quarta-feira, dezembro 01, 2004

Porque um blog também serve para isto...



Parabéns João!

FA
A teoria da gota



A fonte de instabilidade afinal é o próprio PR. Demite-se o Primeiro-Ministro e ele não dissolve o Parlamento. Demitem-se ministros, dão-se reformas chorudas a outros, o Professor Marcelo tem um dos seus ataques, os computadores do Ministério da Educação dão o berro, no Congresso do PSD o que está a dar é o ataque ao parceiro de coligação, mas nada disto justifica a dissolução do Parlamento. Não. Nem sequer a demissão de um Ministro quatro dias depois de tomar posse. A razão apontada para justificar esta tomada de posição é "a apreciação política global que o Presidente faz do país". A semana passada estava tudo bem, esta semana convocam-se eleições porque a análise política do "nosso" PR se alterou. Deve ser isto o semi-presidencialismo. Uns dias o PR é amigo e garante da estabilidade, quando tem os azeites tudo pode acontecer. Convenhamos que enquanto sistema político não deve muito à clareza e objectividade. Os meus colegas e amigos Ingleses não há meio de perceberem. Eu também não. Mas lá que é divertido...

FA

terça-feira, novembro 30, 2004

PUT YOUR MONEY WHERE YOUR MOUTH IS



FMS
DESVIEM-SE!

o Daniel está a ejacular-se!

FMS
Crise, pastéis de nata e o escorpião



Diziam os comentadores políticos bem pensantes quando este governo iniciou funções que a legislatura duraria o tempo que Paulo Portas quisesse. Depois, quando Durão abandona o barco (pouco mais de 2 anos após Guterres ter feito igual), os mesmos comentadores garantiam que o Governo estava refém de Sampaio e que, mais tarde ou mais cedo, a defesa do “regular funcionamento das instituições” resultaria na convocação de eleições antecipadas. Nada disso. 4 meses volvidos de governação “santanista” plena de peripécias e sobressaltos, chega-se à conclusão que afinal quem tinha razão era Ferro Rodrigues. A dúvida que se levanta é pois o que pensa o seu sucessor sobre a suposta “crise do DVD”? O PS (que não os inimputáveis Soares, Alegre e companhia) exige eleições antecipadas a Sampaio ou não? Afinal cada um tem a sua própria natureza.

FA

segunda-feira, novembro 29, 2004

«O REVOLUCIONÁRIO»

Com este mimo, a Única, suplemento de variedades do Expresso, titula a entrevista a José Mourinho em Londres. Com este título, cumpre essa tradição tão portuguesinha que é a de olhar de soslaio para o sucesso do vizinho, camuflando a inveja com a calúnia e o insulto.

FMS
MEMÓRIA

Jerónimo de Sousa fala do PCP como um partido com mais projecto que memória. Ignoro a proporção da diferença. Mas, seja como for, tal não é especialmente difícil. Num "colectivo" que se dedica, sem riso nem hesitação, à exaltação das glórias do marxismo-leninismo, a memória é coisa que não abunda.

FMS
Para além da bola (redonda)



Quem está a par da evolução do rugby Português dos últimos anos? Quando foi o último jogo da selecção nacional (de XV ou de VII) que passou na RTP? Quantos nomes de jogadores da selecção sabemos de cabeça? Sabiam que estamos no 17º lugar do ranking internacional acima de equipas como a Espanha e a Alemanha? Alguém celebrou nas ruas a vitória Portuguesa no torneio das 6 Nações "B"? E o nosso terceiro título europeu de Sevens consecutivo conquistado este verão?

FA

domingo, novembro 28, 2004

NÃO PERCA



Os melhores momentos do XVII Congresso do PCP, só... no Canal de História.

JV

sexta-feira, novembro 26, 2004

JERRY LEE LEWIS

Os que acham Jerónimo de Sousa um ortodoxo nunca o viram dançar.

FMS
"WHAT´S IN A NAME?"



Uma das questões essenciais dos maus das fitas é o nome. Têm que ter um bom nome. Se vários melhor ainda. Aliás, como a partícula "de" é um sinal aristocrático em algumas sociedades, no underworld qualquer malfeitor que se preze tem de ter um "aka" entre apelidos. "Also known as" é essencial para todos entenderem que eles são maus.

Vejamos, o John Gotti (also known as The Dapper Don and The Teflon Don), Leland Varain (also known as Louis "Two Gun" Alterie), Francesco Ioele (also known as Frankie Yale), Arthur Fleggenheimer (also known as
Dutch Schultz),Lucchese (also known as “Tommy Brown”), entre muitos "maus" mais.

Ou no cinema o Billy Cristal:“My name is Ben Sobel...-lioni. Ben Sobellioni. I’m also known as, uh, Benny the Groin, Sammy the Schnazz, Elmer the Fudd, Tubby the Tuba, and once as Miss Phyllis Levine.”

Também outro tipo de "maus" usa mais que um nome. Basta ler as notícias sobre a Palestina com Mahmoud Abbas (also known as Abu Mazen), Yasser Arafat (also known as Abu Ammar) ou Mustafa
Dib Khalil (also known as Abu Ta'an).

Talvez isto também tenha alguma relação com o problema que causa às autoridades (ver esta lista).

E daqui poderíamos partir para Fernando Pessoa (vários aka como sabemos), o Alexandre Soares Silva (aka ASS, aka A. Silva Esq., aka Cavalheiro de Beri-Beri), mas agora não há tempo.

DBH

quinta-feira, novembro 25, 2004

3 milhas 2 estádios e 110 jardas



Ainda ando a pensar naquele remate lapidar: "a direita gosta de cavalos vencedores". Não sei já alguém tinha dito uma coisa deste género mas, se não, acho que é das coisas que melhor resume uma certa atitude tipicamente de direita. Pragmática. Realista. Empreendedora. Que gosta de apostar forte e ganhar bem.

Eu, como ainda sou novo e percebo pouco da vida, mais do que de cavalos vencedores tenho é imenso gosto em ir às corridas. Por falar nisso, acho que £12 no Royal Auclair na Hennessy Gold Cup este Sábado não é mal jogado. Com um nome destes só pode ser de direita.

FA

quarta-feira, novembro 24, 2004

NÃO, NÃO ESTOU DOENTE



Só não consigo deixar de apoiar a Revolução Laranja.



JV
A réplica

O Pedro Mexia já replicou e não posso deixar de pensar que a Direita tem imensa sorte em ter alguém como ele que, indiscutivelmente do "nosso" lado, não se coíbe de dizer o que pensa, de nos provocar, de nos fazer pensar. Chamava só a atenção para o facto de "freitas do amaral" ser, nos dias que correm, muito pior apodo que "filho da puta". Eu acho. E não sou o único.

Gostava ainda de corrigir o Pedro Mexia noutra coisa que é a seguinte. Eu (e o FMS presumo que também) não sou nada civilizado (perguntem ao José!). Não consigo é, neste caso, transformar uma crítica institucional (talvez por vir do Pedro Mexia e ainda que injusta e a destempo) num ataque pessoal. Se calhar, aliás, a única razão pela qual não me sinto traído, enganado, triste e magoado tem a haver com o facto de estar tão longe do Caldas vai para 4 anos. Se o Pedro Mexia disser mal do Michael Howard vai ver como elas fervem!

Por último, no que toca a cavalos vencedores, gostava de saber se o Pedro se inclina mais para o Best Mate ou para o Moscow Flyer?

FA

terça-feira, novembro 23, 2004

MAUS EXEMPLOS

Às vezes penso que gostaria de ser, em simultâneo, advogado e escritor. Mas depois penso em Miguel Veiga e volto a ligar a televisão.

FMS
Quer dizer… (expressão típica Santomense equivalente tropical do "não confirmo nem desminto")

O Pedro Mexia é das pessoas que eu mais respeito na blogoesfera. Normalmente a seguir a uma afirmação como esta vem uma série de acusações, discórdias, desagravos. Neste caso não. Quer dizer, neste caso nem por isso.

Este artigo do Pedro diz algumas coisas acertadas a par de outras não tanto mas constitui, acima de tudo, uma análise válida do papel (passado e presente – futuro parece que não há) do CDS/PP. O Pedro acha que o partido corre o risco de acabar. Eu também acho. Mais, acho que os factores que o Pedro aponta – excesso de "unipessoalização", fraca implantação autárquica, alterações ao discurso político – exemplificam (a serem verdade) a acuidade desse risco.

No entanto (há sempre um "no entanto"!) convirá não desprezar as pessoas que dentro do partido sabem tão bem ou melhor que o Pedro identificar esse risco. E, já agora, é bom não esquecer que qualquer partido político corre o risco de acabar (sempre por factores mais ou menos evidentes). Lembro a esse propósito os partidos eleitorais Americanos que se juntavam a cada época eleitoral para unir esforços e depois "dispersavam" até à próxima. Para mim pelo menos, que tenho uma visão profundamente "desligada" da política que encaro como uma obrigação acidental resultante da condição de cidadão, esta visão de partido acidental atrái e coloca outra questão.

O que importa saber nao será antes saber qual vai ser o legado do CDS/PP quando (e não se) desaparecer? O seu percurso, as pessoas que o fizeram, o projecto político que propôs, o seu balanço final. Só a resposta constante a esta pergunta que se colocará qualquer dia (1 ano? 10 anos? 25 anos?) permite justificar o que fazemos agora. Obrigado pois ao Pedro Mexia por nos questionar a existência e utilidade.

Acabar todos nós acabaremos um dia, importante é saber o que andamos a fazer enquanto andarmos por cá. Nem que seja de táxi.

FA

sexta-feira, novembro 19, 2004

Imagens de S. Tomé 5



Praia das Conchas (costa Norte)

FA
Loucuras mesmo à beirinha do fim-de-semana

Mais esotérica e mirabolante que a pergunta do referendo sobre a Constituição Europeia (tema que vai dar muito que falar) só mesmo a opinião do Pai Soares sobre o (mau) estado da Nação. Pegando num sketch destes senhores, é caso para dizer que o Pai Soares não está tontinho, caduco, ultrapassado. Não. Está é kunami. Kunami. Com capa.

FA

quinta-feira, novembro 18, 2004

Flexibilidade e polivalência no emprego

Jornalistas que querem ser politicos. Políticos que gostavam de ser jornalistas. Jornalistas que querem ser jornalistas mas também amigos dos políticos. Amigos dos jornalistas que querem ser amigos dos políticos. Políticos que não são nem políticos nem jornalistas. Jornalistas que não são nem políticos, nem jornalistas, nem amigos de ninguém (incluindo deles próprios). Políticos que já foram jornalistas e ainda não perderam o jeito. Comentadores que são políticos aposentados e que dão ares de jornalista no activo. Jornalistas que querem ser comentadores mas que não querem ser políticos para não melindrar jornalistas e/ou políticos e/ou amigos de uns e outros. Jornalistas e políticos que não querem saber quem melindram ou, pelo menos, aparentam não se importar com isso.

Isto, claro está, para não falar de juízes, magistrados, advogados e bastonários, sindicalistas, professores, polícias e militares, ecologistas e caçadores, conservacionistas e pescadores, padres, rabis, videntes e fumadores, futebolistas e dirigentes, anti-tabagistas, escritores, poetas e historiadores, sociólogos de ocasião, bloguistas de opinião, psicólogos e arquitectos, economistas, gestores e empresários pouco empreendedores.

Todos opinamos sobre tudo. Se cada um se limitasse apenas a falar sobre aquilo que realmente percebe, o nosso país era uma chatice. Felizmente ninguém tem vergonha na cara.

FA
Imagens de S. Tomé 4

Cascata de S. Nicolau

FA

quarta-feira, novembro 17, 2004

INCLINAÇÃO CONSENSUALIZADA



O gabinete de imprensa do PCP diz que existe uma "inclinação consensualizada" nos órgãos executivos do partido no sentido de propor Jerónimo de Sousa para secretário-geral.
Consensualizada, não sei se é. Mas não restam dúvidas quanto à inclinação.


JV

Imagens de São Tomé 3

Bodyboard em São João dos Angolares



À espera do set! Só faltou um 360° para a fotografia!

FA
A MEIO SÉCULO

De cada vez que o Snob faz anos, sinto que estou há séculos sem lá ir.
Dantes era mais fácil. Bastava-me galgar meio Século para lá chegar.
Parabéns, Senhor Albino. Mais um! Para a sua mesa.

JV

terça-feira, novembro 16, 2004

Crime de guerra

Não há desculpa para actos de crueldade. Não há sequer que discorrer muito sobre circunstâncias desculpantes ou atenuantes da culpa (que as há). Quem mata um inimigo de guerra desarmado, ferido, derrotado, não merece que percamos tempo com ele. Merece antes uma punição exemplar.

A guerra levada a cabo por democracias tem que ser assim. Mais difícil. Mais transparente. Mais justa. Esperemos, neste caso, que seja tanto mais difícil quanto mais duradoura seja a paz que se lhe seguir. Tanto mais transparente quanto mais transparente for o regime político que ela criar. Tanto mais justa quanto mais justa for a sociedade que depois dela venha.

FA
Imagens de S. Tomé 2



Canoa ao largo da Praia das Conchas

FA
Imagens São Tomé 1



Miúdo na Roça de Santa Catarina

FA
Talk is cheap

Se isto é um artigo de opinião vou ali já venho. Se fosse um blog, a coluna do José Vitor Malheiros seria um daqueles sites anónimos de maldicência que já ninguém tem pachorra para ler.

Diz o JVM ao criticar o PM que “cada nação produz o que produz”. Perante esta descoberta inédita, publicada com ares de grande cronista num jornal dito de referência, não consigo deixar de concordar.

FA

segunda-feira, novembro 15, 2004

NOTAS DE FIM-DE-SEMANA

As televisões acusaram Santana de não ter falado do essencial, dos assuntos de fundo, dos interesses cruciais do País. As televisões abriram os noticiários com a ausência de Paulo Portas do Congresso do PSD.

As televisões acham que o CDS anda mortinho por ir a eleições com o PSD. As televisões deviam ter passado o fim-de-semana comigo.

FMS
Boris, hasta la victoria. Siempre!



Desculpe lá, Boris, mas adultério é adultério e não venha aqui pedir batatinhas. Por outro lado, quem é que quer um ídolo perfeito? E em todo o caso, antes adúltero que assassino.

FA
O Mundo Relativo



Ao chegar à ilha do Sal vindos de São Tomé julgámos, por momentos, ter chegado a Frankfurt ou Bruxelas. Aterrámos em Lisboa e não restavam dúvidas que caminhávamos para a civilização. Agora já cheguei. Estou de regresso a Londres.

FA

quinta-feira, novembro 11, 2004

COMPLEXIDADES

Para gáudio da esquerda presente hoje na Fundação Gulbenkian, Freitas do Amaral defendeu que Portugal deve acabar com o "complexo imperial" e cingir a sua presença militar à CPLP.
Mesmo fazendo vista grossa ao paradoxo latente nestas suas afirmações, não seria mau se começasse por dar o exemplo: acabando de vez com os próprios complexos.

JV
SÓ MESMO ESSES ISRAELITAS MALUCOS PARA PENSAREM EM TAMANHA LOUCURA

"O líder da Autoridade Palestiniana, Yasser Arafat, morreu esta madrugada em Paris, confirmou Saeb Erakat, um dos principais negociadores palestinianos. Com a morte de Arafat, vítima de doença de origem ainda não divulgada, desaparece o principal rosto da resistência palestiniana e Prémio Nobel da Paz (1994), mas também uma personalidade polémica que é apontada como terrorista por Israel".

in Público

FMS

YASSER ARAFAT



Not still alive.

JV

quarta-feira, novembro 10, 2004

LONDRES, UMA ELEGIA - Os pubs


O Coach & Horses e o Good Mixer

Era coisa que eu faria sem grande esforço. Passar uma temporada enfiado nos pubs de Londres, conhecendo-lhes as personagens e os hábitos, naquele "conforto dos climas frios" que amo tanto quanto, segundo Eça, Pedro da Maia. Um périplo adequado permite-nos conhecer as várias dimensões da cidade como, suspeito, não o conseguiríamos de outra forma. A Londres artística, snob e aristocrática de Jeffrey Bernard, Peter O'Toole, Lucian Freud e Francis Bacon no "Coach & Horses" de Greek Street. A Londres moderna da Britpop, da Cool Britannia, dos vendedores ambulantes no "Good Mixer" de Camden Town. A Londres suburbana, quase rural, da "Well's Tavern", poiso de sindicalistas, prostitutas e west-enders adúlteros em Hampstead, essa terra de bons costumes. Nos seus pubs, Londres mostra-se inteira e sem complexos. E, lembrando a frase célebre do Dr. Johnson, Londres inteira não é mais nem menos do que a vida inteira.

FMS

E NO OUTRO LADO DO MUNDO, OU NÃO...



DBH
BREAKING NEWS



(www.cartoonstock.com)

DBH

terça-feira, novembro 09, 2004

INFELIZMENTE



Nem tudo o que se recorda hoje é motivo de celebração.

JV

P.S.: Um abraço, Alfredo, e obrigado pela ideia "bem lembrada" de me lembrares os 66 anos da Kristallnacht.
HÁ 15 ANOS



15 anos passados, ainda é possível usar a foice e o martelo sem ser alvo do repúdio que a suástica naturalmente provoca. Apesar dos relatos na primeira pessoa, que demonstram mais do que paralelismo entre as práticas e as ideias dos modelos totalitários, 15 anos volvidos, o comunismo continua por julgar e a fascinar a intelectualidade balofa do mundo ocidental. O mesmo que foi poupado às garras do monstro. Milhões de mortos contados, ainda há quem o proclame e o deifique. Para quando um memorial europeu das suas vítimas? Para quando o fim definitivo do mito?

JV

segunda-feira, novembro 08, 2004

MISCASTING

Pode ser picuinhice minha, mas parece-me que um assessor de um grupo parlamentar, tendo em conta que trabalha no órgão de soberania legislativo, não devendo ser obrigatoriamente um jurista, deverá pelo menos conhecer as regras básicas de funcionamento da lei e da relação desta com os restantes órgão de soberania. A não ser, claro, que falemos do Bloco, que, como sabemos, vive alegremente num regime de excepção. Um exemplo: na estreia do Eixo do Mal, o Daniel Oliveira resolveu parabenizar uma determinada juíz por não ter aplicado a lei num caso de aborto sobre o qual se debruçou. O Daniel e o seu argumentário simplista e populista fica optimamente na televisão, disso não há dúvida. Só foi pena ninguém o ter alertado para a ignorância do comentário. O que a Juíz fez foi precisamente aplicar a lei. Num Estado de Direito, em que vigora a separação de poderes, a liberdade do julgador na aplicação da lei, a possibilidade de este a conformar com as especificidades do caso concreto, é condição essencial de cumprimento daquele princípio fundamental. Daí o Código Penal prever os expedientes da substituição, da atenuação e até da dispensa da pena. Eu percebo que o Daniel não esteja habituado a esta tradição assim a atirar para o anglo-saxónico e que prefira a ideia do juíz enquanto mera "boca da lei", isto é, puro cão de fila do soberano iluminado. Mas, sendo assim, talvez seja melhor mudar de ramo.

FMS
MÁ LÍNGUA

Muitos rumores mentirosos circulam sobre mim. Um dos mais insistentes é que escrevo posts aqui no escritório.

FMS


ESPANHA DE ZAPATERO, "PUTA TRISTE" DE FIDEL



Foi ele que disse.

JV

domingo, novembro 07, 2004

São Tomé

Tem tanto de beleza natural como de pobreza social. Desconcertante, encantador, frustrante e surpreendente. Assim, tudo ao mesmo tempo, no olhar da criança de 3 anos da roça que pede doces à janela do nosso jipe.

FA

sexta-feira, novembro 05, 2004

ADVOGADOS EM CASA PRÓPRIA

Foi com brio profissional e orgulho classista verdadeiramente preocupantes que visitei o edifício da Law Society, a Ordem dos Advogados inglesa. À porta, com o zelo tipicamente britânico, um aviso alertava para o degrau da entrada, o que prova que o imenso sentido de humor da velha Albion se sente até no reservado mundo causídico. Quando nos preparamos para entrar num edifício repleto de advogados, há perigos bem mais importantes com que nos preocuparmos do que uma mera saliência no chão.

FMS
MANDEM DIZER AO COLECTIVO QUE LANCHO COM ELES MAS QUE PREFIRO EU PRÓPRIO ESCOLHER O MEU PRÓPRIO MENU

Este é um grande post do Pedro Mexia, daqueles que ele resolve escrever quando lhe apetece que sintamos saudades dos tempos em que escrevia diariamente sobre política. Por muito paradoxal que possa parecer, é um texto com o qual me identifico apesar de não concordar com uma parte substancial do mesmo.

Identifico-me com o individualismo radical do Pedro e com a pouca paciência para integrar paradas intelectuais. É uma disposição libertária que tem desenvolvido em muitos outros textos, em muitos outros lugares, tendo normalmente como alvo de eleição as cliques partidárias. Nisso tem feito escola, com a ajuda sempre leal de um país pouco dado à opinião independente.

O problema é que, de tanto insistir neste auto-retrato, de tanto tempo dispendido a desenvolver a imagem da ovelha negra orgulhosa, o Pedro deixa-se resvalar para o extremo oposto, insinuando que nenhum espírito livre pode algum dia exercer essa manifestação clássica da Liberdade que é a liberdade de associação e partindo do princípio que apenas se podem associar pessoas com ideias absolutamente idênticas.

Eu, por exemplo, partilho este blog com quatro amigos com quem, em muitos assuntos, tenho divergências acentuadas, precisamente as mesmas demonstradas na organização partidária onde os conheci. E, de todos os meus amigos, digo-o sem qualquer dúvida, são os que mais livremente pensam a sua circunstância. Pelo humor com que aceitam os seus estereótipos, pelo desprendimento perante a carneirice e por todas as qualidades que, segundo o que dele conheço, o Pedro tanto preza. Incluindo, claro, a patológica mas admiravelmente aristocrática impreparação do Diogo para conhecer "as bases".

Mas podemos também desinstitucionalizar o raciocínio e falar do assunto du jour. Eu detesto, pelo menos tanto como o Pedro, que pensem que tenho um pensamento padronizado e ancorado em raciocínios alheios, o que, em bom rigor, é um não pensamento. Mas por que razão serei menos independente por preferir Bush a Kerry?

Se o ser-se de direita não se afere aos pontos, também não se é mais ou menos livre consoante os pontapés que cada um vá dando na lógica. Acredito, pelo que leio, não ser essa a ideia que o Pedro quer transmitir. Mas confesso sentir uma leve irritação quando o vejo acoplar a cada declaração de dissidência a vaidade da independência. E não é pela vaidade. É pela repetição.

E Pedro, não me lixes. Porque, precisamente pela tua aversão à standardização intelectual e à submissão das massas às ideias banais e frágeis de documentaristas sem escrúpulos e estrelas pop em decadência, gostaste tanto da vitória de Bush como eu e todos aqueles cujo cérebro pareces julgar formatado.

FMS



A Sanha ou 1776 e 1976 revisitados

Há disparates que não podem passar em claro. O artigo do MST no Público mistura valores morais com tele-evangelistas, junta uma pitada de politicamente correcto, mexe tudo muito bem para chegar à conclusão que ele já tinha à partida e que lhe importava justificar: os EUA deixaram de ser um espaço de liberdade por causa da teocracia de Bush.

Isto é desonesto. Baseia-se em pressupostos falsos. Revela um desconhecimento profundo do que é a realidade Americana.

O combate ao “sexual harassment” e as leis anti-tabagistas são fruto do espírito politicamente correcto das duas costas – da Nova-Inglaterra dos grandes centros financeiros onde as mulheres foram conquistando penosamente o seu espaço, e da Califórnia do life-style alternativo e saudável. Não têm rigorosamente nada a ver com os tele-evangelistas do mid-west. Aposto aliás o que o MST quiser que é mais fácil e seguro “light up” o seu Marlboro full flavour num boteco de beira de estrada na sua querida Flagsstaff, AR enquanto trata a criada por “honey” do que fazer o mesmo num restaurante chique de Manhattan.

O resto do artigo, incluindo a despropositada referência ao PP, revela apenas aquilo que já sabíamos. Para MST os valores dos outros só são bons se forem iguais aos seus. Curioso que nisso não difere muito dos que pretende criticar com tanto afã.

FA

quinta-feira, novembro 04, 2004

A vitória moral



Ha sempre um Nader que atrapalha ou um voto por correspondência que não é contado. Foi o discurso não passou ou o candidato ("mal menor") que não o soube passar. Dá sempre jeito apontar o dedo à mobilização fanática dos tele-evangelistas, os truques baixos como telefonemas aos eleitores afro-americanos ou as campanhas de desinformação junto dos mais pobres e iletrados. Quando nada mais resta são as máquinas de votação que podem ser manipuladas.

A culpa é sempre de alguém que não da nossa verdade, da inatacável evidência da nossa mensagem política, dos nossos militantes ou dos eleitores. Como é possível pois perder. Devem ser estúpidos estes Americanos, dizem alguns em desespero. Nada mais simples. Nada mais redutor. Nada mais estúpido.

FA

quarta-feira, novembro 03, 2004

ELES PERDEM?




JV

SORRY BOSS...



DBH

Agora?

Agora que Kerry já reconheceu a derrota é que conseguimos fazer o login no blogger?! E nós que queríamos tanto ter incentivado o candidato de todos os não-americanos para que insistisse na contagem de todos os votos, até ao último, nem unzinho por contar.

FA
It’s all about Springfield

As eleições afinal estão a ser menos renhidas do que se pensava. Quando chegaram as primeiras informações da enorme afluência de eleitores às urnas os Democratas sorriram. Historicamente os seus eleitores são reconhecidamente menos miltantes e isso eram boas notícias. No entanto a noite era cada vez mais dos Republicanos à medida que cada sondagem à boca das urnas era cilindrada pela realidade inapelável dos votos contados. Isto foi por volta das 4 e meia da manhã quando acordei mesmo a tempo de ver o Estado da Florida pender para o lado do presidente Bush. Às cinco e meia, quando voltei para a cama, era claro que tudo dependia do Ohio e que a tarefa de John Kerry era quase impossível.

Os 10 votos do Wisconsin acabam mesmo agora de ir para Kerry mas de nada lhe valerão se não ganhar os 20 votos do Ohio onde, mesmo sem os absentee ballots e os provisional ballots estarem contados, a vantagem de Bush é já superior a 145,000 votos.

Ainda que Kerry ganhe o Ohio vencendo com isso a corrida presidencial a verdade é que na votação global nacional (que, recorde-se, Bush perdeu para Al Gore em 2000) o Presidente atingiu uma clara vantagem sobre o seu adversário. São 3% ou, se preferirem, mais de 3.5 milhões de votos de vantagem para o Presidente Bush.

FA


JV

terça-feira, novembro 02, 2004

COMO DE COSTUME...



... ele já sabe.

JV
Ai Gudrun, Gudrun…

Lembram-se da proposta revolucionária da deputada Sueca Gudrun Schyman para que fosse criado um imposto sobre a população masculina destinada a financiar a luta contra a violência doméstica? Pois é, segundo parece, a proposta não deverá chegar a ser lei mas acho uma pena deixar morrer esta ideia.

Que tal um imposto a ser pago exclusivamente pelos católicos dessa Europa para combater a violência e intolerância homofóbica? Ou então um imposto internacional através do qual todos os Americanos espalhados por esse mundo fora pagassem os elevadíssimos custos resultantes do unilateralismo do seu Presidente.

Do ponto de vista Português talvez não fosse mal pensado instituir um imposto especial sobre empresas que controlem meios de comunicação social por forma a fomentar o contraditório ou a liberdade de opinião (consoante os dias). Ou então um imposto sobre membros de claques ou sócios de clubes futebol para combater a violência no desporto e a falta de nível dos dirigentes.

E assim por diante até construirmos a sociedade perfeita. Pela via fiscal.

FA
Hoje às Nove (não vou estar a votar nas eleições Americanas)



Vou mais o Francisco ao Arts Theatre ver advinhem lá o quê? Ah pois é!

FA
OLHA, CURIOSO

"Hoje não poderemos votar nas eleições americanas." dizem os rapazes da Capital.
Luís Osório y sus muchachos têm cada vez mais piada.


JV

segunda-feira, novembro 01, 2004

Call to arms

O Presidente Lula volta a pressionar os jornalistas brasileiros. É a censura que volta o Brasil desta feita pela mão da esquerda autoritária.

Chamem já o Marcelo e a Ana Gomes. Mandem já o Louçã e o Prado Coelho para frente de combate. A censura não passará!

Lula e Gomes da Silva para a rua. Já! PALOP’s livres. Sempre!

FA
We will always have him

Mais um mito para o caraças, courtesy of Mr Parris.

Desta feita o mito de que em vez de combater o terrorismo directamente, o Ocidente deve combater as causas imediatas que levam ao extremismo militante e, em última análise, ao terrorismo.

FA

NB(nota do blogger) o Matthew Parris não defende a guerra no Iraque.

sábado, outubro 30, 2004

A RETOMA

Para os descrentes mais recalcitrantes, ela aí está. Não adianta escamotear. Ou falar de conjunturas.

3 jogos, 3 vitórias.
Os sócios estão contentes, de certeza.

JV

Adenda: Lembra o Francisco B., e com razão, que são quatro (e não três) as vitórias consecutivas. Fica feita a correcção.

PORTUGAL SEMPRE



No Alto Tâmega e Barroso, o nosso Presidente entusiasmou-se. Antes de dar um murro na mesa, declarou que o país tem "800 séculos". Nem mais, nem menos. 792 séculos de wishful thinking.

JV
PEDIDO DE DESCULPA



Sei que era suposto termos dito qualquer coisa sobre o dia de ontem. Pela parte que me toca, não fui capaz. Depois de tanta comemoração, não tive forças para escrever.


JV

sexta-feira, outubro 29, 2004

Pois não

Frase bombástica 1: paráfrase de uma frase de Robert Kagan (tema: a Europa e América);
Frase bombástica 2: to protect them (aos filhos);
Boa gente 1: Talvez;
Boa gente 2: Sem dúvida;
Buttiglione o candidato ideal? António Vitorino (por acaso o actual Comissário da pasta) pensa que sim.

Citando FA: "Isto é o acessório. Quanto ao resto estamos de acordo. E legitimamente indignados."
E com razão.

JV
No reino da Dinamarca

Não se pode passar estes juízes todos à reforma e começar de novo? De preferência com um sistema assente no mérito e na eficiência e fiscalizado por outros que não eles próprios.

FA (fora da jurisdição)
A caravana

O Marcelo foi censurado mas o Buttiglione foi bem vetado. A Câmara dos Lordes que em vez de proibir a caça à raposa a regulou é antidemocrática mas o Paralamento Europeu que boicotou a nomeação de um cidadão com base nas suas convicções religiosas é um exemplo de liberdade. O Bush segue à frente nas sondagens e pode ganhar as eleições mas só porque os americanos são estúpidos. O Governo Português (para alguns, o pior de toda a história nacional – mainada!) continua em funções mas a Revolução teima em não sair à rua. O Luís Delgado ja lá está mas os órgãos de comunicação social do grupo empresarial que ele dirige continuam a criticar livremente quem muito bem entendem. Hoje assina-se com grande pompa e circunstância uma Constituição que niguém sabe se algum dia vigorará porque se esqueceram de perguntar aos interessados se queriam dar esse passo. Um estudo da Lancet afirma que morreram 100,000 civis como consequência directa da invasão do Iraque mas, quando questionado acerca dos métodos de análise (988 domicílios em 33 bairros), um dos seus editores afirmou que “o imperialismo democrático (sic) causou mais mortes e não menos”.

FA

quinta-feira, outubro 28, 2004

Teoria da transpiração

O Governo, incomodado com os comentários do Professor ao Domingo, dá uma palavrinha ao Paes do Amaral. Tudo sigiloso que esta coisa da censura é mesmo assim. Com paninhos quentes. O Paes do Amaral entretanto, preocupado com as licenças da televisão digital e com a RTL à perna, não deixa passar a deixa e apercebe-se, ao fim de uma vida inteira nos media, que, afinal, até dá jeito ter o Estado do seu lado e vai de convocar um jantarinho com o Professor.

Enquanto isto, certamente para fazer uma cortina de fumo e despistar a malta, manda-se um ministro (quanto mais inepto melhor) falar aos jornais a queixar-se do Professor, que é incoveniente, que se move por interesses pessoais, que falta o contraditório e o diabo a quatro. Estala a polémica. Os blogues fervilham. As teorias pululam.

Sem ninguém dar por nada, no dito jantar, explica-se ao Professor (que às vezes é um pouco distraído) que qualquer grupo económico ligado à comunicação social precisa de ter boas relações com o poder político. Para que não restem dúvidas na cabeça do Professor, a quem é preciso explicar certas coisas atenta a sua manifesta inabilidade política, vai também de dizer (sem ais nem uis que isto da censura é assim mesmo) para moderar as críticas ao governo que isto aqui não é “A Capital”.

O Professor, personagem íntegra de uma só palavra e frontalidade ímpar, não aguenta conviver com a mentira e a pressão ilegítima do patrão e, obviamente, demite-se. O patrão fica à rasca. O Governo idem aspas. Por esta é que ninguém esperava.

Estão aí os indícios todos. Só não vê quem não quer.

FA
Francisco,



Cá te espero. Jantar lá em casa no Sábado. Traz vinho.

FA

quarta-feira, outubro 27, 2004

VOU A CASA JÁ VOLTO



FMS


Mas se tu não és a Samantha Morton...



Frase bombástica 1: "children who don't have a father but only a mother are children of a mother who is not very good".

Frase bombástica 2: [the aim of marriage is] "to allow women to have children and to have the protection of a male".

Boa gente 1: Matthew Parris

Boa gente 2: eu

Buttiglione o candidato ideal? Se fosse teria sabido lidar com a situação e assegurado a sua eleição.

Medievo sujeito: estava a ser irónico. O Cohn-Bendit vive noutro tempo, mais propriamente em 1968.

Isto é o acessório. Quanto ao resto estamos de acordo. E legitimamente indignados.

FA
Já percebi

Afinal nem o Professor mentiu nem o Paes do Amaral pressionou. O que se passou foi que o Professor julgou que o Paes do Amaral o estava a pressionar quando este lhe começou a contar das licenças para a televisão digital terrestre e as negociações complicadas que se avizinhavam. Vai daí, sem querer ser inconveniente para o amigo e naquele seu jeito altruísta que o caracteriza, resolveu afastar-se da TVI. Sem reboliços nem sobressaltos claro, que o Professor não é pessoa para se expôr a espectáculos mediáticos do género de guardar silêncios misteriosos e ir a audiências com o Presidente da República. Os senhores da esquerda e da comunicação social é que fizeram um grande filme desta situação. Afinal está tudo bem. Somos todos amigos.

FA
Minority Report

- "frases bombásticas" - Quais? Ditas por quem?

- "muito boa gente" - Muita gente. De acordo. Agora, boa? Qual?

- "Que Buttiglione não era o candidato ideal não restam dúvidas" - Restam.

- "medievo sujeito " - Só se for o Cohn-Bendit.

- "utilização de citações descontextualizadas, a linguagem abusiva e intolerante acerca das convicções religiosas do putativo comissário, o exemplo de total desrespeito pela liberdade de opinião" - Pois é.

JV
…compra um cão

O Presidente da Comissão Europeia adiou a votação no Parlamento Europeu para aprovação da dita por um mês. O que antigamente era um “proforma” tornou-se num pesadelo para Barroso. A natural reserva sobre um potencial comissário cujas frases bombásticas (provenientes de um país onde a política se faz de frases bombásticas e pouco mais) incomodavam muito boa gente tornou-se, fruto da já tradicional táctica de guerrilha ideológica da Esquerda, num mais que eventual veto parlamentar.

Que Buttiglione não era o candidato ideal não restam dúvidas mas tão pouco ficamos muito descansados perante a vergonhosa utilização de citações descontextualizadas, a linguagem abusiva e intolerante acerca das convicções religiosas do putativo comissário, o exemplo de total desrespeito pela liberdade de opinião que nem conferiu ao medievo sujeito a hipótese de explicar as suas posições, a histeria colectiva ela sim própria de autos-de-fé de antanho e, finalmente, a incapacidade de entender a diferença entre aquilo que são as convicções morais e religiosas de um cidadão e aquilo que é a sua actuação política num quadro de legalidade democrática.

Fez mal o Presidente da C.E. em não ir a votos. Eram dois coelhos de uma vez só. Lançava-se a UE no caos constitucional e descobria-se a face da esquerda tolerante e responsável. Mas isto quem tem medo...

FA
DIA HISTÓRICO



Pena que seja pelos piores motivos.

JV

terça-feira, outubro 26, 2004

HÁ 48 ANOS



Havia tanques comunistas em Budapeste.

JV
PCUK

O João está em grande forma. Quando é que combinamos um almocinho? Ó Bruno, também vens?

FA

segunda-feira, outubro 25, 2004

CULPADO

Ainda mal recomposto do facto de o NQdI ter sido linkado pelo melhor blog do mundo, leio os comentários ao post em causa e confesso-me culpado.

Mal por mal, prefiro os reaças brasileiros, minha gente: em Portugal são muito branquelos, vestem fato, leram livros. Uns chatos. Aqui pelo menos é mais tropical. Reaça - mas tropical. Putz!
Posted by Nefarius (português) at outubro 22, 2004 07:39 PM


Este Nefarius prova que o estereótipo é verdadeiro: todo portuga é burro.
Posted by Roque Villalba at outubro 22, 2004 11:52 AM


Pôxa: e eu a pensar que no Brasil era só dentistas, prostitutas e jogadores do Belenenses. Afinal não: também há um montão de reaça. Vixe!
Posted by Nefarius at outubro 21, 2004 10:36 PM

FMS


A caminho. Sempre.

JV
Half a league...



A carga da Brigada Ligeira foi há 150 anos. Não foi só um erro militar, fica para a história também (sobretudo?) como um acto de coragem.

FA

sexta-feira, outubro 22, 2004

The case continues

Aqui há uns tempos o High Court Inglês decidiu que uma bébé de 11 meses, Charlotte Wyatt, não deveria ser reanimada pelos seus médicos caso deixasse de respirar como consequência da sua debilidade física. Na origem do pleito judicial está o desacordo entre os pais da criança (que pretendiam que o tratamento médico continuasse em qualquer circunstância) e os médicos (que entendiam não ser do interesse do paciente a sua reanimação).

O Juíz decidiu não ser do interesse do bébé continuar os tratamentos que os peritos médicos, unanimemente, consideraram “agressivos”. O Juíz afirmou estar ciente de que da sua decisão poderá resultar o encurtamento da vida da menor mas que, de acordo com os peritos médicos, a morte da criança é inevitável num curto espaço de tempo dada a seriedade do seu estado clínico. A Charlotte nasceu após apenas 26 semanas de gravidez, carece de suporte médico para respirar, está permanentemente em dor, não vê, não ouve, ja parou de respirar em três ocasiões e foi reanimada com sucesso das três vezes. Segundo pude determinar a Charlotte ainda não parou de respirar.

Hoje um novo caso de contornos semelhantes deverá ser presente aos tribunais ingleses. O Luke é um bébé de 9 meses que padece de trisomia 18 (síndroma de Edwards). Doentes de trisomia 18 sobrevivem em média cerca de 2 meses e apenas 10% vive mais de um ano. É um caso diferente do anterior mas os argumentos são semelhantes. O hospital entende que o tratamento médico deve ser descontinuado atenta falta de qualidade de vida para o doente que deriva da sua ministração. Os pais da criança discordam e propoem-se continuar o tratamento médico em casa. A opinião médica, unânime, é que não há quaisquer hipóteses de cura.

Quid juris?

FA

quinta-feira, outubro 21, 2004

Por um canudo

Depois de mais uma jornada da Champions League, mais uma jornada de noticiários televisivos nacionais. Cada vez me convenço mais que o empolgamento dos factos e o exagero jornalísitco são directamente proporcionais à falta de notícias realmente importantes na actualidade nacional.

O Ministro Morais Sarmento afirma que a independência da televisão pública tem que ter limites. Quem, como eu, vive num país em que a televisão pública é a referência de modelo televisivo e em que a sua independência financeira e autonomia editorial é sagrada, pode achar tal afirmação despropositada. Mas não em Portugal. Não quando a RTP concorre com as empresas privadas de televisão e prossegue um modelo comercial para o qual não está talhada. Não quando o dinheiro esbanjado nesse projecto fútil é o de todos os contribuintes. É óbvio que a RTP precisa de antes de tudo que cumprir aquilo a que se destina e que consta na lei: prestar serviço público de televisão.

Enquanto isto os democratas voltam a atacar. Se não nos ouvem. Se nos ignoram. Se não nos deixam entrar. Então que se cuidem que sabemos morder, chamar nomes e até temos o dom da palavra. E a malta aplaude. E a malta horroriza-se. E a malta está com os democratas. E malta augura-lhes um futuro brilhante e cá estará para cobrar a factura.

Ontem passou o Matrix no Channel Five e, agora que escrevo estas linhas, só me lembro do comentário do Agente Smith ao Morpheus acerca do que mais o importunava no mundo virtual. Apetece-me dizer o mesmo do mundo virtual dos telejornais.

FA
OS SUSPEITOS DO COSTUME

Há uma semana, a sessão solene de abertura do ano lectivo em Coimbra foi interrompida pela invasão (obviamente espontânea) da Sala dos Capelos por um grupo de reguilas afectos maioritariamente ao Bloco de Esquerda.
Ontem, a rapaziada resolveu repetir a graça, desta feita com o apoio da Associação Académica.
O reitor chamou a polícia para impedir novo atropelo à Democracia, mas os meninos resolveram protestar, pressionar, persistir na rábula, confrontar e insultar a PSP. Fazem bem. É que já há poucas formas verdadeiramente exaltantes de construir um sólido passado de luta anti-fascista.
Depois das bravatas, das provocações e de manifesto desrespeito pelas instruções da polícia, dizem que foram agredidos. E foram. Que pena.
Como de costume, a comunicação social simpatiza com o folclore pseudo-soixante-huitard dos revoltados e embirra com o legítimo exercício da autoridade por parte da polícia num Estado de Direito Democrático, ainda que esta o faça na defesa da ordem pública e do funcionamento das instituições. Nada de novo.
Como de costume, os suspeitos (do costume), com a cara de pau do costume, vieram repudiar a acção policial e responsabilizar (!!!) o reitor pelo sucedido, invocando o 25 de Abril, a Democracia e outros conceitos que, manifestamente, lhes escapam.
A extrema-esquerda é cada vez mais o Batasuna do movimento estudantil. O costume.

JV

quarta-feira, outubro 20, 2004

À ESQUERDA DO BOM-SENSO

Depois de ter recebido uma petição da comunidade islâmica de Saragoça, o Presidente (socialista) de Aragão pretende mudar o terceiro quartel do escudo oficial da Comunidade Autónoma porque este contém cabeças de mouro cortadas.

Para Marcelino Iglesias «Es algo que nos concierne a todos por sensibilidad, y más teniendo en cuenta el fenómeno de la inmigración que necesitamos integrar y favorecer para beneficiar a todos los aragoneses».
O escudo não é alterado desde 1499.

À ESQUERDA DO BOM GOSTO

A secretária de estado eapanhola das políticas de igualdade (com este nome, nem é preciso dizer de que partido é), solicitou à organização do "Masters Series de Tenis de Madrid" que retirasse as modelos que aí trabalham como apanha-bolas porque considera que "contribuyen a fomentar una clara visión discriminatoria de las mujeres, que aparecen como simples objetos de decoración y divertimento".



Aqui está um exemplo da descriminação.

JV
No bom caminho

A demissão dos juízes-formadores do CEJ é uma boa notícia. É francamente grave quando uma determinada classe afirma em bloco que não questiona a qualidade da pessoa indigitada para um determinado posto mas antes apenas critica o facto dessa pessoa não pertencer à corporação em causa. Por isso é uma boa notícia já que indica que o Governo está disposto a mexer com interesses instalados e preconceitos corporativos. É sempre bom quando estes fenómenos são combatidos, particularmente no meio judicial. Não vou ao ponto de ver nesta nomeação sinais de um mudança radical (absolutamente necessária!!!) no processo de formação de magistrados. Lá chegaremos um dia com pequenos passos corajosos como este.

FA

PS – Disponibilizo-me desde já para dar formação no CEJ numa cadeira de “common law”. Ofertas de emprego para oquintodosimperios@hotmail.com como de costume


JV
Perseguição



Parem de perseguir o Boris. Se o Boris diz que os Liverpolianos são versados na vitimização isso é verdade. O próprio Boris é uma vítima. Da moda, de si próprio, da incompreensão dos outros, por isso deve saber. Tudo bem, quem vive numa cidade daquelas tem o direito a querer ser vítima sem ser incomodado mas não é preciso atacar o Boris. O Boris é, essencialmente, bonzinho. Até para as pessoas de Liverpool o Boris é bom. Até já pediu desculpa – coisa que o Tony Blair, por exemplo, não soube fazer num assunto bem mais sério.

Nem Blair, nem Howard. Boris a PM. Já!

FA