menos no quadro partidário actual, o CDS) é que ficam abertas as portas ao tal populismo e agitação da extrema-direita bafienta e caduca que teima em existir.
Aqui donde estou, cá longe no velho Reino Unido, a política mede-se em legislaturas, em décadas governativas, em ciclos políticos. Saibamos também, e saiba o PS, reconhecer a necessidade de deixar governar quem foi eleito para isso de acordo com princípios novos, ideias modernas, num ciclo diferente e com os olhos postos aqui fora. Onde eu estou. Olhando para Nascente e (pre)vendo como o sol que se levanta não é bom para Portugal. Isto nem o MK, nem o PS, nem tão pouco o Paulo Portas pode mudar. Só o País. Todo. Nem relativo. Nem imperial.
FA
O relativo Mark Kirkby no seu post entitulado “PP: Ainda a propósito da atoarda da imigração”, tece algumas considerações acerca do fenómeno do populismo.
Diz ele que “os populismos germinan normalmente à sombra de climas de agitação social, de insegurança, de medos colectivos explorados de forma cínica e oportunista”. Independentemente do que queiramos classificar como “populismo” acho estamos todos de acordo com este pressuposto.
Afirma depois MK que “Paulo Portas e o seu PP são peritos nisto”. O “nisto” é: “agregar franjas descontentes em torno de um discurso simples, construído de modo a catalisar frustrações, a permitir a desresponsabilização colectiva e a expiar raivas e receios”. Parece ser isto o que MK entende por “populismo”. Tudo bem. Aceitemos como boa esta categorização.
Mais, segundo MK, “Portas ganha sempre com a confusão, com o empolar dos descontentamentos, com a erosão das instituições”. O populismo de Portas, de acordo com a tese de MK, anima a confusão e a instabilidade social e Portas alimenta-se disto em seu proveito.
Vamos admitir que isto tudo é verdade. Então, segundo esta e esta notícias, o país, com o CDS no Governo, deixou para trás os climas de insegurança, os medos colectivos, as frustrações... é um País mais tranquilo e menos empolado, um País melhor portanto. Ou isso ou então a argumentação do MK está errada, os seus pressupostos falseados e o seu discurso tão demagógico ou populista como o de Paulo Portas. Ou então as sondagens estão erradas. Ou então o povo Português, guiado pela oposição brilhante a este Governo liderada exemplarmente pelo PS, está finalmente a descobrir a careca ao lider do CDS.
Em que ficamos?
Eu donde estou, cá longe do outro lado do Canal Inglês (como os Ingleses lhe chamam por terem uma marinha maior), parece-me perfeitamente normal que num Governo de coligação o partido mais pequeno fique mais apagado, tenha menos visibilidade. Quererá isto dizer que a sua força eleitoral está fatalmente ferida? Não creio. O CDS já teve muitos funeriais anunciados e há certamente quem vá cantar mais elegias durante este fim de semana e nos tempos mais próximos. So what?
A verdade, e o MK sabe-o bem, é que sem um partido com capacidade governativa à direita do PSD (que só pode ser, pelo menos no quadro partidário actual, o CDS) é que ficam abertas as portas ao tal populismo e agitação da extrema-direita bafienta e caduca que teima em existir.
Aqui donde estou, cá longe no velho Reino Unido, a política mede-se em legislaturas, em décadas governativas, em ciclos políticos. Saibamos também, e saiba o PS, reconhecer a necessidade de deixar governar quem foi eleito para isso de acordo com princípios novos, ideias modernas, num ciclo diferente e com os olhos postos aqui fora. Onde eu estou. Olhando para Nascente e (pre)vendo como o sol que se levanta não é bom para Portugal. Isto nem o MK, nem o PS, nem tão pouco o Paulo Portas pode mudar. Só o País. Todo. Nem relativo. Nem imperial.
FA
For the Record
Para os novos leitores, este blog é tido e mantido por Martim Borges de Freitas e João Vacas (MBF e JV, correspondentes no Reino dos Belgas), Fernando Albino (FA, no Reino Unido), Francisco Mendes da Silva e Diogo Belford Henriques (FMS e DBH em Lisboa). Imperialismos, Impropérios e Imperiais para oquintodosimperios@hotmail.com
A Gerência
Para os novos leitores, este blog é tido e mantido por Martim Borges de Freitas e João Vacas (MBF e JV, correspondentes no Reino dos Belgas), Fernando Albino (FA, no Reino Unido), Francisco Mendes da Silva e Diogo Belford Henriques (FMS e DBH em Lisboa). Imperialismos, Impropérios e Imperiais para oquintodosimperios@hotmail.com
A Gerência
quarta-feira, setembro 24, 2003
Cão que ladra…
O WatchDog publicou no Cão de Guarda um post sobre a passagem de quatro meses sobre o primeiro interrogatório de Paulo Pedroso no âmbito do processo “Casa Pia”.
O WatchDog começa por enaltecer a forma como Paulo Pedroso não pediu imunidade parlamentar e respondeu ao Tribunal de Instrução Criminal proclamando a sua inocência. Até aqui tudo de acordo.
Não entendo no entanto a referência à “curta história de prática democrática” que supostamente nos impede de ver essa atitude como um comportamento “natural”. Para mim, que sempre vivi em Democracia (tirando alguns excessos no verão de 1975) esse comportamento é não só natural como exigível (o que aliás próprio WatchDog reconhece). Se calhar houve outros casos em que outros não actuaram da mesma forma. Se calhar. E então?
Não me lembro, por exemplo, de ver a opinião pública (ou publicada) enaltecer Paulo Portas quando prestou declarações como mera testemunha ao Tribunal no caso Moderna primeiro por escrito e depois em pessoa. Pelo contrário, lembro-me sim da autêntica novela que foi feita com o facto de Paulo Portas ter sido chamado a prestar depoimento como testemunha. O que esperava o WatchDog quando um deputado é constituído arguido num caso de pedofilia e mantido em prisão preventiva? Esperava que os meios de comunicação e os cidadãos, num espirito de solidariedade e democracia amadurecida, guardassem as suas opiniões e esperassem o normal decurso do processo judicial? Isso meu caro, nem em Portugal nem em mais lado nenhum do Mundo.
Curiosamente (ou talvez não), pela minha parte, foi isso que sempre disse e defendi. Nunca me pronunciei sobre o caso em si. Sobre a inocência ou não dos arguidos. Sobre o carácter do juíz (e não foi só um, WatchDog, foram pelo menos mais os da Relação e do Supremo). Sobre o mau estado do sistema judicial português. Sobre cabalas insondáveis. Sobre “telenovelas de jovens de cara tapada”. Tudo aquilo que disse foi justamente no sentido de deixar o processo seguir o seu rumo e dizer que, até condenado, Paulo Pedroso é inocente. É isso que a Democracia e o Estado de Direito significam.
Talvez se eu fosse do PS pensasse de forma diferente. Talvez se eu tivesse vivido antes do 25 de Abril e testemunhado manipulações judiciais já hesitasse mais na minha opinião. Talvez se eu conhecesse o Paulo Pedroso pessoalmente saísse na defesa incondicional da sua inocência contra tudo e contra todos. Talvez.
Por outro lado, aquilo que eu gostava é que todos (pessoas do PS, vítimas do fascismo e amigos do Paulo Pedroso incluídos) vissem como este processo é igual a tanto outros em que os arguidos são mantidos em prisão preventiva um, dois e mais anos à espera do julgamento que os há de inocentar. O sistema não funcionou neste caso concreto? Por aquilo que sei até tem andado bastante mais depressa do que é normal. O juíz achou válidos os pressupostos avançados pelos magistrados do Ministério Público para justificar a prisão preventiva quando não devia? A Relação e o Supremo não reviram o tema por razões técnico-formais? E então? Por mais “democracia sócio-genética” ou “enraizada” que se tenha, as decisões judiciais hão sempre de agradar a uns e desgradar a outros. Faz parte da Democracia. Da verdadeira. Daquela que custa a aceitar quando não funciona a nosso contento.
FA
O WatchDog publicou no Cão de Guarda um post sobre a passagem de quatro meses sobre o primeiro interrogatório de Paulo Pedroso no âmbito do processo “Casa Pia”.
O WatchDog começa por enaltecer a forma como Paulo Pedroso não pediu imunidade parlamentar e respondeu ao Tribunal de Instrução Criminal proclamando a sua inocência. Até aqui tudo de acordo.
Não entendo no entanto a referência à “curta história de prática democrática” que supostamente nos impede de ver essa atitude como um comportamento “natural”. Para mim, que sempre vivi em Democracia (tirando alguns excessos no verão de 1975) esse comportamento é não só natural como exigível (o que aliás próprio WatchDog reconhece). Se calhar houve outros casos em que outros não actuaram da mesma forma. Se calhar. E então?
Não me lembro, por exemplo, de ver a opinião pública (ou publicada) enaltecer Paulo Portas quando prestou declarações como mera testemunha ao Tribunal no caso Moderna primeiro por escrito e depois em pessoa. Pelo contrário, lembro-me sim da autêntica novela que foi feita com o facto de Paulo Portas ter sido chamado a prestar depoimento como testemunha. O que esperava o WatchDog quando um deputado é constituído arguido num caso de pedofilia e mantido em prisão preventiva? Esperava que os meios de comunicação e os cidadãos, num espirito de solidariedade e democracia amadurecida, guardassem as suas opiniões e esperassem o normal decurso do processo judicial? Isso meu caro, nem em Portugal nem em mais lado nenhum do Mundo.
Curiosamente (ou talvez não), pela minha parte, foi isso que sempre disse e defendi. Nunca me pronunciei sobre o caso em si. Sobre a inocência ou não dos arguidos. Sobre o carácter do juíz (e não foi só um, WatchDog, foram pelo menos mais os da Relação e do Supremo). Sobre o mau estado do sistema judicial português. Sobre cabalas insondáveis. Sobre “telenovelas de jovens de cara tapada”. Tudo aquilo que disse foi justamente no sentido de deixar o processo seguir o seu rumo e dizer que, até condenado, Paulo Pedroso é inocente. É isso que a Democracia e o Estado de Direito significam.
Talvez se eu fosse do PS pensasse de forma diferente. Talvez se eu tivesse vivido antes do 25 de Abril e testemunhado manipulações judiciais já hesitasse mais na minha opinião. Talvez se eu conhecesse o Paulo Pedroso pessoalmente saísse na defesa incondicional da sua inocência contra tudo e contra todos. Talvez.
Por outro lado, aquilo que eu gostava é que todos (pessoas do PS, vítimas do fascismo e amigos do Paulo Pedroso incluídos) vissem como este processo é igual a tanto outros em que os arguidos são mantidos em prisão preventiva um, dois e mais anos à espera do julgamento que os há de inocentar. O sistema não funcionou neste caso concreto? Por aquilo que sei até tem andado bastante mais depressa do que é normal. O juíz achou válidos os pressupostos avançados pelos magistrados do Ministério Público para justificar a prisão preventiva quando não devia? A Relação e o Supremo não reviram o tema por razões técnico-formais? E então? Por mais “democracia sócio-genética” ou “enraizada” que se tenha, as decisões judiciais hão sempre de agradar a uns e desgradar a outros. Faz parte da Democracia. Da verdadeira. Daquela que custa a aceitar quando não funciona a nosso contento.
FA
Ligações Perigosas
Nos últimos dez ou quinze dias houve uma série de blogs que fizeram links aqui para o Quinto. Fica o agradecimento pois ao Ilha Perdida (obrigado pela ilustre e exclusiva companhia), Mundo Perdido (preferiamos estar nos Genialmente Geniais mas antes à Direita da Ponte que debaixo dela!), à Briosa (de certeza que o FMS está por detrás disto...), ao Contra a Corrente (não sei se concordo com as séries Inglesas indicadas: então e o “the office”?), ao Vamos Lixar Tudo (bora!), ao Tolentino (não nos faça mal que não lhe fizemos mal nenhum) e, last but not least, o 400,000 (por esta altura já dever meio milhão!).
FA
Nos últimos dez ou quinze dias houve uma série de blogs que fizeram links aqui para o Quinto. Fica o agradecimento pois ao Ilha Perdida (obrigado pela ilustre e exclusiva companhia), Mundo Perdido (preferiamos estar nos Genialmente Geniais mas antes à Direita da Ponte que debaixo dela!), à Briosa (de certeza que o FMS está por detrás disto...), ao Contra a Corrente (não sei se concordo com as séries Inglesas indicadas: então e o “the office”?), ao Vamos Lixar Tudo (bora!), ao Tolentino (não nos faça mal que não lhe fizemos mal nenhum) e, last but not least, o 400,000 (por esta altura já dever meio milhão!).
FA
MINORITY REPORT
Cá está um parceiro à altura do Tom Cruise para a continuação da saga:
"MINORITY REPORT II - Come on baby, light your fire".
Um regresso reforçado da equipa de combate ao pré-crime.
JV
Cá está um parceiro à altura do Tom Cruise para a continuação da saga:
"MINORITY REPORT II - Come on baby, light your fire".
Um regresso reforçado da equipa de combate ao pré-crime.
JV
NÓS, OS "NEO-FASCISTAS SERÔDIOS"...
Lido ontem no DN:
"Ferro exigiu «medidas preventivas» em relação a «pessoas com alguns cadastro em matéria pirómana»"
Pois. E diga lá outra vez quem é que é contra os direitos, liberdades e garantias? E, já agora, o DN não usa corrector ortográfico?
DBH
Lido ontem no DN:
"Ferro exigiu «medidas preventivas» em relação a «pessoas com alguns cadastro em matéria pirómana»"
Pois. E diga lá outra vez quem é que é contra os direitos, liberdades e garantias? E, já agora, o DN não usa corrector ortográfico?
DBH
Na Berlinda
Esta notícia publicada no Púbico de hoje merece reprovação imediata pelo sensacionalismo e desonestidade evidentes na discrepância entre o título e o corpo da notícia.
É bem sabido que, infelizmente, “Church bashing” está na moda e vende. Alguém me dizia outro dia: “em mais de dois mil anos de história estranho seria se não houvesse inimigos prontos a dizer mal”. Por outro lado, é também evidente que, como qualquer instituição humana (que também é), a Igreja tem problemas, defeitos, até vícios. No entanto, aquilo que importa é ter sempre presente a missão salvífica da Igreja e o seu carácter divino. Tais atributos colocam Na num nível acima de quaisquer questiúnculas pontuais.
Não perceber isso é negar o elemento transcendental que a Igreja se atribui (nós, Católicos, diríamos, atribuído por Deus à Sua Igreja). Recusar o debate na questões de fé e doutrina mas querer discutir o comportamento da Igreja face a este ou aquele problema é pois, não só cobardia, mas, acima de tudo, desonestidade.
Fico-me por aqui com duas citações do documento do Vaticano publicado pela Congregação para o Culto Divino (e não da Fé como o Público refere):
While the Magisterium highlights the undeniable qualities of popular piety, it does not hesitate to point out dangers which can affect it: lack of a sufficient number of Christian elements such as the salvific significance of the Resurrection of Christ, an awareness of belonging to the Church, the person and action of the Holy Spirit; a disproportionate interest between the Saints and the absolute sovereignty of Jesus Christ and his mysteries; lack of direct contact with Sacred Scripture; isolation from the Church's sacramental life; a dichotomy between worship and the duties of Christian life; a utilitarian view of some forms of popular piety; the use of "signs, gestures and formulae, which sometimes become excessively important or even theatrical"(71); and in certain instances, the risk of "promoting sects, or even superstition, magic, fatalism or oppression"
E, já agora, a conclusão do documento da Santa Sé:
Both parts of this Directory contain many directives, proposals, and guidelines to encourage and clarify popular piety and religiosity, and to harmonise it with the Liturgy.
In referring to specific traditions and diverse circumstances, the Directory wishes to set forth some basic presuppositions, to reiterate various directives, and to make some suggestions so as to promote fruitful pastoral activity.
With the assistance of their collaborators, especially of the rectors of shrines, it is for the Bishops to establish norms and practical guidelines in relation to this matter, taking into account local traditions and particular manifestations of popular piety and religiosity.
FA
Esta notícia publicada no Púbico de hoje merece reprovação imediata pelo sensacionalismo e desonestidade evidentes na discrepância entre o título e o corpo da notícia.
É bem sabido que, infelizmente, “Church bashing” está na moda e vende. Alguém me dizia outro dia: “em mais de dois mil anos de história estranho seria se não houvesse inimigos prontos a dizer mal”. Por outro lado, é também evidente que, como qualquer instituição humana (que também é), a Igreja tem problemas, defeitos, até vícios. No entanto, aquilo que importa é ter sempre presente a missão salvífica da Igreja e o seu carácter divino. Tais atributos colocam Na num nível acima de quaisquer questiúnculas pontuais.
Não perceber isso é negar o elemento transcendental que a Igreja se atribui (nós, Católicos, diríamos, atribuído por Deus à Sua Igreja). Recusar o debate na questões de fé e doutrina mas querer discutir o comportamento da Igreja face a este ou aquele problema é pois, não só cobardia, mas, acima de tudo, desonestidade.
Fico-me por aqui com duas citações do documento do Vaticano publicado pela Congregação para o Culto Divino (e não da Fé como o Público refere):
While the Magisterium highlights the undeniable qualities of popular piety, it does not hesitate to point out dangers which can affect it: lack of a sufficient number of Christian elements such as the salvific significance of the Resurrection of Christ, an awareness of belonging to the Church, the person and action of the Holy Spirit; a disproportionate interest between the Saints and the absolute sovereignty of Jesus Christ and his mysteries; lack of direct contact with Sacred Scripture; isolation from the Church's sacramental life; a dichotomy between worship and the duties of Christian life; a utilitarian view of some forms of popular piety; the use of "signs, gestures and formulae, which sometimes become excessively important or even theatrical"(71); and in certain instances, the risk of "promoting sects, or even superstition, magic, fatalism or oppression"
E, já agora, a conclusão do documento da Santa Sé:
Both parts of this Directory contain many directives, proposals, and guidelines to encourage and clarify popular piety and religiosity, and to harmonise it with the Liturgy.
In referring to specific traditions and diverse circumstances, the Directory wishes to set forth some basic presuppositions, to reiterate various directives, and to make some suggestions so as to promote fruitful pastoral activity.
With the assistance of their collaborators, especially of the rectors of shrines, it is for the Bishops to establish norms and practical guidelines in relation to this matter, taking into account local traditions and particular manifestations of popular piety and religiosity.
FA
terça-feira, setembro 23, 2003
IMPAGÁVEL
No Fio do Horizonte de segunda-feira, o impagável Prado Coelho descobriu uma coisa fabulosa: ser a favor das propinas é ser de esquerda.
Segundo a luminária "entre pagarem os beneficiários (que pertencem na sua grande maioria aos estratos sociais mais favorecidos) ou pagam todos. No actual estado das coisas parece-me que a justiça social vai no sentido da primeira hipótese - e que portanto é a ela que devemos dar o nome de esquerda. O resto é a demagogia com que se pretende não perder um comboio reivindicativo, porque não se tem a coragem de definir uma política clara. ". Hossana!!! E fez-se luz!
A brilhante tese de EPC é clara como a água e, por acaso, tem sido defendida desde há muito tempo por muita gente, maioritariamente proveniente da não-esquerda. Vá-se lá saber porquê...
Agora que EPC falou, estão safos. Foram ungidos como esquerdalhos legítimos pelo Pontifice da reflexão "progressista".
O problema é o pressuposto. Quem lhe disse a si, Eduardo, que a justiça social verdadeira (a que funciona)é de esquerda?
Sugiro a leitura ritual deste maravilhoso artigo no princípio de cada uma das futuras reuniões da Direcção Nacional da JCP, conhecido bastião neo-conservador do mais empedernido reaccionarismo de direita.
JV
No Fio do Horizonte de segunda-feira, o impagável Prado Coelho descobriu uma coisa fabulosa: ser a favor das propinas é ser de esquerda.
Segundo a luminária "entre pagarem os beneficiários (que pertencem na sua grande maioria aos estratos sociais mais favorecidos) ou pagam todos. No actual estado das coisas parece-me que a justiça social vai no sentido da primeira hipótese - e que portanto é a ela que devemos dar o nome de esquerda. O resto é a demagogia com que se pretende não perder um comboio reivindicativo, porque não se tem a coragem de definir uma política clara. ". Hossana!!! E fez-se luz!
A brilhante tese de EPC é clara como a água e, por acaso, tem sido defendida desde há muito tempo por muita gente, maioritariamente proveniente da não-esquerda. Vá-se lá saber porquê...
Agora que EPC falou, estão safos. Foram ungidos como esquerdalhos legítimos pelo Pontifice da reflexão "progressista".
O problema é o pressuposto. Quem lhe disse a si, Eduardo, que a justiça social verdadeira (a que funciona)é de esquerda?
Sugiro a leitura ritual deste maravilhoso artigo no princípio de cada uma das futuras reuniões da Direcção Nacional da JCP, conhecido bastião neo-conservador do mais empedernido reaccionarismo de direita.
JV
segunda-feira, setembro 22, 2003
GENTE FINA: Magnífico artigo de Luís Salgado de Matos dedicado a todos aqueles para quem forças militares ou paramilitares portuguesas, só em cenários de grande delicadeza e violência generalizada, como o enclave de Bora Bora, as regiões ocupadas de Aspen ou os territórios ocupados das Seychelles.
FMS
FMS
Leitores Atentos
Fiquei hoje a saber que um amigo do meu Pai (who shall remain nameless) lê atentamente os disparates que aqui publicamos. Em conversa com o meu Pai esse amigo deu conhecimento da sua fidelidade ao Quinto e o meu Pai, claro, deu-me conhecimento disso mesmo com o orgulho paternal adequado à ocasião.
Serve o presente post para dizer a esse nosso leitor atento: Muito obrigado!
Aos demais leitores (mais ou menos atentos) fica o desafio de se identificarem aos nossos pais, amigos, namoradas ou familiares, por telefone, carta, e-mail, telegrama ou à mesa do café. Identifiquem-se! E, já agora, mandem sugestões, contribuições, comentários ou mesmo insultos para: oquintodosimperios@hotmail.com.
A Gerência agradece
FA
Fiquei hoje a saber que um amigo do meu Pai (who shall remain nameless) lê atentamente os disparates que aqui publicamos. Em conversa com o meu Pai esse amigo deu conhecimento da sua fidelidade ao Quinto e o meu Pai, claro, deu-me conhecimento disso mesmo com o orgulho paternal adequado à ocasião.
Serve o presente post para dizer a esse nosso leitor atento: Muito obrigado!
Aos demais leitores (mais ou menos atentos) fica o desafio de se identificarem aos nossos pais, amigos, namoradas ou familiares, por telefone, carta, e-mail, telegrama ou à mesa do café. Identifiquem-se! E, já agora, mandem sugestões, contribuições, comentários ou mesmo insultos para: oquintodosimperios@hotmail.com.
A Gerência agradece
FA
domingo, setembro 21, 2003
ANGOLA, motivos de uma esperança
Conheci há dias o novo Presidente da UNITA, Isaias Samakuva. Impecável no trato, Seguro na atitude. Firme nas convicções.
Em conversa, reconheceu a derrota militar do seu partido tão calmamente quanto previu a inevitabilidade da vitória do modelo ocidental sobre o afro-socialismo cleptocrático.
Depois de o seu IX Congresso ter dado um exemplo de democracia e liberdade a Angola e a toda a África, desta UNITA espera-se a mesma serenidade que transparece do seu líder e a permanente capacidade de disputar o jogo democrático. Ambição e querer não lhe falta.
Se assim for, Angola poderá vir a ser um lugar melhor para se viver. Queira Deus (e os homens!) que neste e nos outros partidos, nomeadamente o do poder, a vontade de seguir em frente e de construir um país novo, que vai animando os politicos e a sociedade civil, não seja destruída pela vileza do metal.
JV
Conheci há dias o novo Presidente da UNITA, Isaias Samakuva. Impecável no trato, Seguro na atitude. Firme nas convicções.
Em conversa, reconheceu a derrota militar do seu partido tão calmamente quanto previu a inevitabilidade da vitória do modelo ocidental sobre o afro-socialismo cleptocrático.
Depois de o seu IX Congresso ter dado um exemplo de democracia e liberdade a Angola e a toda a África, desta UNITA espera-se a mesma serenidade que transparece do seu líder e a permanente capacidade de disputar o jogo democrático. Ambição e querer não lhe falta.
Se assim for, Angola poderá vir a ser um lugar melhor para se viver. Queira Deus (e os homens!) que neste e nos outros partidos, nomeadamente o do poder, a vontade de seguir em frente e de construir um país novo, que vai animando os politicos e a sociedade civil, não seja destruída pela vileza do metal.
JV
SEM RETORNO:
Gosto de ver programas como o Big Brother ou o Ídolos, porque me reconciliam com o povo português. O país vê-se, desde 2000, diariamente invadido pelas grosserias da ralé, pelas alarvidades de inúteis em busca de glória fácil e que nutrem um olímpico desprezo por qualquer solicitação intelectual mais elaborada do que as suas miseráveis vidas e, ainda assim, continua a acreditar que o povo, através do voto universal, deve (e está preparado para) escolher aqueles que o governam.
Com estes programas, o povo tomou a TV de assalto e fez-se finalmente rei. Todos viram os seus hábitos e linguagem triunfar e, passados três anos, ainda ninguém quer regressar ao chicote.
Podemos, finalmente, dizer que Portugal é uma democracia estável. E foram os reality shows que nos mostraram isso.
Podemos ter batido no fundo, mas já não voltamos atrás.
FMS
Gosto de ver programas como o Big Brother ou o Ídolos, porque me reconciliam com o povo português. O país vê-se, desde 2000, diariamente invadido pelas grosserias da ralé, pelas alarvidades de inúteis em busca de glória fácil e que nutrem um olímpico desprezo por qualquer solicitação intelectual mais elaborada do que as suas miseráveis vidas e, ainda assim, continua a acreditar que o povo, através do voto universal, deve (e está preparado para) escolher aqueles que o governam.
Com estes programas, o povo tomou a TV de assalto e fez-se finalmente rei. Todos viram os seus hábitos e linguagem triunfar e, passados três anos, ainda ninguém quer regressar ao chicote.
Podemos, finalmente, dizer que Portugal é uma democracia estável. E foram os reality shows que nos mostraram isso.
Podemos ter batido no fundo, mas já não voltamos atrás.
FMS
sexta-feira, setembro 19, 2003
quarta-feira, setembro 17, 2003
In the eye of the beholder
A Direita radical caracteriza-se, na opinião de alguns, pelo “dedo apontado”, pela defesa de valores caducos como “Nação”, “Autoridade” ou “Trabalho”, pelo “ódio mal contido contra os imigrantes”. Esse radicalismo é ainda visível na legislação laboral que “escancara as portas à assimetria e à desumanização do trabalho” e na “atitude esfíngica, de continuada negligência, sobre o flagelo do desemprego”. É possível afirmar pois que temos instalada no Governo de Portugal a extrema Direita xenófoba.
Que susto! E eu que andava distraído. Ainda bem que estou longe. Aqui em terras de S.M. Britânica ao menos o Partido Trabalhista está no poder. Aqui é a esquerda que manda... será?!?!
No Reino Unido as relações laborais são quase totalmente desreguladas. Não há Código de Trabalho nem sequer Constituição escrita. Os trabalhadores têm direito a trabalhar, a receber o ordenado no fim do mês e a fazer greve quando tal for decidido por votação postal secreta dos trabalhadores. Os tribunais do Trabalho não têm que obdecer a qualquer princípio de “in dubio pro” trabalhador. Não há rendimento mínimo e as fraudes à segurança social, ó crueldade, dão direito a cadeia.
No Reino Unido não há praticamente imigração legal. Para se imigrar ou se é da União Europeia (enquanto o Reino Unido fizer parte claro está) ou então tem que se provar que não há Britânicos disponíveis ou capazes de desempenhar o trabalho em causa. Os imigrantes ilegais são mantidos em campos de concentração enquanto os seus processos de pedido de asilo político são analizados.
No Reino Unido não há uma Nação mas sim quatro nações diferentes. As Forças Armadas estão sob um comando único e, horor dos horrores, até se envolvem em guerras. Aqui há forças políciais a cavalo nos jogos de futebol e (que anacronismo!) até há uma Rainha.
No Reino Unido não há Euro, não há Constituição escrita e quase não há imigração legal. Os combóios andam atrasados e a educação é das mais caras da Europa. Medicamentos só com receita e corridas de cavalo só de fraque.
Se o Paulo Portas é de extrema-direita o Tony Blair é Primeiro Ministro do IV Reich.
O radicalismo de uns, meus amigos, está apenas na opinião de outros.
FA
A Direita radical caracteriza-se, na opinião de alguns, pelo “dedo apontado”, pela defesa de valores caducos como “Nação”, “Autoridade” ou “Trabalho”, pelo “ódio mal contido contra os imigrantes”. Esse radicalismo é ainda visível na legislação laboral que “escancara as portas à assimetria e à desumanização do trabalho” e na “atitude esfíngica, de continuada negligência, sobre o flagelo do desemprego”. É possível afirmar pois que temos instalada no Governo de Portugal a extrema Direita xenófoba.
Que susto! E eu que andava distraído. Ainda bem que estou longe. Aqui em terras de S.M. Britânica ao menos o Partido Trabalhista está no poder. Aqui é a esquerda que manda... será?!?!
No Reino Unido as relações laborais são quase totalmente desreguladas. Não há Código de Trabalho nem sequer Constituição escrita. Os trabalhadores têm direito a trabalhar, a receber o ordenado no fim do mês e a fazer greve quando tal for decidido por votação postal secreta dos trabalhadores. Os tribunais do Trabalho não têm que obdecer a qualquer princípio de “in dubio pro” trabalhador. Não há rendimento mínimo e as fraudes à segurança social, ó crueldade, dão direito a cadeia.
No Reino Unido não há praticamente imigração legal. Para se imigrar ou se é da União Europeia (enquanto o Reino Unido fizer parte claro está) ou então tem que se provar que não há Britânicos disponíveis ou capazes de desempenhar o trabalho em causa. Os imigrantes ilegais são mantidos em campos de concentração enquanto os seus processos de pedido de asilo político são analizados.
No Reino Unido não há uma Nação mas sim quatro nações diferentes. As Forças Armadas estão sob um comando único e, horor dos horrores, até se envolvem em guerras. Aqui há forças políciais a cavalo nos jogos de futebol e (que anacronismo!) até há uma Rainha.
No Reino Unido não há Euro, não há Constituição escrita e quase não há imigração legal. Os combóios andam atrasados e a educação é das mais caras da Europa. Medicamentos só com receita e corridas de cavalo só de fraque.
Se o Paulo Portas é de extrema-direita o Tony Blair é Primeiro Ministro do IV Reich.
O radicalismo de uns, meus amigos, está apenas na opinião de outros.
FA
sexta-feira, setembro 12, 2003
GATINHA FEDORENTA: Já agora, um beijinho para a Rita Araújo Pereira. Que tenha uma vida boa e que faça o pai sorrir muito. Pelo menos tanto quanto ele nos faz sorrir a nós.
FMS
FMS
quinta-feira, setembro 11, 2003
MEMÓRIA: Tremo só de ler a data ali em cima. Aquele almoço rotineiro em família numa Terça-Feira em que tudo mudou. Não me apetece escrever sobre isso no blog. Aqui, onde tudo é um jogo de parada e resposta, a polémica é senhora. Há argumentos para tudo. Só que nesta questão, como em todas as questões absolutamente lineares, quem quiser refutar o óbvio só tem o caminho do grotesco. Ou seja, qualquer comentário que eu faça acerca do 11 de Setembro, terá a resposta que eu já conheço: uma tese que mete condescendência e root causes , que mete Bush e Bin Laden no mesmo saco, que mete poréns e contudos depois das condenações. Mas que, acima de tudo, mete nojo.
FMS
FMS
CINCO CONTRA UM: Tenho assistido deliciado à saída do armário de muitos pornógrafos, na sequência do comentário do João Pedro Henriques sobre a codificação dos filmes de chavascal transmitidos em noites de fim de semana pelo canal 18 (presumo que seja aquele que, em Viseu, é o 16, e, em Coimbra, o 17). Muito deu que falar, esse post. O governo é da direita calhorda, blá blá blá... o habitual. Ora, provavelmente será culpa da já clássica incapacidade deste executivo para explicar as medidas, mas a verdade é que o João Pedro não percebe nem um pouco da real intenção da decisão. Numa coisa estamos de acordo. É uma medida tipicamente de direita. É moralista. Mas não no sentido que lhe quiseram incutir. É de direita porque se recusa a dar o peixe. É moralista porque ensina a pescar. Vá lá, João Pedro, levante-se do sofá, guarde o J&B (já agora, não tem por aí uma coisita melhor? Um Jameson, um Famous Grouse?), aperalte-se e faça-se à vida. Saia de casa, conquiste, seja arrebatador na aproximação às vítimas. E, depois, não se esqueça, conte-nos tudo. Boa pescaria!
FMS
FMS
CASAMENTO DE CONVENIÊNCIA: De todos os epítetos e alcunhas com que uma certa direita se refere aos conservadores-liberais, a que mais fundo toca no meu espírito galhofeiro é a da "direita que convém à esquerda". Nunca percebi bem o alcance do ataque, mas quando leio este pessoal*, parece-me que o disparo faz ricochete.
*link cortesia do Andy.
FMS
*link cortesia do Andy.
FMS
HUMOR AUTO-FLAGELATÓRIO: Foi bonito de ver aquele passeio a três por entre a neblina matinal de Almoçageme. Clara de Sousa, Ferro Rodrigues e o cão. Gastão de sua graça. A jornalista da SIC-Notícias sublinhou a ironia politicamente incorrecta do nome do fiel amigo de Eduardo (mais um). Mas, ó Clara, vindo de quem vem, como é que queria que o pobre do canídeo se chamasse? Prudêncio? Não me parece.
FMS
FMS
VOU ALI E JÁ VENHO...
Estarei, na próxima semana, quasi incontactável. Enquanto volto a Vilnius penso na expressão alto-minhota para designar as pessoas (e suas mães) que não só escrevem blogues criminosos como ainda os transformam em placares de post-its para difamação pública.
Até para a semana,
DBH
Estarei, na próxima semana, quasi incontactável. Enquanto volto a Vilnius penso na expressão alto-minhota para designar as pessoas (e suas mães) que não só escrevem blogues criminosos como ainda os transformam em placares de post-its para difamação pública.
Até para a semana,
DBH
terça-feira, setembro 09, 2003
LENCASTRE, O PALEOLÍTICO
Dediquei-me à arqueologia cibernética e encontrei nas catacumbas do fulgurante AVANTE! o célebre artigo de Manoel de Lencastre: "Nostalgia russa pelos tempos do socialismo".
Um link merecidíssimo, dada a crescente escassez de exemplares da espécie.
Outros títulos de antologia como "A vitória do Exército Vermelho permanece actual e bem viva", "Os escravos ainda não foram libertados" e "Capitalistas de acesso controlam o Pentágono" são igualmente dignos de destaque.
De ler e rir por mais.
JV
Dediquei-me à arqueologia cibernética e encontrei nas catacumbas do fulgurante AVANTE! o célebre artigo de Manoel de Lencastre: "Nostalgia russa pelos tempos do socialismo".
Um link merecidíssimo, dada a crescente escassez de exemplares da espécie.
Outros títulos de antologia como "A vitória do Exército Vermelho permanece actual e bem viva", "Os escravos ainda não foram libertados" e "Capitalistas de acesso controlam o Pentágono" são igualmente dignos de destaque.
De ler e rir por mais.
JV
segunda-feira, setembro 08, 2003
AFORISMO 1:
As imagens de mais uma edição do Arraial do Avante - festim onde as pessoas mais feias de Portugal se juntam anualmente para dar histéricos vivas a um cadáver em decomposição - trouxeram-me à memória um pensamento ocioso de autoria do FMS-pai (mas que, pelo paradoxo intrínseco, bem podia ser do Wilde):
Abaixo o Povo, viva a Democracia!
FMS
As imagens de mais uma edição do Arraial do Avante - festim onde as pessoas mais feias de Portugal se juntam anualmente para dar histéricos vivas a um cadáver em decomposição - trouxeram-me à memória um pensamento ocioso de autoria do FMS-pai (mas que, pelo paradoxo intrínseco, bem podia ser do Wilde):
Abaixo o Povo, viva a Democracia!
FMS
domingo, setembro 07, 2003
HOMÓFOBOS E MARIALVAS: Escreve o Pedro Mexia que "a esquerda anda estranha: usa «estatizado» como insulto, condena a homenagem a um soldado porque era «desertor». Isto anda tudo às avessas.". Caro Pedro, o que é isso, perante isto?
FMS
FMS
OS MEUS AMIGOS: Nunca fui rapaz para ter aquilo que se convencionou chamar de "o melhor amigo". Aquele puto chato que passa a vida lá em casa, que vê a minha televisão, que come da minha comida, que se senta no meu sofá, que se serve dos meus brinquedos e que, em contrapartida, está lá para ouvir todas as confidências, desabafos e segredos que me permito revelar. Família obviamente à parte, sempre organizei os meus amigos à maneira socialista: um Secretário-Geral e um imenso Secretariado de perder de vista, cujos membros não estão sujeitos à mínima hierarquia entre si. A Andreia é, desde o dia 25 de Janeiro de 1994 ( tinha eu treze aninhos e mais cabelo na cabeça do que nas costas), a minha Secretária-Geral - e a designação é tudo menos descabida, já que, para além da estabilidade emocional, a ela muito se deve a satisfatória organização funcional e burocrática da minha caótica existência. Quanto aos restantes, nunca me atrevi a colocar por ordem de preferência tão diversificada, leal e dedicada falange de apoio. Se, porém, um dia fizer abater sobre os meus amigos a minha maneira de ser conservadora, só vejo um critério para organizar hierarquicamente essas hordas de fiéis: a quantidade de momentos de prazer e felicidade que cada um deles me proporciona. Hoje, o meu amigo João Bustorff, leitor assíduo deste pasquim e meu dealer favorito de ciberpirataria musical, proporcionou-me uma noite de excelência. Entregou-me, num beco mal iluminado e de uma só vez, o próximo dos Belle & Sebastian, o novo dos Super Furry Animals, o álbum de estreia a solo do Tim Burgess ( a voz dos Charlatans) e o EP dos X-WIFE ( caso raro de uma banda portuguesa a acompanhar as tendências de lá de fora em tempo real). E depois, claro, há o José Manuel Pires ( o China, para os amigos), que se desunhou para encontrar três músicas ao vivo e o single em versão demo do próximo dos Strokes, os meninos bonitos da Big Apple. Que bela noite esta. Com amigos destes, eu, se não fosse eu, tinha inveja de mim.
FMS
FMS
DISTO NINGUÉM SE QUEIXA...
O Post com este nome no Terras do Nunca, referido pelo Aviz, esquece-se de referir uma coisa: Em Israel existe liberdade de imprensa, de opinião e reunião. Podemos imaginar possível a existência, na Palestina, de grupos legalizados anti-Arafat? A escrever nos jornais ou a fazer manifestações na rua? Pois, citando o autor do Terras do Nunca: "Com isto ninguém se preocupa. Isto toda a gente acha normal."
DBH
O Post com este nome no Terras do Nunca, referido pelo Aviz, esquece-se de referir uma coisa: Em Israel existe liberdade de imprensa, de opinião e reunião. Podemos imaginar possível a existência, na Palestina, de grupos legalizados anti-Arafat? A escrever nos jornais ou a fazer manifestações na rua? Pois, citando o autor do Terras do Nunca: "Com isto ninguém se preocupa. Isto toda a gente acha normal."
DBH
sábado, setembro 06, 2003
NÃO INVOCAR O NOME EM VÃO (A COMUNHÃO DOS SANTOS... 2)
O PM, no seu post "NÃO INVOCAR O NOME EM VÃO", julga que discordámos da sua tese por esta ser injusta para com o Dr. Paulo Portas. Não é verdade, o problema não estava na recepção da tese, a diferença de opinião é que considero que um político católico não deve deixar de se afirmar católico enquanto político. Porque não o deve deixar de fazer enquanto Homem ou Mulher.
Longe de mim, muito longe, apreciar extremismos creacionistas do Bible Belt (e já agora, para o diálogo iniciado pela Voz, porque é que nos EUA os envangélicos são os mais conservadores e os católicos sempre foram democratas? - Billy Graham excluded), mas se a Fé só pode ser expressa dentro de casa, como é que fica a Cidade?
Longe de mim, também, sugerir a mistura da religião com a coisa pública, mistura essa que sempre estragou ambas, mas podemos discutir a "família democrata-cristã" (sim, pun mafioso intencional), começando pelo princípio, por aqui, por exemplo.
DBH
O PM, no seu post "NÃO INVOCAR O NOME EM VÃO", julga que discordámos da sua tese por esta ser injusta para com o Dr. Paulo Portas. Não é verdade, o problema não estava na recepção da tese, a diferença de opinião é que considero que um político católico não deve deixar de se afirmar católico enquanto político. Porque não o deve deixar de fazer enquanto Homem ou Mulher.
Longe de mim, muito longe, apreciar extremismos creacionistas do Bible Belt (e já agora, para o diálogo iniciado pela Voz, porque é que nos EUA os envangélicos são os mais conservadores e os católicos sempre foram democratas? - Billy Graham excluded), mas se a Fé só pode ser expressa dentro de casa, como é que fica a Cidade?
Longe de mim, também, sugerir a mistura da religião com a coisa pública, mistura essa que sempre estragou ambas, mas podemos discutir a "família democrata-cristã" (sim, pun mafioso intencional), começando pelo princípio, por aqui, por exemplo.
DBH
AINDA MEXE: Os suspiros de alívio que se deram a escutar com a constatação de que os inúmeros rumores em torno da prolongada ausência do Pedro Mexia eram manifestamente exagerados, revelaram o quanto a blogolândia gosta do seu patriarca. Aliás, em jeito de homenagem, proponho que, no léxico corrente por estas bandas, se substitua o verbo "blogar" e respectivas formas ( todas elas, parece-me, referências onomatopaicas à unica necessidade fisiológica que um homem faz sentado e que tem tanto de vital quanto de repugnante) pelo verbo "mexer", cuja primeira e terceira pessoa do pretérito imperfeito o Pedro ostenta orgulhosamente como apelido. O que resultaria em diálogos tão interessantes como este:
- Então, pá, tens mexido?
- Pouco. Apanhei uma virose que nem me mexo!
- Há muito que não te leio. Tem havido muita polémica?
- Uns mexericos aqui e ali.
- Do que eu me lembro, aquele Mexia é que se mexia bem...
- Ainda mexe.
- E a Charlotte . Também se mexe que é uma maravilha...
- Deve ser das aulas de tango do marido argentino.
- Olha, vou ter de ir. Vê lá se te pões a mexer.
Pensem nisso.
FMS
- Então, pá, tens mexido?
- Pouco. Apanhei uma virose que nem me mexo!
- Há muito que não te leio. Tem havido muita polémica?
- Uns mexericos aqui e ali.
- Do que eu me lembro, aquele Mexia é que se mexia bem...
- Ainda mexe.
- E a Charlotte . Também se mexe que é uma maravilha...
- Deve ser das aulas de tango do marido argentino.
- Olha, vou ter de ir. Vê lá se te pões a mexer.
Pensem nisso.
FMS
sexta-feira, setembro 05, 2003
- Era mais um Jameson se faz favor, Sr. Albino... (parte 2)
Sobre a relação blogs/jornalismo, um post com bons links no Priorities & Frivolities: Embrace the Blogosphere
DBH
Sobre a relação blogs/jornalismo, um post com bons links no Priorities & Frivolities: Embrace the Blogosphere
DBH
Ó MEUS AMIGOS...
Vamos lá esclarecer duas ou três coisinhas...
Os simpáticos relativos afirmam que nós, os "amigos do Paulo Portas" somos uma Coluna Infame em versão pobre. Bom, para nós, qualquer que seja a versão com que nos comparem com esse blogue, é um elogio.
Quanto ao resto: Este blogue é composto por MBF (Martim Borges de Freitas) e JV (João Vacas) em Bruxelas, FA (Fernando Albino) em Londres, FMS (Francisco Mendes da Silva) em Viseu e DBH (Diogo Belford Henriques) em Lisboa. Todos conhecemos Paulo Portas e acreditamos neste governo. As nossas posições não são as do CDS, são as nossas e, por isso, estamos no CDS.
O debate político bem o tentamos fazer, mas o nosso comentário ao que os meus amigos escrevem (ver posts O BOM TOM e A COMUNHÃO DOS SANTOS...) parece que não vos mereceu resposta. Assim, ficamos à espera, cheios de vontade de discutir a sério, sem vos chamar, apenas, de os "amigos do Ferro e do Pedroso".
DBH
PS. Ah, e podemos combinar um jantar para discutirmos discos que já não se encontram, só não sabemos é falar de surf...
Vamos lá esclarecer duas ou três coisinhas...
Os simpáticos relativos afirmam que nós, os "amigos do Paulo Portas" somos uma Coluna Infame em versão pobre. Bom, para nós, qualquer que seja a versão com que nos comparem com esse blogue, é um elogio.
Quanto ao resto: Este blogue é composto por MBF (Martim Borges de Freitas) e JV (João Vacas) em Bruxelas, FA (Fernando Albino) em Londres, FMS (Francisco Mendes da Silva) em Viseu e DBH (Diogo Belford Henriques) em Lisboa. Todos conhecemos Paulo Portas e acreditamos neste governo. As nossas posições não são as do CDS, são as nossas e, por isso, estamos no CDS.
O debate político bem o tentamos fazer, mas o nosso comentário ao que os meus amigos escrevem (ver posts O BOM TOM e A COMUNHÃO DOS SANTOS...) parece que não vos mereceu resposta. Assim, ficamos à espera, cheios de vontade de discutir a sério, sem vos chamar, apenas, de os "amigos do Ferro e do Pedroso".
DBH
PS. Ah, e podemos combinar um jantar para discutirmos discos que já não se encontram, só não sabemos é falar de surf...
quinta-feira, setembro 04, 2003
Surrealismo
O Professor Rosas dá-nos um magnífico exemplo do estilo de escrita surreal neste artigo do Público.
Cada um tem a sua opinião, pensa o que quiser, exprime o seu pensamento da melhor maneira que pode e sabe. Fá-lo de acordo com os seus interesses, objectivos políticos e moldado (nalguns casos toldado) pela sua formação política, cultural, humana. São estas as regras do jogo democrático e da liberdade de expressão.
No essencial do seu artigo o Professor Rosas defende que o clima de instabilidade que se vive no Iraque corresponde a “uma onda quase unânime de protesto e resistência nacional” à ocupação Americana e tem pouco a haver com o “recuo de tropas de Saddam e militantes do Baas para a resistência armada”. O sentimento geral entre “Baas, xiitas anti-Saddam, sunitas, cidadãos anónimos sem partido político ou opção religiosa, antigos opositores a Saddam” é, segundo o artigo, de “condenação e resistência universal” às tropas Americanas.
No entender do Professor Rosas, a invasão Americana é a causa próxima desta “intifada iraquiana” e não pode a ONU nem os governos que apoiaram o “unilateralismo imperial dos EUA” dar qualquer contributo para a pacificação do Iraque. Tal seria, no entender do Professor Rosas, fazer das forças de polícia “uma tropa de opressão e repressão do povo iraquiano” para servir os interesses imperiais contra a “liberdade e independência do povo Iraquiano”.
A não ser um exercício de demência histérica e propaganda raivosa, o artigo é, no mínimo, desinformador e desonesto.
Em suma o argumento é: os EUA fizeram a cama agora deitem-se nela que eu não quero ter nada a ver com isso. Ou então: eu avisei que isto ia dar merda, agora amanhem-se.
Ficamos a saber que o Professor Rosas tem muito menos interesse no bem estar dos Iraquianos do que sanha e raiva contra os EUA.
O que os observadores dizem, e o Professor Rosas sabe mas omite, é que os actos de sabotagem que impedem o restabelecimento da ordem pública se devem a terroristas infiltrados no Iraque, bem coordenados e equipados, cujo único objectivo é justamente esse: impedir qualquer pax americana no Iraque.
O que os observadores constatam, e o Professor Rosas sabe mas omite, é que o Iraque, longe de ser uma Nação, é um retalho de diferentes tensões étnicas e religiosas onde, no passado sob o jugo de Saddam, só a força e a autoridade manteve a ordem. Terreno ideal para a desinformação, campanhas de ódio e terror.
Basta ver os alvos desses ataques para o perceber: tropas americanas, representantes estrangeiros, líderes religiosos elementos do Exército e Polícia próximos dos EUA, sistema de abastecimento de àgua e condutas petrolíferas.
O Professor Rosas quer ir à origem do problema. A actuação dos EUA na sua óptica. A sua actuação não foi correcta, legal ou responsável? Dou isso de barato (sem conceder). Mas isso importa porquê? Porque a sua actuação trouxe indizível sofrimento ao povo Iraquiano até então em idílico sossego? Porque as suas tropas troxeram terror e destruição a uma terra de abundância e paz? Não.
O problema chamava-se Saddam, e tem outros nomes como fundamentalismo, terrorismo, obscurantismo, autoritarismo, ditadura, opressão. A liberdade e independência do povo iraquiano está em causa? Concordo plenamente. Só que o ponto fulcral é que só os EUA tiveram a coragem de as assegurar no terreno.
Talvez seja porque, circunstancialmente, os interesses nacionais dos EUA para aí apontaram. Talvez seja porque só cidadãos verdadeiramente livres e independentes é que realmente entendem e protegem esses valores. Em qualquer dos casos, países livres e independentes como Portugal têm o dever de proteger esses valores. Seja no Iraque, na Libéria ou na Guiné-Bissau. Nem sempre é possível? No Iraque é. Hoje.
Sobre liberdade e indepenência não receberei nunca lições do Professor Rosas. O internacionalismo revolucionário comunista a mim não me diz nada e não consta que tenha muito que ver com liberdade ou independência.
FA
O Professor Rosas dá-nos um magnífico exemplo do estilo de escrita surreal neste artigo do Público.
Cada um tem a sua opinião, pensa o que quiser, exprime o seu pensamento da melhor maneira que pode e sabe. Fá-lo de acordo com os seus interesses, objectivos políticos e moldado (nalguns casos toldado) pela sua formação política, cultural, humana. São estas as regras do jogo democrático e da liberdade de expressão.
No essencial do seu artigo o Professor Rosas defende que o clima de instabilidade que se vive no Iraque corresponde a “uma onda quase unânime de protesto e resistência nacional” à ocupação Americana e tem pouco a haver com o “recuo de tropas de Saddam e militantes do Baas para a resistência armada”. O sentimento geral entre “Baas, xiitas anti-Saddam, sunitas, cidadãos anónimos sem partido político ou opção religiosa, antigos opositores a Saddam” é, segundo o artigo, de “condenação e resistência universal” às tropas Americanas.
No entender do Professor Rosas, a invasão Americana é a causa próxima desta “intifada iraquiana” e não pode a ONU nem os governos que apoiaram o “unilateralismo imperial dos EUA” dar qualquer contributo para a pacificação do Iraque. Tal seria, no entender do Professor Rosas, fazer das forças de polícia “uma tropa de opressão e repressão do povo iraquiano” para servir os interesses imperiais contra a “liberdade e independência do povo Iraquiano”.
A não ser um exercício de demência histérica e propaganda raivosa, o artigo é, no mínimo, desinformador e desonesto.
Em suma o argumento é: os EUA fizeram a cama agora deitem-se nela que eu não quero ter nada a ver com isso. Ou então: eu avisei que isto ia dar merda, agora amanhem-se.
Ficamos a saber que o Professor Rosas tem muito menos interesse no bem estar dos Iraquianos do que sanha e raiva contra os EUA.
O que os observadores dizem, e o Professor Rosas sabe mas omite, é que os actos de sabotagem que impedem o restabelecimento da ordem pública se devem a terroristas infiltrados no Iraque, bem coordenados e equipados, cujo único objectivo é justamente esse: impedir qualquer pax americana no Iraque.
O que os observadores constatam, e o Professor Rosas sabe mas omite, é que o Iraque, longe de ser uma Nação, é um retalho de diferentes tensões étnicas e religiosas onde, no passado sob o jugo de Saddam, só a força e a autoridade manteve a ordem. Terreno ideal para a desinformação, campanhas de ódio e terror.
Basta ver os alvos desses ataques para o perceber: tropas americanas, representantes estrangeiros, líderes religiosos elementos do Exército e Polícia próximos dos EUA, sistema de abastecimento de àgua e condutas petrolíferas.
O Professor Rosas quer ir à origem do problema. A actuação dos EUA na sua óptica. A sua actuação não foi correcta, legal ou responsável? Dou isso de barato (sem conceder). Mas isso importa porquê? Porque a sua actuação trouxe indizível sofrimento ao povo Iraquiano até então em idílico sossego? Porque as suas tropas troxeram terror e destruição a uma terra de abundância e paz? Não.
O problema chamava-se Saddam, e tem outros nomes como fundamentalismo, terrorismo, obscurantismo, autoritarismo, ditadura, opressão. A liberdade e independência do povo iraquiano está em causa? Concordo plenamente. Só que o ponto fulcral é que só os EUA tiveram a coragem de as assegurar no terreno.
Talvez seja porque, circunstancialmente, os interesses nacionais dos EUA para aí apontaram. Talvez seja porque só cidadãos verdadeiramente livres e independentes é que realmente entendem e protegem esses valores. Em qualquer dos casos, países livres e independentes como Portugal têm o dever de proteger esses valores. Seja no Iraque, na Libéria ou na Guiné-Bissau. Nem sempre é possível? No Iraque é. Hoje.
Sobre liberdade e indepenência não receberei nunca lições do Professor Rosas. O internacionalismo revolucionário comunista a mim não me diz nada e não consta que tenha muito que ver com liberdade ou independência.
FA
Então e nós?
Li esta notícia do DN e acho muito bem que se dê todo o apoio aos imigrantes em Portugal. A minha questão, confrontado que sou diariamente com a ineficácia no apoio aos emigrantes Portugueses (nos quais eu orgulhosamente me incluo), é: para quando Consulados Portugueses a funcionar em condições?
FA
Li esta notícia do DN e acho muito bem que se dê todo o apoio aos imigrantes em Portugal. A minha questão, confrontado que sou diariamente com a ineficácia no apoio aos emigrantes Portugueses (nos quais eu orgulhosamente me incluo), é: para quando Consulados Portugueses a funcionar em condições?
FA
quarta-feira, setembro 03, 2003
ALELUIA, ALELUIA
No seguimento do post "Comunhão dos Santos..." vejo com alegria que a minha Fé foi recompensada, que a minha Esperança era fundamentada e que Pedro Mexia regressou, com Caridade, ao seu Blog.
DBH
No seguimento do post "Comunhão dos Santos..." vejo com alegria que a minha Fé foi recompensada, que a minha Esperança era fundamentada e que Pedro Mexia regressou, com Caridade, ao seu Blog.
DBH
VOX POP
A simpática Voz que Clama (um dos meus blogues preferidos e que, ainda por cima, anuncia a responsabilidade no título), escreve:
"O Quinto dos Impérios reagiu já ao poste sobre a relação entre religião e captação de imagem (sobre este assunto nunca ouvi o caro EPC a dissertar). Mas tomou-me por uma das partes de um hipotético conflito. Acontece que nem sequer conhecia o contexto das imagens do Ministro da Defesa a ajoelhar-se. Interessa-me debater a questão. "
Caro Tiago, eu não o tomei por nenhuma parte, apenas que segue nesta estafada polémica que, sendo políticamente irrelevante, é socialmente curiosa.
Por isso escrevi que a sua contribuição é uma tentação. Ao contrário da afirmação "caro EPC", que é, manifestamente, uma hostilidade!
DBH
A simpática Voz que Clama (um dos meus blogues preferidos e que, ainda por cima, anuncia a responsabilidade no título), escreve:
"O Quinto dos Impérios reagiu já ao poste sobre a relação entre religião e captação de imagem (sobre este assunto nunca ouvi o caro EPC a dissertar). Mas tomou-me por uma das partes de um hipotético conflito. Acontece que nem sequer conhecia o contexto das imagens do Ministro da Defesa a ajoelhar-se. Interessa-me debater a questão. "
Caro Tiago, eu não o tomei por nenhuma parte, apenas que segue nesta estafada polémica que, sendo políticamente irrelevante, é socialmente curiosa.
Por isso escrevi que a sua contribuição é uma tentação. Ao contrário da afirmação "caro EPC", que é, manifestamente, uma hostilidade!
DBH
terça-feira, setembro 02, 2003
Advogar ou não
Eis a questão!
Diferentes visões sobre a realidade forense Inglesa que nem todos conhecem mas que todos comentam.
FA
Eis a questão!
Diferentes visões sobre a realidade forense Inglesa que nem todos conhecem mas que todos comentam.
FA
PERGUNTA INDECENTE:
O FMS pergunta (ver dois posts atrás) se alguém toma banho no Bairro Alto. Além do facto de muitos de nós já lá termos apanhado grandes banhadas, o factor mais importante passou ao lado deste nosso imperialista de Viseu:
O problema é o Gelo! Parece-me, pois, muito bem que a EPAL peça desculpa.
DBH
O FMS pergunta (ver dois posts atrás) se alguém toma banho no Bairro Alto. Além do facto de muitos de nós já lá termos apanhado grandes banhadas, o factor mais importante passou ao lado deste nosso imperialista de Viseu:
O problema é o Gelo! Parece-me, pois, muito bem que a EPAL peça desculpa.
DBH
A COMUNHÃO DOS SANTOS...
A Voz escreve que abre "as hostilidades com Mateus 5:6: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará".
Esta tentação, própria de quem prega no deserto, segue a indignação de muitos que não suportaram ver o Ministro Portas a rezar, de olhos cerrados, com os joelhos em terra. Os argumentos são quase sempre os mesmos: que foi aproveitamento, descaramento, que estava a velar por um homem que nunca conheceu, que o fez apenas para a foto.
Pedro Mexia (e este link é prova de Fé e Esperança que o PM tenha Caridade pelos seus leitores e ressuscite) publicou no Independente passado que o exercício da religião deve ser considerado um acto privado, íntimo. Não deve ser fotografado como um "happening". Tenho, no entanto, uma objecção: a Fé católica é, para além de universal, apostólica; a pertença à Igreja implica a pertença, desde o Baptismo, a uma comunidade, a um povo; é no seio deste corpo plural (corpo místico de Cristo) que se exprime a devoção pessoal.
Isto passa pela naturalidade do sentido religioso. Pela constatação do transcendente na sua história pessoal.
A experiência dramática do crescimento para a salvação passa pelo reconhecimento, humilde, da condição humana de pecador e irmão. Isto implica a oração e a súplica. Estaria Portas a rezar a Maggiolo, o homem que nunca conheceu? Claro que não, nem o poderia fazer. Estaria a rezar por si? Pelos seus? Quem sabe e, mais ainda, quem tem que ver com issso?
A pose foi construida para a foto? Ou o hábito não foi interrompido pelo fotógrafo?
Foi uma atitude descarada? Ou, podemos dar o benefício da dúvida e considerar que não se importou de dar a cara pela Fé em que crê?
Houve um aproveitamento? Espero que sim, espero que tenha aproveitado um momento de paz.
Se a exposição farisaica da piedade é condenada no versículo de Mateus, também a clausura é um carisma muito particular. A maior parte de nós, cristãos, não temos vocação para a contemplação.
Todo este meu post é passível de ser facilmente ridicularizado. Mas talvez ajude alguém a conceder que é possível haver quem pense assim. E respeite. Teria, certamente, sido mais fácil troçar do maçons, que louvam o G em segredo, sem fotógrafos a perpetuar imagens ridícula de aventais... Mas um bocadinho de certeza de mim não fará muito mal a este blogue.
Não é porque rezamos de joelhos em terra que não somos os maiores pecadores. Pelo contrário, é porque sabemos que não passamos de pecadores que rezamos tão perto do chão.
DBH
A Voz escreve que abre "as hostilidades com Mateus 5:6: "Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará".
Esta tentação, própria de quem prega no deserto, segue a indignação de muitos que não suportaram ver o Ministro Portas a rezar, de olhos cerrados, com os joelhos em terra. Os argumentos são quase sempre os mesmos: que foi aproveitamento, descaramento, que estava a velar por um homem que nunca conheceu, que o fez apenas para a foto.
Pedro Mexia (e este link é prova de Fé e Esperança que o PM tenha Caridade pelos seus leitores e ressuscite) publicou no Independente passado que o exercício da religião deve ser considerado um acto privado, íntimo. Não deve ser fotografado como um "happening". Tenho, no entanto, uma objecção: a Fé católica é, para além de universal, apostólica; a pertença à Igreja implica a pertença, desde o Baptismo, a uma comunidade, a um povo; é no seio deste corpo plural (corpo místico de Cristo) que se exprime a devoção pessoal.
Isto passa pela naturalidade do sentido religioso. Pela constatação do transcendente na sua história pessoal.
A experiência dramática do crescimento para a salvação passa pelo reconhecimento, humilde, da condição humana de pecador e irmão. Isto implica a oração e a súplica. Estaria Portas a rezar a Maggiolo, o homem que nunca conheceu? Claro que não, nem o poderia fazer. Estaria a rezar por si? Pelos seus? Quem sabe e, mais ainda, quem tem que ver com issso?
A pose foi construida para a foto? Ou o hábito não foi interrompido pelo fotógrafo?
Foi uma atitude descarada? Ou, podemos dar o benefício da dúvida e considerar que não se importou de dar a cara pela Fé em que crê?
Houve um aproveitamento? Espero que sim, espero que tenha aproveitado um momento de paz.
Se a exposição farisaica da piedade é condenada no versículo de Mateus, também a clausura é um carisma muito particular. A maior parte de nós, cristãos, não temos vocação para a contemplação.
Todo este meu post é passível de ser facilmente ridicularizado. Mas talvez ajude alguém a conceder que é possível haver quem pense assim. E respeite. Teria, certamente, sido mais fácil troçar do maçons, que louvam o G em segredo, sem fotógrafos a perpetuar imagens ridícula de aventais... Mas um bocadinho de certeza de mim não fará muito mal a este blogue.
Não é porque rezamos de joelhos em terra que não somos os maiores pecadores. Pelo contrário, é porque sabemos que não passamos de pecadores que rezamos tão perto do chão.
DBH
O BOM TOM
Diz o nosso velho conhecido MC que escrevemos (bom, este plural é blogático, que quem escreveu sobre isto foi o Xico) com " tom melindrado que já é habitual sempre que se belisca, mesmo que ao de leve, tão intocável e inatacável figura."
O tom, neste caso, não é melindrado, é repetitivo.
Escrevemos sobre a falta que Guterres faz desde que fugiu, resposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta de ideias construtivas do Ferro, resposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta de alternativas do Pai Soares, reposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta que o telemóvel faz ao Ferro, resposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta de clareza quanto a Abril, resposta: Portas.
O País Relativo mais parece a aldeia das badaladas.
Talvez, num ou noutro post, nos tenhamos excedido nos adjectivos para com o Secretário Geral do vosso partido, mas como este já nos chamou de serôdios, palermas, radicais, neo-liberais e neo-fascistas (num 2 em 1 cujo alcance histórico ainda não conseguimos vislumbrar) entre outros tonitroantes adjectivos... Não se consegue resistir, como quando o FMS escreveu que este não consegue "conjugar gravata-cinto-calças-sapatos".
Mas, meus amigos, eu compreendo que seja difícil de aceitar. Entendo até que frases que me parecem certas vos soem ocas, mas a realidade da música é esta: O CDS está no Governo. E a verdade é que o tom pelo qual os nossos blogues afinam chama-se democracia.
Passado um ano ainda nenhuma raça foi deportada, o hino nacional não é obrigatório antes dos jogos de futebol, a minha rua ainda não foi privatizada e o divórcio ilegalizado... mas se ainda pensam que são estas as coisas que queremos (nós, os neo-facho-liberais, nacionalistas serôdios), que só não se passaram porque o PS está alerta...
...Então levem lá a medalha da liberdade, o rebuçado de mentol e o lítium necessário para os vossos comícios, que já sabemos que esses discursos são só para consumo interno.
DBH
Diz o nosso velho conhecido MC que escrevemos (bom, este plural é blogático, que quem escreveu sobre isto foi o Xico) com " tom melindrado que já é habitual sempre que se belisca, mesmo que ao de leve, tão intocável e inatacável figura."
O tom, neste caso, não é melindrado, é repetitivo.
Escrevemos sobre a falta que Guterres faz desde que fugiu, resposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta de ideias construtivas do Ferro, resposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta de alternativas do Pai Soares, reposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta que o telemóvel faz ao Ferro, resposta: Portas.
Escrevemos sobre a falta de clareza quanto a Abril, resposta: Portas.
O País Relativo mais parece a aldeia das badaladas.
Talvez, num ou noutro post, nos tenhamos excedido nos adjectivos para com o Secretário Geral do vosso partido, mas como este já nos chamou de serôdios, palermas, radicais, neo-liberais e neo-fascistas (num 2 em 1 cujo alcance histórico ainda não conseguimos vislumbrar) entre outros tonitroantes adjectivos... Não se consegue resistir, como quando o FMS escreveu que este não consegue "conjugar gravata-cinto-calças-sapatos".
Mas, meus amigos, eu compreendo que seja difícil de aceitar. Entendo até que frases que me parecem certas vos soem ocas, mas a realidade da música é esta: O CDS está no Governo. E a verdade é que o tom pelo qual os nossos blogues afinam chama-se democracia.
Passado um ano ainda nenhuma raça foi deportada, o hino nacional não é obrigatório antes dos jogos de futebol, a minha rua ainda não foi privatizada e o divórcio ilegalizado... mas se ainda pensam que são estas as coisas que queremos (nós, os neo-facho-liberais, nacionalistas serôdios), que só não se passaram porque o PS está alerta...
...Então levem lá a medalha da liberdade, o rebuçado de mentol e o lítium necessário para os vossos comícios, que já sabemos que esses discursos são só para consumo interno.
DBH
sábado, agosto 30, 2003
quinta-feira, agosto 28, 2003
O RELEITOR FORÇADO
Percebi agora porque razão o FN afirma ser"forçado a ler e reler O quinto dos impérios": à primeira não acerta com quem assina os posts.
Segundo o nosso confuso aprendiz, por cá vamos "fazendo e refazendo a história recente de Portugal com inegável imaginação". Agradecemos reconhecidos.
De certeza que o FN reconhecerá que se trata de um esforço criativo consideravelmente maior do que o usado no País Relativo. De facto, refazer a História é sempre mais complicado do que apagá-la, fingindo que nunca aconteceu.
Ainda assim, tranquilizo-o. Não temos imaginação suficiente para infligir à História de Portugal um entorse parecido com o protagonizado pela esquerda folclórica do pós 25 de Abril.
De comum com o Carlos Pinto Coelho - lamento desiludir o esforçado e recorrente (re)leitor - apenas tenho o gosto pela língua portuguesa. Estufada ou de fricassé.
JV
Percebi agora porque razão o FN afirma ser"forçado a ler e reler O quinto dos impérios": à primeira não acerta com quem assina os posts.
Segundo o nosso confuso aprendiz, por cá vamos "fazendo e refazendo a história recente de Portugal com inegável imaginação". Agradecemos reconhecidos.
De certeza que o FN reconhecerá que se trata de um esforço criativo consideravelmente maior do que o usado no País Relativo. De facto, refazer a História é sempre mais complicado do que apagá-la, fingindo que nunca aconteceu.
Ainda assim, tranquilizo-o. Não temos imaginação suficiente para infligir à História de Portugal um entorse parecido com o protagonizado pela esquerda folclórica do pós 25 de Abril.
De comum com o Carlos Pinto Coelho - lamento desiludir o esforçado e recorrente (re)leitor - apenas tenho o gosto pela língua portuguesa. Estufada ou de fricassé.
JV
quarta-feira, agosto 27, 2003
NUNCA MAIS DIGO MAL DO GUTERRES: As coisas que um gajo faz quando tem que estudar. Ontem a minha pobre existência conheceu um dia histórico. Recuperei o vinil do Nowhere dos Ride, um exemplar da primeira edição comprada em Portobello Road, que se encontrava alojado atrás de um móvel da sala da Barra desde o Verão de 1997. Durante seis anos fui adiando os trabalhos de remoção do disco, preso pelas grilhetas da preguiça e do laxismo. Não me queixo. Foram seis anos de doce languidez e letargia, imprimindo pouca inovação à rotina cama-praia-banho-jantar-noite de que tanto gosto. Seis aninhos de dolce fare niente. Viva o PS!
FMS
FMS
A MADRINHA: Para além de extremamente simpática, a Maria José Oliveira revelou um irrepreensível bom-gosto ao transcrever um excerto de um post aqui do escriba na Gazeta dos Blogues do Público de ontem. Isto depois do especial de há umas semanas atrás, de sua autoria, em que o "No Quinto dos Impérios" surgia em destaque. Cara Maria José, se um dia destes receber um ramo de flores de origem desconhecida aí na redação, já pode imaginar quem foi.
CARO FILIPE NUNES:
1. Obrigado pela amável referência ao "No Quinto dos Impérios", um blog que, "quando um dia se fizer a história da blogosfera", "será muito mais que uma nota de rodapé".
2. Se gosta assim tanto do nosso estaminé, por que razão (ou por quem) se vê "forçado a ler e reler"-nos?
3. Quem regressou de «um gostoso exílio da infoexclusão pátria» foi o JV. Eu mantive-me moderadamente agarrado à máquina.
4. Tem razão quando diz que a governção da primeira AD não foi assim tão calma. Mas os seus argumentos não refutam o nervo da minha tese. Já então o PS tinha revelado uma especial obsessão pelo segundo partido no poder, quando o seu papel - pelo menos aquele que os seus militantes esperavam - era o de fazer uma oposição fundamentada e alicerçada em propostas alternativas ao Governo como um todo. O que, como é óbvio, implica a interpelação directa do Primeiro-Ministro, seu responsável cimeiro. Ou seja: é certo que os dias da primeira AD não chegaram ao fim quando era suposto chegarem, mas isso ficou a dever-se a tudo menos ao PS, sempre em delírio com teorias de conspirações e perseguições engendradas por tenebrosos fascistas. A não ser que o PS de então contasse com bombistas nas suas fileiras. Não é de crer, pois não?
5. A propósito da última investida do Dr. Ferro (e já que o Filipe me está a ler) , aproveito para lhe pedir que me ilucide sobre a seguinte questão: como é que se pode ser "neoliberal" e "neofascista" ao mesmo tempo? Se me conseguir explicar, dou-lhe um rebuçado.
6. Continue a ler-nos. Um abraço.
FMS
1. Obrigado pela amável referência ao "No Quinto dos Impérios", um blog que, "quando um dia se fizer a história da blogosfera", "será muito mais que uma nota de rodapé".
2. Se gosta assim tanto do nosso estaminé, por que razão (ou por quem) se vê "forçado a ler e reler"-nos?
3. Quem regressou de «um gostoso exílio da infoexclusão pátria» foi o JV. Eu mantive-me moderadamente agarrado à máquina.
4. Tem razão quando diz que a governção da primeira AD não foi assim tão calma. Mas os seus argumentos não refutam o nervo da minha tese. Já então o PS tinha revelado uma especial obsessão pelo segundo partido no poder, quando o seu papel - pelo menos aquele que os seus militantes esperavam - era o de fazer uma oposição fundamentada e alicerçada em propostas alternativas ao Governo como um todo. O que, como é óbvio, implica a interpelação directa do Primeiro-Ministro, seu responsável cimeiro. Ou seja: é certo que os dias da primeira AD não chegaram ao fim quando era suposto chegarem, mas isso ficou a dever-se a tudo menos ao PS, sempre em delírio com teorias de conspirações e perseguições engendradas por tenebrosos fascistas. A não ser que o PS de então contasse com bombistas nas suas fileiras. Não é de crer, pois não?
5. A propósito da última investida do Dr. Ferro (e já que o Filipe me está a ler) , aproveito para lhe pedir que me ilucide sobre a seguinte questão: como é que se pode ser "neoliberal" e "neofascista" ao mesmo tempo? Se me conseguir explicar, dou-lhe um rebuçado.
6. Continue a ler-nos. Um abraço.
FMS
segunda-feira, agosto 25, 2003
ESTRATÉGIAS À GOMES DE LÁ
Hermínio Santos explica porque é que o espevitamento socialista não cola.
JV
Hermínio Santos explica porque é que o espevitamento socialista não cola.
JV
TULIUS DETRITUS
Excelente análise de João Cândido da Silva à actuação de um zaragateiro conhecido.
JV
Excelente análise de João Cândido da Silva à actuação de um zaragateiro conhecido.
JV
domingo, agosto 24, 2003
OLHE, PAI SOARES, SEI OU NÃO SEI SER COMO O LOUÇÃ?
Já no ano passado, o Dr. Ferro Rodrigues tinha caído na armadilha, ao apontar as baterias do maior partido da oposição - o seu, por sinal - contra o mais pequeno partido da coligação governamental. Foi um erro estratégico colossal que tinha sido já cometido contra a AD de 1980 e que, então como agora, resultou numa governação em mar calmo, pouco ou nada incomodada por uma oposição acintosa, ressabiada e mais preocupada em atacar o carácter dos ministros do que em propôr um programa alternativo.
Em Agosto de 2002, o PS vivia ainda na ilusão de fazer desaparecer o Dr. Portas pela porta do caso Moderna, escândalo que, como se viu, revelou mais o modo histérico e senil com que a tralha socialista faz política do que uma qualquer inaptidão do Ministro da Defesa para as funções que exerce.
Falhada a invectiva, este ano havia que lançar ataque mais cerrado. Foi isso que o Dr. Ferro fez ontem em Portimão, com o sangue a fervilhar-lhe nas veias e de espuma raivosa alojada nos cantos da boca. Basta ler as mais recentes diatribes dos nossos amigos relativos para percebermos que a esquerda não ataca a substância das políticas nem a forma de as levar à prática, preferindo sempre disparar na direcção do carácter tenebroso e dos tiques antidemocráticos da direita. Ontem, o Dr Ferro repetiu a dose, de forma tão grotesca e ordinária que até fez corar o Dr. Louçã. Referindo-se às fotografias que mostraram o Dr. Portas a comungar e a rezar, ajoelhado, na homenagem de Estado a Maggiolo Gouveia, e delas se servindo para ilustrar o seu delírio, o nosso Eduardo alertou a Cristandade para o perigo da direita "nacionalista", "neofascista" e "serôdia" que nos governa.
Ou seja: não tendo nada de alternativo para oferecer aos portugueses (alternativo, no líder do PS, só mesmo os estilos de vida que gosta de apregoar), nem uma proposta para retirar Portugal do atoleiro em que se encontra, prefere o Dr. Ferro o caminho do insulto soez e profundamente ignorante, zombando da mais profunda fé que só à consciência de cada um diz respeito. O Dr. Portas, para além de membro do Governo, é um conhecido católico. Logo, encontrando-se em plena celebração da sua religião, decidiu nela participar com todos os rituais a que se habituou. Não é decerto culpa dele que os habituais abutres de máquina fotográfica em punho resolvessem procurar a imagem perfeita, como que de uma espécie rara se tratasse, para a zombaria nacional.
Para além de uma facada nas costas dos muitos socialistas católicos que em si votaram (e eu conheço pessoalmente alguns milhares) e de recentes dirigentes e ministros do PS (será assim tão difícil lembrar Guterres ou Oliveira Martins?), as palavras do Dr. Ferro senti-as igualmente de forma individual. Por carregar uma cruz ao peito, por falar com Deus e por pedir à minha avó, a pessoa de quem mais gostei a seguir a pais e irmã, desaparecida em 1998, que interceda por mim lá em cima, sou irremediavelmente um serôdio.
Já aqui aconselhei o Pai Soares a criar un blogue, sítio ideal para rajadas deste tipo. Ferro Rodrigues devia fazer o mesmo. Em que outra instância ou local poderia eu dizer que o Eduardo, do alto da sua ética republicana e do seu moralismo bacoco, é um jacobino ressabiado, um fascizóide controlador da consciência alheia, um covardolas que pontapeia os testículos do adversário e, pelo menos enquanto não conseguir conjugar gravata-cinto-calças-sapatos, a última pessoa a poder falar dos serôdios?
Deus o perdoe. Como nós temos perdoado a quem nos tem ofendido. E, se não for pedir muito, que o guarde à frente do PS.
FMS
Já no ano passado, o Dr. Ferro Rodrigues tinha caído na armadilha, ao apontar as baterias do maior partido da oposição - o seu, por sinal - contra o mais pequeno partido da coligação governamental. Foi um erro estratégico colossal que tinha sido já cometido contra a AD de 1980 e que, então como agora, resultou numa governação em mar calmo, pouco ou nada incomodada por uma oposição acintosa, ressabiada e mais preocupada em atacar o carácter dos ministros do que em propôr um programa alternativo.
Em Agosto de 2002, o PS vivia ainda na ilusão de fazer desaparecer o Dr. Portas pela porta do caso Moderna, escândalo que, como se viu, revelou mais o modo histérico e senil com que a tralha socialista faz política do que uma qualquer inaptidão do Ministro da Defesa para as funções que exerce.
Falhada a invectiva, este ano havia que lançar ataque mais cerrado. Foi isso que o Dr. Ferro fez ontem em Portimão, com o sangue a fervilhar-lhe nas veias e de espuma raivosa alojada nos cantos da boca. Basta ler as mais recentes diatribes dos nossos amigos relativos para percebermos que a esquerda não ataca a substância das políticas nem a forma de as levar à prática, preferindo sempre disparar na direcção do carácter tenebroso e dos tiques antidemocráticos da direita. Ontem, o Dr Ferro repetiu a dose, de forma tão grotesca e ordinária que até fez corar o Dr. Louçã. Referindo-se às fotografias que mostraram o Dr. Portas a comungar e a rezar, ajoelhado, na homenagem de Estado a Maggiolo Gouveia, e delas se servindo para ilustrar o seu delírio, o nosso Eduardo alertou a Cristandade para o perigo da direita "nacionalista", "neofascista" e "serôdia" que nos governa.
Ou seja: não tendo nada de alternativo para oferecer aos portugueses (alternativo, no líder do PS, só mesmo os estilos de vida que gosta de apregoar), nem uma proposta para retirar Portugal do atoleiro em que se encontra, prefere o Dr. Ferro o caminho do insulto soez e profundamente ignorante, zombando da mais profunda fé que só à consciência de cada um diz respeito. O Dr. Portas, para além de membro do Governo, é um conhecido católico. Logo, encontrando-se em plena celebração da sua religião, decidiu nela participar com todos os rituais a que se habituou. Não é decerto culpa dele que os habituais abutres de máquina fotográfica em punho resolvessem procurar a imagem perfeita, como que de uma espécie rara se tratasse, para a zombaria nacional.
Para além de uma facada nas costas dos muitos socialistas católicos que em si votaram (e eu conheço pessoalmente alguns milhares) e de recentes dirigentes e ministros do PS (será assim tão difícil lembrar Guterres ou Oliveira Martins?), as palavras do Dr. Ferro senti-as igualmente de forma individual. Por carregar uma cruz ao peito, por falar com Deus e por pedir à minha avó, a pessoa de quem mais gostei a seguir a pais e irmã, desaparecida em 1998, que interceda por mim lá em cima, sou irremediavelmente um serôdio.
Já aqui aconselhei o Pai Soares a criar un blogue, sítio ideal para rajadas deste tipo. Ferro Rodrigues devia fazer o mesmo. Em que outra instância ou local poderia eu dizer que o Eduardo, do alto da sua ética republicana e do seu moralismo bacoco, é um jacobino ressabiado, um fascizóide controlador da consciência alheia, um covardolas que pontapeia os testículos do adversário e, pelo menos enquanto não conseguir conjugar gravata-cinto-calças-sapatos, a última pessoa a poder falar dos serôdios?
Deus o perdoe. Como nós temos perdoado a quem nos tem ofendido. E, se não for pedir muito, que o guarde à frente do PS.
FMS
OBRIGADINHO, PÁ!
Tendo voltado ontem do gostoso exílio da infoexclusão pátria agradeço, penhoradamente, ao amigo, companheiro, camarada, FA pela denodada defesa deste nosso reduto, tão desguarnecido durante a época estival. Obrigadinho, pá!
Da primeira vista de olhos por este nosso quintal, deu para perceber que os relativos do costume tinham a (dita) descolonização acondicionada num bauzinho e a queriam muda e queda, pelo menos até ao fenecimento de alguns dos mais destacados responsáveis pelo memorável evento.
Sem ter lido as suas alegações, é, no entanto, claro que chamar baú a uma caixa de Pandora da dimensão desse episódio histórico (que a todos honra) é um tragicómico eufemismo. Bem na linha - obviamente clara e seguramente definida - a que o socialismo democrático tem habituado as lusas gentes.
Mudando de assunto, ao ver algumas intervenções socialistas durante o Verão, assaltou-me uma dúvida. Para quando um líder que consiga dizer a palavra "socialista"?
É que o Dr. Ferro Rodrigues insiste em trocar o "o" pelo "e", dando à coisa um sinistro som sissiante. A culpa não é sua, claro está. Mas é estranho, ainda assim...
É bem verdade que Jean Chrétien tem um defeito na fala e chegou a PM do Canadá mas, no caso em apreço, a piedade do eleitorado português não parece ser de molde a fazer capitalizar favoravelmente as dificuldades de expressão do líder do PS.
Melhor que elas só mesmo os ditos e as gravatas de Bernardino Soares e as crónicas do camarada Manoel de Lencastre.
Tudo preciosidades em vias de extinção.
JV
Tendo voltado ontem do gostoso exílio da infoexclusão pátria agradeço, penhoradamente, ao amigo, companheiro, camarada, FA pela denodada defesa deste nosso reduto, tão desguarnecido durante a época estival. Obrigadinho, pá!
Da primeira vista de olhos por este nosso quintal, deu para perceber que os relativos do costume tinham a (dita) descolonização acondicionada num bauzinho e a queriam muda e queda, pelo menos até ao fenecimento de alguns dos mais destacados responsáveis pelo memorável evento.
Sem ter lido as suas alegações, é, no entanto, claro que chamar baú a uma caixa de Pandora da dimensão desse episódio histórico (que a todos honra) é um tragicómico eufemismo. Bem na linha - obviamente clara e seguramente definida - a que o socialismo democrático tem habituado as lusas gentes.
Mudando de assunto, ao ver algumas intervenções socialistas durante o Verão, assaltou-me uma dúvida. Para quando um líder que consiga dizer a palavra "socialista"?
É que o Dr. Ferro Rodrigues insiste em trocar o "o" pelo "e", dando à coisa um sinistro som sissiante. A culpa não é sua, claro está. Mas é estranho, ainda assim...
É bem verdade que Jean Chrétien tem um defeito na fala e chegou a PM do Canadá mas, no caso em apreço, a piedade do eleitorado português não parece ser de molde a fazer capitalizar favoravelmente as dificuldades de expressão do líder do PS.
Melhor que elas só mesmo os ditos e as gravatas de Bernardino Soares e as crónicas do camarada Manoel de Lencastre.
Tudo preciosidades em vias de extinção.
JV
sexta-feira, agosto 22, 2003
BOAS VINDAS: Dizia o Wilde que a única maneira de nos vermos livres de uma tentação é ceder-lhe. Obrigado ao João Pedro Henriques, ao Nuno Simas, à Ana Sá Lopes e à Maria José Oliveira ( uma simpatia - pelo menos ao telefone ) por não terem resistido a este mundo de glória fácil.
FMS
FMS
quinta-feira, agosto 21, 2003
Polémica “inesperada” O PM “não esperava ter de regressar ao baú da descolonização”. Talvez por isso mesmo tenha entitulado o seu post original como “O baú de certa direita portuguesa I”. Não porque esperasse um II ou III mas talvez porque o I se referisse à direita portuguesa e não ao baú. Assim sendo, como eu perfiro ser da “direita portuguesa V” (why not?), não me vou considerar destinatário do post original nem enfiar nenhuma carapuça como pretendia o PM.
Antes de mais um obrigado ao PM por esclarecer que “quintal colonial” não foi uma indirecta aqui ao Quinto. Ufff! You really got us worried there! Quanto à expropriação do nosso “reduto imperial” (gosto da expressão!), desde que nos paguem a compensação devida (utilidade pública ou não - a doutrina diverge quanto a isto) a malta vende. Esta coisa de manter um Império (mesmo virtual) tem os seus custos e, com os acordos da OMC, isto de explorar novos mundos já viu melhores dias. Vendemos o Quinto, compramos uma quinta e vamos dedicar-nos ao latifúndio – essa arte em vias de extinção.
Quanto à “Revolução de Abril” e à influência da guerra colonial na sua génese, eu bem sei que o PM não lê pela “cartilha patrioteira” (nem nós diga-se de passagem) mas, querer dissociar as duas coisas é que é o mais acabado e perfeito exemplo de mistificação e distorção histórica. Assim de repente lembro-me de 4 ou 5 livros que falam quase exclusivamente dessa conexão absolutamente inquestionável.
Quero frisar que não está aqui em causa o valor dos militares nem sequer o apoio popular ao 25 de Abril – dou isso tudo como provado. O que importa salientar é que a direita não precisa de fazer nada “pela calada” ou de “forma manhosa” para entreligar a guerra colonial, a revolução em 1974 e a descolonização. Mais, não precisamos de pedir licença à esquerda, aos capitães de Abril, ao Dr. Soares ou a quem quer que seja para dizer seja o que for da maneira que entendermos sobre o modo como a descolonização foi (mal) conduzida.
A esquerda portuguesa (mais concretamente o PS) é que sempre pretendeu evitar que se criticasse a forma atabalhoada e irresponsável como a descolonização ocorreu sob a sua égide ao associar as críticas a esse processo à “Reacção” ao 25 de Abril. Eu, pela minha parte, recuso-me a ficar refém desse pressuposto históricamente errado, políticamente fraudolento e intelectualmente desonesto.
Só para acabar, e para que não venha o PM com o argumento da “Reacção” ao 25 de Abril, esclareço que, como conservador que sou, qualquer revolução me causa ansiedade e preocupação. Seja o 25 de Abril, o 28 de Maio, o 5 de Outubro ou até o 24 de Agosto de 1820. Claro que o 25 de Abril é, entre todas essas, a revolução que menos transtorno intelectual me causa. Sei bem e aceito, sem complexos, que não fora essa revolução teríamos de esperar mais um bom par de anos até que o País atingisse a Democracia. Agora, tal facto não pode servir nunca, como pretende o PM, para limitar a discussão sobre esse mesmo acontecimento histórico ou sobre outros por esse causados, propiciados ou relacionados. Era só este o ponto que eu queria frisar. Opiniões? Como dizia a Rute Remédios: "quem quer dá-las, dá-las"!
FA
Antes de mais um obrigado ao PM por esclarecer que “quintal colonial” não foi uma indirecta aqui ao Quinto. Ufff! You really got us worried there! Quanto à expropriação do nosso “reduto imperial” (gosto da expressão!), desde que nos paguem a compensação devida (utilidade pública ou não - a doutrina diverge quanto a isto) a malta vende. Esta coisa de manter um Império (mesmo virtual) tem os seus custos e, com os acordos da OMC, isto de explorar novos mundos já viu melhores dias. Vendemos o Quinto, compramos uma quinta e vamos dedicar-nos ao latifúndio – essa arte em vias de extinção.
Quanto à “Revolução de Abril” e à influência da guerra colonial na sua génese, eu bem sei que o PM não lê pela “cartilha patrioteira” (nem nós diga-se de passagem) mas, querer dissociar as duas coisas é que é o mais acabado e perfeito exemplo de mistificação e distorção histórica. Assim de repente lembro-me de 4 ou 5 livros que falam quase exclusivamente dessa conexão absolutamente inquestionável.
Quero frisar que não está aqui em causa o valor dos militares nem sequer o apoio popular ao 25 de Abril – dou isso tudo como provado. O que importa salientar é que a direita não precisa de fazer nada “pela calada” ou de “forma manhosa” para entreligar a guerra colonial, a revolução em 1974 e a descolonização. Mais, não precisamos de pedir licença à esquerda, aos capitães de Abril, ao Dr. Soares ou a quem quer que seja para dizer seja o que for da maneira que entendermos sobre o modo como a descolonização foi (mal) conduzida.
A esquerda portuguesa (mais concretamente o PS) é que sempre pretendeu evitar que se criticasse a forma atabalhoada e irresponsável como a descolonização ocorreu sob a sua égide ao associar as críticas a esse processo à “Reacção” ao 25 de Abril. Eu, pela minha parte, recuso-me a ficar refém desse pressuposto históricamente errado, políticamente fraudolento e intelectualmente desonesto.
Só para acabar, e para que não venha o PM com o argumento da “Reacção” ao 25 de Abril, esclareço que, como conservador que sou, qualquer revolução me causa ansiedade e preocupação. Seja o 25 de Abril, o 28 de Maio, o 5 de Outubro ou até o 24 de Agosto de 1820. Claro que o 25 de Abril é, entre todas essas, a revolução que menos transtorno intelectual me causa. Sei bem e aceito, sem complexos, que não fora essa revolução teríamos de esperar mais um bom par de anos até que o País atingisse a Democracia. Agora, tal facto não pode servir nunca, como pretende o PM, para limitar a discussão sobre esse mesmo acontecimento histórico ou sobre outros por esse causados, propiciados ou relacionados. Era só este o ponto que eu queria frisar. Opiniões? Como dizia a Rute Remédios: "quem quer dá-las, dá-las"!
FA
quarta-feira, agosto 20, 2003
SE O ARREPENDIMENTO MATASSE: Quanto mais leio e ouço a canhota dominante, adepta fervorosa dos mais caros prazeres da vida, verberar a McDonald's e instituições afins, como Francisco Louçã ontem no DN, mais me convenço que o real objectivo destes senhores não é a implantação de uma universal e eterna sociedade sem classes, mas sim a sua destruição. O proletariado, como se sabe, triunfou irremediavelmente já lá vão algumas décadas, trazendo para o mainstream os seus hábitos e valores, os seus programas de televisão e os seus centros comerciais, o seu jornalismo tablóide e o seu entretenimento primitivo. Perante tal espectáculo de mau gosto generalizado e permanente abaixamento do nível, os camaradas de todo o mundo, a fineza em forma de ser humano, não poderiam ficar de braços cruzados. No fundo, a Esquerda chegou, viu, venceu, viu de novo e não gostou mesmo nada do que viu. Agora, anda a ver se destrói o monstro que criou.
FMS
FMS
BATE E FOGE: Um camião armadilhado por fanáticos explode em Bagdad, tirando a vida a um dos mais brilhantes diplomatas dos quadros da ONU e a mais uns quantos inocentes cujas existências foram dedicadas a tornar o ar mais respirável nos sítios menos suportáveis do mundo e a televisão corre logo para Évora, onde Mário Soares poderia rosnar em directo contra os "anglo-americanos" e a sua mania de combater o terrorismo de forma "unilateral". Quando o afoito jornalista lhe pergunta qual a alternativa, o paterfamillias da Nação responde que já não é Chefe de Estado e que já não tem a obrigação dar resposta a essas questões. Que o Pai Soares goste de ser o fedelho que toca à campainha e logo arranca em fuga, o puto que chuta a bola para o pinhal e manda o irmão mais novo buscá-la, o lunático no Speaker's Corner, isso é lá com ele. Agora, se não tem nada de novo para dizer para além da verborreia e dos lugares-comuns anti-americanos habituais, escusa de editar livros a uma velocidade chomskiana, extorquindo o dinheiro dos ingénuos que julgam neles encontrar a solução para todos os problemas da Humanidade. Se é só para bater e fugir, mais vale criar um blogue.
FMS
FMS
O VÓMITO DE UMA CRÓNICA
Durante dois dias hesitei em escrever sobre isto, porque será uma questão morta, porque a má publicidade não tem preço, por nojo simplesmente. Mas os blogs são também assim, pessoais, por vezes ninho de estimações, por outras Terreiros do Paço em pleno Auto-de-Fé.
Assim, prefiro escrever. Com nomes feios e tudo:
Saiu, recentemente, numa revista "cujo nome não me quero relembrar" uma crónica insinuante e insidiosa sobre a vida particular do ministro Bagão Félix. O "Manel" Serrão (eu avisei que ia escrever nomes feios), com a subtileza que lhe é reconhecida, escreve que o Ministro, casado, está apaixonado pela assessora, também casada. Ao jeito alegre de quem dá boas festas aos noivos, Serrão ataca duas famílias. Não esquecendo de acrescentar que se tratam de dois "fervorosos católicos".
A malvadez nem sequer é requintada, o ataque irónico aos "fervorosos católicos" é até requentado, e, o autor é desproporcionado, pois não ataca ou atiça com "gossip" quem faz da fama fácil e da foto rápida o modo de vida... Antes ataca quem se dedica à Coisa e à Causa Pública.
Engraçado é o próprio editor dessa revista que, respondendo à pena de CF Alves, escreve:
" A sr.a Alves tem o direito de não gostar, de não usar e de criticar, se alguma vez consumiu, mas não tem o direito de escrever de forma imediata, leviana, arrogante, pretensiosa, mal-educada e, sobretudo, muito mal fundamentada, como fez no sábado passado"
O nome deste editorial, totalmente aplicável à sua própria revista, é "Crónica de um vómito". O editor, Carlos Pissarra, não tem desculpa como não tem vergonha: fez chamada de capa à dita crónica de Serrão.
O nome da revista é Lux e foi um nojo.
DBH
Durante dois dias hesitei em escrever sobre isto, porque será uma questão morta, porque a má publicidade não tem preço, por nojo simplesmente. Mas os blogs são também assim, pessoais, por vezes ninho de estimações, por outras Terreiros do Paço em pleno Auto-de-Fé.
Assim, prefiro escrever. Com nomes feios e tudo:
Saiu, recentemente, numa revista "cujo nome não me quero relembrar" uma crónica insinuante e insidiosa sobre a vida particular do ministro Bagão Félix. O "Manel" Serrão (eu avisei que ia escrever nomes feios), com a subtileza que lhe é reconhecida, escreve que o Ministro, casado, está apaixonado pela assessora, também casada. Ao jeito alegre de quem dá boas festas aos noivos, Serrão ataca duas famílias. Não esquecendo de acrescentar que se tratam de dois "fervorosos católicos".
A malvadez nem sequer é requintada, o ataque irónico aos "fervorosos católicos" é até requentado, e, o autor é desproporcionado, pois não ataca ou atiça com "gossip" quem faz da fama fácil e da foto rápida o modo de vida... Antes ataca quem se dedica à Coisa e à Causa Pública.
Engraçado é o próprio editor dessa revista que, respondendo à pena de CF Alves, escreve:
" A sr.a Alves tem o direito de não gostar, de não usar e de criticar, se alguma vez consumiu, mas não tem o direito de escrever de forma imediata, leviana, arrogante, pretensiosa, mal-educada e, sobretudo, muito mal fundamentada, como fez no sábado passado"
O nome deste editorial, totalmente aplicável à sua própria revista, é "Crónica de um vómito". O editor, Carlos Pissarra, não tem desculpa como não tem vergonha: fez chamada de capa à dita crónica de Serrão.
O nome da revista é Lux e foi um nojo.
DBH
terça-feira, agosto 19, 2003
Im(pro)pério Relativo
Refiro-me ao post “O baú de certa direita portuguesa I” de Pedro Machado no País Relativo. Atento o conteúdo do baú I, temo o que possa estar dentro do baú II...
Bom, passemos aos factos. Em primeiro lugar acho que é nítida a provocação a este blog. Senão vejamos: “quintal colonial?” Isto aqui não é o quintal é o quinto (não confundir com 1/5)! E depois não é colonial, é imperial (não confudir com 33cl de cerveja). Aqui os meus amigos bifes é que tiveram colónias como deve ser nós sempre fomos demasiado sonhadores para tais habilidades.
Para além disto vejo-me obrigado a advertir que “a ideia de império” em Portugal não foi uma invenção da ditadura (já agora qual?) nem sequer da “certa direita portuguesa” “ressabiada” na qual tenho a leve impressão de que o Pedro Machado me incluí. Senão basta ler aqui o template do Quinto e a mensagem (subliminal?) do PAV. Como dizia o outro: impérios ha muitos!
Uma outra coisa que me incomoda "numa certa esquerda portuguesa" é não poder analisar a descolonização Portuguesa livremente sem justamente ser-se rotulado de saudosista, reaccionário ou, pior, “ressabiado”! Mais uma vez me refiro aqui aos bifes e ao enorme à vontade com que se fala do “Império Britânico” da sua ruína ou continuidade, dos protagonistas, vilões e heróis (consoante as perspectivas). É que quando se é crescido pode-se falar de coisas de gente crescida sem medo ou preconceitos.
Só para finalizar (e quando “não vale a pena perder mais tempo” com certa retórica não é de bom tom escrever mais dois parágrafos inteiros) gostava de perguntar a que recandidatura de qual Soares é que o Pedro Machado se refere: à do Soares Pai ao Parlamento Europeu? A do Soares Filho à Câmara de Lisboa? Ou será a da Soares Mãe à Cruz Vermelha?
FA
Refiro-me ao post “O baú de certa direita portuguesa I” de Pedro Machado no País Relativo. Atento o conteúdo do baú I, temo o que possa estar dentro do baú II...
Bom, passemos aos factos. Em primeiro lugar acho que é nítida a provocação a este blog. Senão vejamos: “quintal colonial?” Isto aqui não é o quintal é o quinto (não confundir com 1/5)! E depois não é colonial, é imperial (não confudir com 33cl de cerveja). Aqui os meus amigos bifes é que tiveram colónias como deve ser nós sempre fomos demasiado sonhadores para tais habilidades.
Para além disto vejo-me obrigado a advertir que “a ideia de império” em Portugal não foi uma invenção da ditadura (já agora qual?) nem sequer da “certa direita portuguesa” “ressabiada” na qual tenho a leve impressão de que o Pedro Machado me incluí. Senão basta ler aqui o template do Quinto e a mensagem (subliminal?) do PAV. Como dizia o outro: impérios ha muitos!
Uma outra coisa que me incomoda "numa certa esquerda portuguesa" é não poder analisar a descolonização Portuguesa livremente sem justamente ser-se rotulado de saudosista, reaccionário ou, pior, “ressabiado”! Mais uma vez me refiro aqui aos bifes e ao enorme à vontade com que se fala do “Império Britânico” da sua ruína ou continuidade, dos protagonistas, vilões e heróis (consoante as perspectivas). É que quando se é crescido pode-se falar de coisas de gente crescida sem medo ou preconceitos.
Só para finalizar (e quando “não vale a pena perder mais tempo” com certa retórica não é de bom tom escrever mais dois parágrafos inteiros) gostava de perguntar a que recandidatura de qual Soares é que o Pedro Machado se refere: à do Soares Pai ao Parlamento Europeu? A do Soares Filho à Câmara de Lisboa? Ou será a da Soares Mãe à Cruz Vermelha?
FA
UM HOMEM DE ESQUERDA ÀS DIREITAS: Miguel Sousa Tavares concede entrevista estival à Visão, na qual diz que o amor é o verdadeiro motor do mundo e que Marx falhou redondamente ao negar ou ao ignorar este factor. Eu já suspeitava que MST era de direita. Todo aquele pessimismo, o ar sisudo de enfado, a presunção, o individualismo militante e o apego aos pequenos prazeres da vida faziam do MST que vive na minha cabeça um conservador de todo indiferente aos cânticos hipnóticos sobre o caminho de salvação da espécie. Com a referida entrevista confirmei a suspeita. Para MST, o mundo não se move a ideologia, mas a amor, logo o mais imprevisível dos imponderáveis que fazem do ser humano um permanente turista acidental. Aparece não se sabe de onde, quando ou porquê. Por ele o Homem cria para, no dia seguinte, destruír. E não há materialismo dialéctico que lhe resista.
FMS
FMS
GATUNOS! LADRÕES! No jogo inaugural da Super(!?)liga, a direcção da Académica quis obter uma briosa receita à custa dos incautos adeptos com ausência de amor próprio suficiente para vomitar 60 Euros 60 para assistir ao desafio com o Sporting atrás das balizas de um estádio situado num lugarejo qualquer chamado Taveiro. A turba que se macaqueia na bancada bem pode dar folga aos árbitros e dirigir as alarvidades e os vitupérios da praxe para a tribuna VIP. Ao pé deste esquema organizado de extorsão colectiva, o homem do apito é um pobre delinquente bagatelar.
FMS
FMS
QUEM DESDENHA QUER COMPRAR (ou DÁ DEUS NOZES A QUEM NÃO TEM DENTES):
Caro FA: Eu, em Londres, só precisava de uma janelinha.
Waterloo Sunset
Dirty old river, must you keep rolling
Flowing into the night
People so busy, makes me feel dizzy
Taxi light shines so bright
But I don't need no friends
As long as I gaze on Waterloo sunset
I am in paradise
Every day I look at the world from my window
But chilly, chilly is the evening time
Waterloo sunset's fine
Terry meets Julie, Waterloo Station
Every Friday night
But I am so lazy, don't want to wander
I stay at home at night
But I don't feel afraid
As long as I gaze on Waterloo sunset
I am in paradise
Every day I look at the world from my window
But chilly, chilly is the evening time
Waterloo sunset's fine
Millions of people swarming like flies 'round Waterloo underground
But Terry and Julie cross over the river
Where they feel safe and sound
And the don't need no friends
As long as they gaze on Waterloo sunset
They are in paradise
Waterloo sunset's fine
The Kinks
FMS
Caro FA: Eu, em Londres, só precisava de uma janelinha.
Waterloo Sunset
Dirty old river, must you keep rolling
Flowing into the night
People so busy, makes me feel dizzy
Taxi light shines so bright
But I don't need no friends
As long as I gaze on Waterloo sunset
I am in paradise
Every day I look at the world from my window
But chilly, chilly is the evening time
Waterloo sunset's fine
Terry meets Julie, Waterloo Station
Every Friday night
But I am so lazy, don't want to wander
I stay at home at night
But I don't feel afraid
As long as I gaze on Waterloo sunset
I am in paradise
Every day I look at the world from my window
But chilly, chilly is the evening time
Waterloo sunset's fine
Millions of people swarming like flies 'round Waterloo underground
But Terry and Julie cross over the river
Where they feel safe and sound
And the don't need no friends
As long as they gaze on Waterloo sunset
They are in paradise
Waterloo sunset's fine
The Kinks
FMS
segunda-feira, agosto 18, 2003
A pobreza do primeiro mundo
Comprar uma casa é um passo importante na vida de um homem. “An Englishman’s home is his castle” dizem por aqui como que a corroborar a tese de que quem não tem casa própria não tem “castelo” sendo logo remetido para a segunda divisão dos cidadãos.
Um apartamento (bafiento e encafuado) de 50 metros quadrados no centro de Londres chega à vontade (nas mais das vezes excede por larga margem) aos 355,000 Euros (71 mil Contos). Se a isto acrescentarmos impostos e custas com advogado e registos a conta final são uns absoluta e estupidamente elevados 75 mil Contos.
Por esse dinheiro em Lisboa (que é uma cidade cara a nível do Imobiliário) compra-se facilmente um T3 por estrear com mais de 120 m2.
No Recife, mesmo em frente à praia maravilhosa de Boa Viagem, por esses montantes... bem, por esses montantes há pouca coisa à venda mas, na pior das hipóteses, dá para comprar uma penthouse com piscina e uma àrea para cima de 300m2 com vista sobre o Atlântico até à costa de Angola!
Vem isto a propósito das prospecções do mercado imobiliário que tenho feito por aqui por Londres e duma conversa telefónica com um amigo meu do Recife que comprou uma casa em Boa Viagem há pouco tempo.
Descobri afinal que aquilo que se paga em Londres é o custo de se estar perto de museus riquíssimos, espectáculos constantes, restaurantes célebres, monumentos históricos e uma segurança relativa. Só não percebo porque é que não se compensa isso com a poluição doentia, o clima atroz e o tráfico insuportável. Devem ser os custos da civilização pelos quais é suposto estarmos gratos.
O meu amigo Stelo, que desdenha a Europa com conhecimento de causa, bem me diz para comprar uma casa lá, arranjar emprego e mudar-me de malas e bagagens.
Com o Inverno de Londres a bater aí à porta, já faltou mais...
FA
Comprar uma casa é um passo importante na vida de um homem. “An Englishman’s home is his castle” dizem por aqui como que a corroborar a tese de que quem não tem casa própria não tem “castelo” sendo logo remetido para a segunda divisão dos cidadãos.
Um apartamento (bafiento e encafuado) de 50 metros quadrados no centro de Londres chega à vontade (nas mais das vezes excede por larga margem) aos 355,000 Euros (71 mil Contos). Se a isto acrescentarmos impostos e custas com advogado e registos a conta final são uns absoluta e estupidamente elevados 75 mil Contos.
Por esse dinheiro em Lisboa (que é uma cidade cara a nível do Imobiliário) compra-se facilmente um T3 por estrear com mais de 120 m2.
No Recife, mesmo em frente à praia maravilhosa de Boa Viagem, por esses montantes... bem, por esses montantes há pouca coisa à venda mas, na pior das hipóteses, dá para comprar uma penthouse com piscina e uma àrea para cima de 300m2 com vista sobre o Atlântico até à costa de Angola!
Vem isto a propósito das prospecções do mercado imobiliário que tenho feito por aqui por Londres e duma conversa telefónica com um amigo meu do Recife que comprou uma casa em Boa Viagem há pouco tempo.
Descobri afinal que aquilo que se paga em Londres é o custo de se estar perto de museus riquíssimos, espectáculos constantes, restaurantes célebres, monumentos históricos e uma segurança relativa. Só não percebo porque é que não se compensa isso com a poluição doentia, o clima atroz e o tráfico insuportável. Devem ser os custos da civilização pelos quais é suposto estarmos gratos.
O meu amigo Stelo, que desdenha a Europa com conhecimento de causa, bem me diz para comprar uma casa lá, arranjar emprego e mudar-me de malas e bagagens.
Com o Inverno de Londres a bater aí à porta, já faltou mais...
FA
quinta-feira, agosto 14, 2003
One flew…
Já não bastava ser reaccionário, facho, quadrado e antiquado! Parece que está provado cientificamente que os conservadores padecem todos de múltiplas neuroses dos mais variados graus. Será sem dúvida apenas mais uma daquelas notícias que começam “estudo levado a cabo por cientistas americanos revela que...” nas quais já se sabe que a seguir vem disparate!
Pelo sim pelo não podemos começar a pensar mudar os nomes de alguns blogs na “blogosfera nacional reaccionária”. O Quinto dos Impérios vai passar a ser a Quinta dos Lunáticos. O Abrupto passa inevitavelmente a O Maníaco-Depressivo. O Voz do Deserto transforma-se em Vozes na Minha Cabeça e o Dicionário do Diabo em Doido comó Diabo. O Valete passa a Valium à Farta. O Flor de Obsessão pode ficar como está.
Bom, lá tenho que ir tirar o colete de forças do armário...
FA
Já não bastava ser reaccionário, facho, quadrado e antiquado! Parece que está provado cientificamente que os conservadores padecem todos de múltiplas neuroses dos mais variados graus. Será sem dúvida apenas mais uma daquelas notícias que começam “estudo levado a cabo por cientistas americanos revela que...” nas quais já se sabe que a seguir vem disparate!
Pelo sim pelo não podemos começar a pensar mudar os nomes de alguns blogs na “blogosfera nacional reaccionária”. O Quinto dos Impérios vai passar a ser a Quinta dos Lunáticos. O Abrupto passa inevitavelmente a O Maníaco-Depressivo. O Voz do Deserto transforma-se em Vozes na Minha Cabeça e o Dicionário do Diabo em Doido comó Diabo. O Valete passa a Valium à Farta. O Flor de Obsessão pode ficar como está.
Bom, lá tenho que ir tirar o colete de forças do armário...
FA
quarta-feira, agosto 13, 2003
Valise de Carton Quando leio artigos destes começo seriamente a duvidar da minha sanidade mental.
FA
FA
Soldadinhos de Chumbo 2 A propósito do meu post sobre a carta aberta de um oficial do Exército no Público interessante e divergente a opinião expressa aqui.
FA
FA
Licence to kill (esclarecimento)
Caro FA, quem não te conhece poderia pensar que a tua "aparência estrangeira" indicaria a origem portuguesa. Nada mais falso. O FA usa uma claríssima aparência loura, do mais puro sangue celta (leia-se salteador napoleónico ou capitão inglês do Duque de Vitória). O estranho, mesmo, é encontar pessoa tão loura no centro de Londres.
Aproveito para te avisar que, depois do teu último post, já não te irei visitar a Londres. Tu ainda te podes livrar da roupa volumosamente suspeita, mas como é que eu me livro de ser suspeitosamente volumoso?
DBH
Caro FA, quem não te conhece poderia pensar que a tua "aparência estrangeira" indicaria a origem portuguesa. Nada mais falso. O FA usa uma claríssima aparência loura, do mais puro sangue celta (leia-se salteador napoleónico ou capitão inglês do Duque de Vitória). O estranho, mesmo, é encontar pessoa tão loura no centro de Londres.
Aproveito para te avisar que, depois do teu último post, já não te irei visitar a Londres. Tu ainda te podes livrar da roupa volumosamente suspeita, mas como é que eu me livro de ser suspeitosamente volumoso?
DBH
terça-feira, agosto 12, 2003
Licence to kill
Os simpáticos “bobbys” londrinos têm agora instruções para atirar a matar indivíduos suspeitos de estarem em vias de perpetrar um atentado suicida “a la Tel Aviv”. Tudo bem, sei que pareço mais Sueco ou Finlandês do que Tunisino ou Argelino mas estes tipos são muito desconfiados e, pelo sim pelo não, este Inverno o sobretudo e a gabardine ficam em casa. Faça neve ou chuva, frio ou intempérie não hei de vestir roupa volumosamente suspeita não vá um “happy trigger bobby” desconfiar da minha aparência estrangeira e zás... lá ia eu para o paraíso dos mouros.
FA
Os simpáticos “bobbys” londrinos têm agora instruções para atirar a matar indivíduos suspeitos de estarem em vias de perpetrar um atentado suicida “a la Tel Aviv”. Tudo bem, sei que pareço mais Sueco ou Finlandês do que Tunisino ou Argelino mas estes tipos são muito desconfiados e, pelo sim pelo não, este Inverno o sobretudo e a gabardine ficam em casa. Faça neve ou chuva, frio ou intempérie não hei de vestir roupa volumosamente suspeita não vá um “happy trigger bobby” desconfiar da minha aparência estrangeira e zás... lá ia eu para o paraíso dos mouros.
FA
segunda-feira, agosto 11, 2003
Soldadinhos de Chumbo Li com ansiedade a carta aberta de um “oficial superior (major)” “devidamente identificado” ao ministro Paulo Portas publicada no Público de hoje. Iria finalmente perceber a razão do mau estar entre o Ministério da Defesa e o Exército. Pura ilusão. Em mais de uma vintena de parágrafos nem uma explicação concreta de porque é que este ministro não serve.
Fiquei a saber que, de acordo com este oficial superior (major), “os militares sentem um desprezo visceral pelo ministro da tutela”. Mais, “não lhe reconhecem carácter ou qualidades para os liderar e que vêem com preocupação o instável rumo da sua governação”. As razões para tal desconfiança e evidente desagrado prendem-se, segundo consta, com “motivos de ordem ética” e, mais genericamente, “a forma como temos vindo a ser liderados pelo poder politico”.
Com o respeito que me merece qualquer militar, antes de mais pela diginidade que a função em si encerra e depois por ter na família alguma tradição castrense, continuo sem vislumbrar as verdadeiras razões, sem entender as explicações.
Sob pena de apregoar aos quatro ventos que toda esta celeuma não passa de uma cabala (já agora que está na berra) quero exemplos concretos, quero divergências fundamentais e, já agora, fundamentadas.
Há de convir o Sr. oficial superior (major) que “dezprezo visceral” é uma opinião demasiado forte para se subscrever com um mero “é verdade”. Há de aceitar igualmente que acusações de falta de carácter são demasiado graves para se não dar uma justificação coerente.
Já agora quando diz “os militares conhecem” “os militares sentem” ou “os militares pensam” estará o Sr. oficial superior (major) a falar em nome de todos os militares? De todos os ramos das Forças Armadas? Salvo o erro a polémica que tem vindo a lume tem sido apenas com o Exército. Qual a razão para o descontentamento neste ramo em concreto? Se calhar é por aqui que devíamos começar as nossas indagações.
Para não ser acusado da mesma “falta de concretização” (até parece um termo futebolístico) avanço uma teoria (de conspiração): alguns militares do Exército estão preocupados com o papel (reduzido) que o Exército tem no conceito estratégico de Defesa para Portugal. Estão descontentes com o facto da Marinha e a Força Aérea gradualmente conquistarem espaços (e fundos!!) tradicionalmente reservados ao Exército no quadro das Forças Armadas. Estão, afinal, incomodados porque o poder político finalmente faz aquilo que lhe compete que é adequar as Forças Armadas às necessidades do País em vez de modelar as decisões políticas à medida das ambições pessoais ou interesses corporativos de alguns.
FA
Fiquei a saber que, de acordo com este oficial superior (major), “os militares sentem um desprezo visceral pelo ministro da tutela”. Mais, “não lhe reconhecem carácter ou qualidades para os liderar e que vêem com preocupação o instável rumo da sua governação”. As razões para tal desconfiança e evidente desagrado prendem-se, segundo consta, com “motivos de ordem ética” e, mais genericamente, “a forma como temos vindo a ser liderados pelo poder politico”.
Com o respeito que me merece qualquer militar, antes de mais pela diginidade que a função em si encerra e depois por ter na família alguma tradição castrense, continuo sem vislumbrar as verdadeiras razões, sem entender as explicações.
Sob pena de apregoar aos quatro ventos que toda esta celeuma não passa de uma cabala (já agora que está na berra) quero exemplos concretos, quero divergências fundamentais e, já agora, fundamentadas.
Há de convir o Sr. oficial superior (major) que “dezprezo visceral” é uma opinião demasiado forte para se subscrever com um mero “é verdade”. Há de aceitar igualmente que acusações de falta de carácter são demasiado graves para se não dar uma justificação coerente.
Já agora quando diz “os militares conhecem” “os militares sentem” ou “os militares pensam” estará o Sr. oficial superior (major) a falar em nome de todos os militares? De todos os ramos das Forças Armadas? Salvo o erro a polémica que tem vindo a lume tem sido apenas com o Exército. Qual a razão para o descontentamento neste ramo em concreto? Se calhar é por aqui que devíamos começar as nossas indagações.
Para não ser acusado da mesma “falta de concretização” (até parece um termo futebolístico) avanço uma teoria (de conspiração): alguns militares do Exército estão preocupados com o papel (reduzido) que o Exército tem no conceito estratégico de Defesa para Portugal. Estão descontentes com o facto da Marinha e a Força Aérea gradualmente conquistarem espaços (e fundos!!) tradicionalmente reservados ao Exército no quadro das Forças Armadas. Estão, afinal, incomodados porque o poder político finalmente faz aquilo que lhe compete que é adequar as Forças Armadas às necessidades do País em vez de modelar as decisões políticas à medida das ambições pessoais ou interesses corporativos de alguns.
FA
Pommes frites Também eu queria deixar uma reflexão sobre o encerramento da Livraria Francesa em Lisboa: ainda bem que o Hergé (aka Georges Rémi) é belga.
FA
FA
Cockney Rhyme
“If you hold back anything, I’ll kill you.
If you bend the truth, or I think you’re bending the truth, I’ll kill you.
If you forget anything, I’ll kill you.
In fact, you’ll have to work very hard to stay alive.
Now, do you understand everything I said? Because if you don’t, I’ll kill you.
Now, Mr. Bubble and Squeak… you may enlighten me!”
in Lock, Stock and Two Smoking Barrels
FA
“If you hold back anything, I’ll kill you.
If you bend the truth, or I think you’re bending the truth, I’ll kill you.
If you forget anything, I’ll kill you.
In fact, you’ll have to work very hard to stay alive.
Now, do you understand everything I said? Because if you don’t, I’ll kill you.
Now, Mr. Bubble and Squeak… you may enlighten me!”
in Lock, Stock and Two Smoking Barrels
FA
sexta-feira, agosto 08, 2003
quarta-feira, agosto 06, 2003
Bagão Relativo É difícil dizer bem de quem não se gosta ou despreza tanto ou mais do que dizer mal de quem se gosta ou admira. A subjectividade humana é mesmo assim e não há nada a fazer.
Pessoalmente não gosto nem deixo de gostar de Bagão Félix. Não o conheço pessoalmente. Não sinto “na pele” os efeitos da sua actuação política. Sou um observador atento da figura em causa mas não tenho ne deixo de ter particular apreço pelo homem. Gosto da política, não conheço a vida do político. Falo da primeira, não me interessa a segunda.
Custa-me portanto aceitar a perseguição política e, mais grave, pessoal, que lhe é movida por alguns sectores da opinião publicada (ainda que perceba os seus motivos últimos). Não posso deixar de expressar aqui o meu profundo desagrado pela falta de cordialidade, honestidade e humanidade das críticas que lhe são movidas... se é que se pode qualificar como crítica artigos (ou posts se quiserem) em que se mistura Depeche Mode, Alexandra Solnado e um Ministro do Trabalho, Auschwitz com Opus Dei, tédio urbano com autoflagelação.
É pena mas não consegui extrair (tirando talvez a conjectura, ainda assim pouco original diga-se, de que um conservador como BF pertence ao ancien-regime) uma ideia de jeito, um comentário inteligente ou uma opinião sustentada não de um nem dois mas sim de três posts (longos por sinal) que mais não fizeram que tecer considerações mesquinhas sobre as convicções religiosas, os hábitos de vida e o percurso político e profissional de um cidadão num país supostamente livre e democrático (ainda que “relativo”).
Que não se goste do novo Código de Trabalho. Que se diga mal da perspectiva que o Ministro tem para a segurança social. Que se critique até a sua atitude para com os sindicatos ou os nossos interesses próprios. Tudo isto é válido. Tudo isto faz parte das regras do jogo político. It all comes with the territory.
O que extravaza o fair play é a crítica pessoal, o remoque deselegante, a insinuação maldosa. Além de inútil, por não inovar sequer no insulto, tal ardil não ofende sequer o visado, felizmente superior a tão baixo intento.
FA
Pessoalmente não gosto nem deixo de gostar de Bagão Félix. Não o conheço pessoalmente. Não sinto “na pele” os efeitos da sua actuação política. Sou um observador atento da figura em causa mas não tenho ne deixo de ter particular apreço pelo homem. Gosto da política, não conheço a vida do político. Falo da primeira, não me interessa a segunda.
Custa-me portanto aceitar a perseguição política e, mais grave, pessoal, que lhe é movida por alguns sectores da opinião publicada (ainda que perceba os seus motivos últimos). Não posso deixar de expressar aqui o meu profundo desagrado pela falta de cordialidade, honestidade e humanidade das críticas que lhe são movidas... se é que se pode qualificar como crítica artigos (ou posts se quiserem) em que se mistura Depeche Mode, Alexandra Solnado e um Ministro do Trabalho, Auschwitz com Opus Dei, tédio urbano com autoflagelação.
É pena mas não consegui extrair (tirando talvez a conjectura, ainda assim pouco original diga-se, de que um conservador como BF pertence ao ancien-regime) uma ideia de jeito, um comentário inteligente ou uma opinião sustentada não de um nem dois mas sim de três posts (longos por sinal) que mais não fizeram que tecer considerações mesquinhas sobre as convicções religiosas, os hábitos de vida e o percurso político e profissional de um cidadão num país supostamente livre e democrático (ainda que “relativo”).
Que não se goste do novo Código de Trabalho. Que se diga mal da perspectiva que o Ministro tem para a segurança social. Que se critique até a sua atitude para com os sindicatos ou os nossos interesses próprios. Tudo isto é válido. Tudo isto faz parte das regras do jogo político. It all comes with the territory.
O que extravaza o fair play é a crítica pessoal, o remoque deselegante, a insinuação maldosa. Além de inútil, por não inovar sequer no insulto, tal ardil não ofende sequer o visado, felizmente superior a tão baixo intento.
FA
segunda-feira, agosto 04, 2003
Fim de Semana Fui passar o fim de semana a Portugal. Faço agora o balanço.
Gostei: do sol da Costa da Caparica, da salada de polvo no Borda de Àgua, da trovoada de Sexta à noite, da vitória do Sporting, do casamento da Teresa e do Miguel, de Amarante, da revista do Expresso, de ver a família.
Não Gostei: dos incêndios, do pronunciamento militar da Vela Latina, da derrota do Sporting, da menina do check-in da TAP no Porto, do Expresso, do Independente, do trânsito na A1, da humidade em Lisboa, de Marco de Canaveses.
FA
Gostei: do sol da Costa da Caparica, da salada de polvo no Borda de Àgua, da trovoada de Sexta à noite, da vitória do Sporting, do casamento da Teresa e do Miguel, de Amarante, da revista do Expresso, de ver a família.
Não Gostei: dos incêndios, do pronunciamento militar da Vela Latina, da derrota do Sporting, da menina do check-in da TAP no Porto, do Expresso, do Independente, do trânsito na A1, da humidade em Lisboa, de Marco de Canaveses.
FA
sexta-feira, agosto 01, 2003
CARVALHOS DA SILVA DE FARDA: As anedotas que se dizem chefes militares cá da paróquia reuniram-se à mesa para uma sessão de má-língua. Dizem que se o Ministro Portas não arranja dinheiro, então que faça as malas. Não sei o que é mais ridículo: se o facto de um General se demitir por perder a confiança num membro do Governo (manifestação de um total desrespeito pelo regime democrático, de indomáveis ilusões de grandeza e do tédio habitual da tropa em tempo de paz), se esta nova atitude sindicalista que as Forças Armadas Portuguesas têm vindo a desenvolver nos últimos tempos. Os dias são de uma dificuldade extrema para as finanças públicas. Exigem empenho, sacrifício e respeito por quem dá o melhor dde si para tornar a situação menos insustentável. Os chefes militares, que deviam, a este respeito, ser um exemplo, resolveram mandar o conceito de hierarqia e o espírito de sacrifício às urtigas e lutar em outras guerras que não são suas. Optaram por se negar a si próprios. Se uma guerra a sério chegar, aposto que sobem para a fragata e rumam ao Brasil. Não importa: temos cá as milícias de Francelos e o povo de Felgueiras. Exército único europeu já!
FMS
FMS
ALGARVE 2003 - PRIMEIRAS IMPRESSÕES ( ou: daqui para a frente vou armar-me em Charlotte):
1. O mirone que no ano passado vagueava pelo aldeamento vizinho a horas pouco católicas, na esperança de vislumbrar uma ou outra inglesa incauta e desnuda, continua as suas incursões nocturnas, mesmo sabendo que, do lado de cá, todos conhecem esse seu hábito estival. Um voyeur que também gosta de ser observado. Estranha patologia.
2. A velha alcoviteira da casa em frente continua intrometida como sempre. Este ano, porém, dão-se desenvolvimentos estranhos, tendo sido a mera bisbilhotice substituída pela intriga e pela perseguição. Há muito que se sabe que a senhora de Mangualde (emigrada em França) alimenta o sonho de se tornar dona absoluta do condomínio. Este ano resolveu avançar com artilharia pesada. Fala com um, conspira com outro, tenta averiguar o preço pelo qual os vizinhos estariam dispostos a vender as suas casas, escuta às portas, senta-se à beira da piscina com olhar escrutinador a fim de perceber os hábitos dos outros. E, claro, faz campanha para ser, um dia, administradora. Todos sabemos que alguns dos mais sanguinários ditadores conhecidos pela humanidade se fizeram ao bife por via democrática. Esta quer fazer o mesmo. Se depender de mim, não passará. Este é o meu encontro com a História.
3. Já encontrei um casal de Portugueses. Somos uma diáspora impressionante. Estamos mesmo em todo o lado.
FMS
1. O mirone que no ano passado vagueava pelo aldeamento vizinho a horas pouco católicas, na esperança de vislumbrar uma ou outra inglesa incauta e desnuda, continua as suas incursões nocturnas, mesmo sabendo que, do lado de cá, todos conhecem esse seu hábito estival. Um voyeur que também gosta de ser observado. Estranha patologia.
2. A velha alcoviteira da casa em frente continua intrometida como sempre. Este ano, porém, dão-se desenvolvimentos estranhos, tendo sido a mera bisbilhotice substituída pela intriga e pela perseguição. Há muito que se sabe que a senhora de Mangualde (emigrada em França) alimenta o sonho de se tornar dona absoluta do condomínio. Este ano resolveu avançar com artilharia pesada. Fala com um, conspira com outro, tenta averiguar o preço pelo qual os vizinhos estariam dispostos a vender as suas casas, escuta às portas, senta-se à beira da piscina com olhar escrutinador a fim de perceber os hábitos dos outros. E, claro, faz campanha para ser, um dia, administradora. Todos sabemos que alguns dos mais sanguinários ditadores conhecidos pela humanidade se fizeram ao bife por via democrática. Esta quer fazer o mesmo. Se depender de mim, não passará. Este é o meu encontro com a História.
3. Já encontrei um casal de Portugueses. Somos uma diáspora impressionante. Estamos mesmo em todo o lado.
FMS