terça-feira, janeiro 31, 2006

SINAIS DE FUMO



É notória a tendência dos socialistas para o irrealismo e para a desconsideração da vontade, qualidades e defeitos das pessoas que dizem servir, preteridas por um povo ideal, projectado, progressista, impolutamente clean, amigo do ambiente e das inenarráveis políticas de género.

José Luis Rodriguez Zapatero, luminária da esquerda ibérica, precursor de inutilidades, implosor de Espanha, verdugo dos fumadores e entusiasta do politicamente correcto deu mostra da sua profunda coerência ao ser apanhado a fumar no seu local de trabalho, em manifesta violação da lei intransigente que fizera aprovar.

Fica provado que Zapatero não só não conhece os espanhóis que (des)governa como nem sequer se conhece.

JV
O índio e a tenda



Niguém poderá, seriamente, discordar que o Hamas tem, por força dos resultados eleitorais, legitimidade para liderar, a partir do parlamento no qual conquistou a maioria, a Autoridade Palestiniana. Seria mesmo curioso investigar, sociologicamente, até que ponto é que a vitória do Hamas se deve à política israelita de retirada dos colonatos judeus que se apressou a considerar uma vitória da sua luta armada.

Contudo, isto não quer dizer, como muito bem refere o João Almeida aqui, que, só por ganharem eleições livres, os terroristas deixam de o ser. O Hamas pode ser muitas coisas mas é (sobretudo? também?) uma organização militante de luta armada e, agora, uma entidade legitimada nas urnas.

A nova legitimidade do Hamas (malgré eux) traz consigo responsabilidade. Para com os que nele votaram e para com aqueles palestinianos que votaram na Fatah e noutros movimentos. Para com o processo de paz. Para com os membros do Quarteto. Para com os financiadores da Autoridade Palestiniana e dos projectos sociais nos territórios em disputa.

Os sinais vindos de Gaza e Ramallah não são bons. O Hamas tem o direito formal de não querer assumir qualquer das responsabilidades que acima referimos. Tem, inclusive, a possibilidade abstracta de continuar a defender a erradicação do Estado de Israel como a sua via para a paz. No entanto, ao fazer isso, tem que assumir a total rotura com o processo em curso e tem, igualmente, que aceitar que os outros países alterem a sua posição em relação ao povo palestiniano e à sua luta.

All bets are off means all bets are off.

FA

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Very boring (em defesa da simplificação fiscal)

Ao contrário do António e do CN não acho que as medidas apresentadas pelo Governo visando a simplificação fiscal estejam erradas. Pelo contrário, tirando a parte das informações bancárias que é, claramente, atentatória do indivíduo, daquilo que li e vi nos telejornais acho que é uma medida potencialmente benéfica para a grande maioria dos contribuintes.

Da minha experiência pessoal enquanto profissional liberal em Portugal e empregado por conta de outrém no Reino Unido (curiosamente a fazer exactamente o mesmo dentro de sociedades em tudo semelhantes!) estive sujeito aos dois modelos: apresentação de contas pelo contribuinte e através da empresa empregadora.

Não acho que a reforma proposta seja um plano malévolo para ocultar a realidade dos pobres contribuintes. Aquilo que acontece aqui em Inglaterra, e não há razão nenhuma para não acontecer em Portugal (se calhar já contece e eu não sei...), é que a empresa entrega em cada mês ao trabalhador um recibo de ordenado em que discrimina o salário base, as deduções para IRS, Segurança Social e plano de pensão, bem como o rendimento e prestações sociais acumuladas no ano fiscal em causa. No fim do ano fiscal analisa-se, através de um relatório que dá pelo nome de P60, toda a nossa situação. Nessa altura acertam-se a contas que houver para acertar com Her Majesty’s Customs & Excise e, se for caso disso, o contribuinte submete uma declaração de rendimentos para (normalmente) pagar mais algum ou (muito raramente) reaver o que é seu.

Podem dizer que o que está em causa é que a máquina fiscal portuguesa não vai dar conta do recado, que as empresas não estão preparadas, que o Estado quer é ter menos trabalho, que não é uma “pessoa de bem”, que o contencioso fiscal não dá garantias, etc. Não sei se esse é o melhor caminho para analisar este tema.

Podemos discutir todas essas questões (a meu ver acessórias) mas a medida em si é benéfica e por isso merece, pelo menos, apoio condicional e sob reserva.

FA
BORING

Portugal não precisa de movimentos cívicos, mas sim de movimentos cínicos.

FMS
Superior Sul



Spooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorting!

FA

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Onde é que assino?

“A direita, realista, limitou-se a ficar contente q.b. com a eleição de Cavaco, pois esta significou mais um passo no longo caminho de afastamento da esquerda.”

“O caminho faz-se passo a passo. Da esquerda para a direita é inevitável uma paragem ao centro. Vamos ver é por quanto tempo.”

“Agora, com a social-democracia de Sócrates e Cavaco em alta, a história pode ser diferente. Já não haverá tanto a preocupação de apostar em males menores, uma vez que os males menores já lá estão. Haverá, pois, alguma calma para poder votar a favor, naquilo que de facto se quer.”

“O liberalismo mitigado deve ser a aposta da direita para os próximos anos. Em Portugal, país onde o Estado continua a ter uma presença asfixiante em quase todas as áreas, não é ideologicamente complicado a um direitista ser liberal. Mesmo os mais puros conservadores se tornam de bom grado liberais. Há muito pouco para preservar. Há muito para liberalizar.”

“Depois de reduzido Estado às suas tarefas fundamentais, depois de as políticas essencialmente de direita passarem a ser prática comum, depois de tudo isso, poderemos, então, voltar a ser conservadores. Conservadores-liberais, bem entendido.”

- Eduardo Nogueira Pinto

FA
DICIONÁRIO POLÍTICO

Movimento de Cidadania - Grupo de pessoas que optaram pelo lado errado nas lutas internas de um partido político e que com esse erro de estratégia hipotecaram as possibilidades de por via daquele se verem compensadas com um emprego.


FMS
Could you repeat that?

“O julgamento de Cristina Maltez, antiga funcionária da Procuradoria- -Geral da República condenada, em Maio de 2005, a quatro anos e meio por burla agravada, vai ser repetido.”

OK. Foram descobertas novas provas? Houve grave irregularidade no julgamento de primeira instância?

“A repetição do julgamento da antiga funcionária da PGR, suspensa em Abril de 2004 na sequência de um processo disciplinar, foi ordenada devido ao facto de haver sessões do mesmo que não estavam correctamente transcritas. Isto porque houve falhas na gravação, em cassetes, de depoimentos que os juízes desembargadores consideraram importantes para apreciar o recurso de Cristina Maltez. "Há partes inaudíveis", disse Teresa Alves Azevedo [advogada de defesa].”

Já não falo do custo político e social que este tipo de situações comporta, mas não haverá ninguém no Ministério da Justiça capaz de fazer as contas e concluir que custa muitíssimo mais ao Estado repetir julgamentos vezes sem conta do que suprir as insuficiências materiais que dão azo a essas repetições?

"É frequente isto acontecer nos tribunais", declarou o causídico de Coimbra [advogado de uma das vítimas de burla].”

Pelos vistos não....

FA
DÚVIDA ACTUAL E PERTINENTE



Hamas vida para além da morte?

JV

segunda-feira, janeiro 23, 2006

EPIFANIA

Tenho amigos que lêem Vital Moreira.

FMS
C'MON BABY LIGHT MY FIRE


Sure, we’ll all live longer if we ban cigarettes. But what about the future of flirting?...

O resto pode ser lido aqui.

DBH
Sour grapes



Já tinha ouvido falar de ganhar o jogo na secretaria. Ficámos agora a conhecer a nova modalidade de tentar ganhar o jogo na mercearia.

“Manuel Alegre diz que o objectivo não foi atingido por décimas”

“Ganhar com 50.6% não é a mesma coisa que ganhar com 56%”

“Cavaco Silva só obteve o voto de cerca de 31% do total de inscritos nos cadernos eleitorais”

“Cavaco Silva ganhou com a menor margem de sempre (0,6%), em todas as eleições presidenciais até agora”

FA
Granda nóia chefe!

Percebe-se e aceita-se que a comunicação oficial do suposto líder da oposição seja interrompida para transmitir a declaração de um dos candidatos derrotados.

Também se percebem as razões (oh, se se percebem!) mas não se pode aceitar que a declaração do primeiro candidato derrotado, com mais de 20% dos votos, seja interrompida para ouvir o Primeiro-Ministro (cujo candidato já tinha falado) dizer umas vacuidades. Sócrates esteve muito mal.

Estiveram igualmente mal as televisões que morderam o isco ainda que (pelo menos) a SIC tenha emendado a mão e transmitido na íntegra a intervenção de Manuel Alegre antes de Cavaco falar.

FA
Coisas que nunca perceberei

Faria, a meu ver, muito mais sentido chamar “Dia da Reflexão” ao dia a seguir às eleições e não ao dia antes. É inevitável que à Segunda-Feira a gente reflicta muito mais no que fez no Domingo. A reflexão é por natureza retroactiva. É muito mais normal pensar, planear e projectar o futuro do que reflectir sobre o futuro. “Ah e tal, queres vir cá a casa reflectir sobre o que vamos fazer no próximo fim de semana?” Não, o verdadeiro dia da reflexão afinal é hoje.

Dito isto, não reflictam muito que ainda se arrependem. A reflexão tem destas coisas.

FA
Dicionário Socrático

Fair-Play - Interromper despudoradamente o discurso do candidato independente que mostrou quão desastrosa foi a noite eleitoral para dizer meia-dúzia de banalidades e tentar, apressadamente, passar a página da história.

Estamos sempre a aprender com o PS.

FA
Dicionário Vital

Inigma - O insondável mistério democrático que se verifica sempre que os eleitores teimam em não fazer as opções que, aos olhos objectivos da sabedoria escolástica, seriam as mais correctas.

Estamos sempre a aprender com o PS.

FA
Remains of the (electoral Sun)day

1. Cavaco ganhou.

2. Alegre ganhou um bocadinho.

3. Jerónimo nem ganhou nem perdeu. Antes pelo contrário.

4. Louçã perdeu um bocadinho.

5. Soares perdeu-se.

6. Sócrates perdeu mas, vendo bem, até é capaz de ter ganho. Analisando melhor, terá razões para estar um pouco arrependido mas, feitas as contas tem o partido e o país na mão... o melhor mesmo é passar à frente e esquecer o pormenor dos resultados.

FA

PS - Marques quem? Ribeiro e quê?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Mientras tanto...



Enquanto que nos divertimos com a eleição do próximo corta-fitas e apelador-mor à serenidade, aqui ao lado, em Espanha, discute-se forte e feio, a propósito do novo estatuto autonómico catalão, o modelo de país para o século XXI.

Alguns excertos do dito como aperitivo:

«Cataluña es una nación»

«La nación catalana ha venido construyéndose en el curso del tiempo»

«Cataluña considera que España es un Estado plurinacional»

«El presente Estatuto define las instituciones de la nación catalana y sus relaciones con los pueblos de España en un marco de libre solidaridad (sic) con las nacionalidades y regiones que la conforman»

«El catalán es la lengua oficial de Cataluña. También lo es el castellano, que es la lengua oficial del Estado español»

«El derecho catalán es aplicado de forma preferente»

FA

PS - link para o PDF do projecto de estatuto.
Being ZPA no último dia de campanha

"Gostava que houvesse um candidato que defendesse uma profunda reforma do Estado em forma de lipoaspiração. Mas não há."

"Gostava que houvesse um candidato que assumisse que o controlo do Estado sobre a economia tem que acabar, porque isso limita profundamente a indispensável liberdade política. Mas não há."

"Gostava que houvesse um candidato que colocasse a Constituição Portuguesa numa prateleira de museu, que percebesse que esta Constituição é factor de atraso, é do passado, é má herança. Mas não há."

Grande post do Zé Pedro Amaral.

FA
A Travessia do Deserto

“Para quando um Lisboa-Dakar dos intelectuais? Os poetas competiam de mota, os prosadores de bicicleta, os filósofos de balão, os críticos de arte iam de patins, os críticos literários "surfavam".... O Saramago ia a pé, o Lobo Antunes de Jaguar, o Eduardo Lourenço de trenó, o José Gil de Peugeot, o EPC ao colo do Mourinho... O Carrilho, se insistisse em ir, ia de ambulância... A Agustina podia ir de burro... Os professores iam à boleia... O Luís Pacheco ia no carro da polícia... Podia ser excitante. No fim publicavam-se vários volumes sobre a aventura e atribuíam-se prémios: esculturas de areia, por exemplo.”
- João Camilo, in Blue Everest

FA
Crossing the great divide

Deus* está mesmo em todo o lado. Bom, pelo menos está aqui e aqui.

FA

* o outro
Domingo à noite

Antecipo muito pranto e algum ranger de dentes.

FA
Nem má sorte, nem má sina

Aquilo que ficou evidente ontem no Pavilhão Atlântico foi falta de visão estratégica. Pensar que se enche uma sala daquelas a uma 5ª feira com umas bandas de música, um candidato presidencial e à base de convocatórias por SMS (ou SOS como diria o Nobre Ancião) é assustadoramente ingénuo. A imagem que passou na SIC Notícias foi desoladora.

Só com uma máquina partidária eficaz é que se consegue uma mobilização do género da que Jerónimo de Sousa conseguiu naquele mesmo espaço. Notem que nem Francisco Louçã se mete nesses carnavais.

Foi a segunda vez nesta campanha que me supreendi com a falta de preparação da campanha de Manuel Alegre. A primeira foi no fraquíssimo debate com Mário Soares, candidato que ontem, apoiado pela máquina sempre eficaz do PS, enecerrou a sua campanha em Lisboa com uma excelente mobilização na antiga FIL.

Será isto fará alguma diferença no Domingo?

FA

terça-feira, janeiro 17, 2006

O SEPARADOR

O Dr. Mário Soares passou boa parte da campanha a explicar que Cavaco Silva não sabia distinguir as competências do Presidente da República das do Primeiro-Ministro e que ele seria um garante da boa interpretação do Princípio da Separação de Poderes. Como prova cabal da bondade desta afirmação, Mário Soares-candidato anunciou aos ansiosos trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo que o governo não tenciona privatizar aquele complexo industrial.
Nada mau.

JV

Faço minhas as palavras do FA, quanto à verdadeira mais-valia do programa e à necessidade de nos conhecermos enquanto povo e nação. Acredito que isso só acontecerá quando formos capazes de perceber o que de nós há nos outros e o que dos outros há em nós. "À solta"? Quem sabe. Livres, pelo menos.
Portugal no Coração

O programa Prós-e-Contras de ontem (a Alma da Nação) valeu, sobretudo, pelas tiradas brilhantes do Prof. Adelino Maltez e os apartes deliciosamente provocatórios do Jacinto Lucas Pires.

Partamos pois em busca desses “Portugueses à Solta” espalhados pelo mundo. Não para os arregimentar, enquadrar ou institucionalizar, mas antes para aprender com eles aquilo que podemos ser.

FA
I thought I saw a "cabala"…



I did, I did, I did!!!

FA

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Não é da BBC



A nova séria da SIC Radical às Terças. Aqui já vai para a 3ª série mas a 1ª série foi claramente a melhor. Um retrato ao mesmo tempo fiel e surreal duma realidade social muito concreta. Neste caso o bairro social de Chatsworth em Manchester mas que podia muito bem ser a Bela Vista em Setúbal.

Não tem o selo de qualidade da BBC mas leva, em contrapartida, o selo de aprovação aqui do Quinto dos Impérios.

FA

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Há fins de semana assim


Fulham 1 - Leyton Orient 2


Braga 3 - Sporting 2

O único momento futebolístico de relevo este fim de semana foi o cântico improvisado pelos “scousers” quando o Luton FC deitou a perder uma vantagem de 3-1 sobre os campeões da Europa, Liverpool, em jogo para a Taça de Inglaterra: “Three One, and you f#%&d it up! Three One, and you f#%&d it up…” (ao som do refrão do Go West dos Pet Shop Boys)

FA
Quem semeia ventos



O PSOE de Zapatero (será mesmo dele?) parece continuar apostado em conduzir a Espanha para a crise e para a secessão.

Ainda a propósito do Estatuto Autonómico (não será mais uma declaração de independência!) da Catalunha, o ministro da Defesa demitiu um general do exército Espanhol e colocou-o sob prisão domiciliária por ter expressado publicamente uma opinião política que, ao que tudo indica, não será só dele. O meio castrense impacienta-se com os meandros politiqueiros? (ver aqui e aqui)

Será que a betandwin.com aceita apostas para o local e a data do próximo pronunciamento militar?

FA

sexta-feira, janeiro 06, 2006

O Cacique

Ele oferece o seu avião e manda os seus capangas acompanhar o chefe de estado eleito de outra nação (soberana?).

Ele interfere, directa e indirectamente, na campanha eleitoral doutro país da região.

Ele faz alusões anti-semíticas num mimetismo preocupante da pose moralista dessoutro “freedom fighter”, Mahmoud Ahmadinejad.

Ele ainda merecerá o benefício da dúvida? Pronunciem-se aqueles que lho deram no passado.

FA

quarta-feira, janeiro 04, 2006

SÉRIE OUTROS POSTS

TEMPOS VERBAIS #3

O pretérito mais-que-prefeito

"Assistimos à divina tragédia, como se fôramos, no progidioso quadro, os últimos personagens póstumos do mestre"
(Teixeira de Pascoaes, VE, 193.)

Afirma a Nova Gramática do Português Contemporâneo, este tempo indica uma acção que ocorreu antes de outa acção já passada.

DBH
SÉRIE OUTROS POSTS III

TEMPOS VERBAIS #2
O pretério imperfeito


"Quando eu não a esperava, e ela aparecia, o coração vinha-me à boca, dando pancadas emotivas"
(Luís Jardim, MP, 36.)

Segundo dizem Lindley Cintra e Celso Cunha, este tempo verbal designa um facto passado mas não concluído.

DBH
SÉRIE OUTROS POSTS II

TEMPOS VERBAIS #1
O futuro do pretérito simples


"O nosso amor morreu... Quem o diria?"
(Florbela Espanca, Sonetos, 168)

Ensina-nos Lindley Cintra e Celso Cunha que pode ser usado em certas frases interrogativas e exclamativas,para denotar surpresa ou indiganação.

DBH
SÉRIE OUTROS POSTS




"You have proved it is a very moral habit."
-Benjamin Disraeli to Colonel Webster after the latter complained that pipe smoking had prevented more illicit liaisons than fears of duels or divorce

DBH
VIVER SOZINHO...

Henderson: You live here all alone?
Otis B. Driftwood: Yes. Just me and my memories. I'm practically a hermit.
Henderson: Oh. A hermit. I notice the table's set for four.
Otis B. Driftwood: That's nothing - my alarm clock is set for eight. That doesn't prove a thing.

Henderson: What's a hermit doing with four beds?
Otis B. Driftwood: Well, you see those first three beds?
Henderson: Yes.
Otis B. Driftwood: Last night, I counted five thousand sheep in those three beds, so I had to have another bed to sleep in. You wouldn't want me to sleep with the sheep, would you?

A Night at the Opera (1935)

DBH
WHO KNOWS?

ANA KARENINA


"The French fashion--of the parents arranging their children's future-was not accepted; it was condemned. The English fashion of the complete independence of girls was also not accepted, and not possible in Russian society. The Russian fashion of matchmaking by the officer of intermediate persons was for some reason considered disgraceful; it was ridiculed by everyone, and by the princess herself. But how girls were to be married, and how parents were to marry them, no one knew." Book 1, Chapter 12, pg. 49

DBH
The Axis



Não sei muito bem se as pessoas que normalmente dão tanto desconto ao governo Venezuelano de Chávez se dão conta do que o “presidente-comandante” realmente pretende.

Aquando da visita a Caracas do neófito presidente da Bolívia, Evo Morales, o hóspede Chávez promete mundos e fundos ao seu novo aliado: petróleo em troca de produtos agrícolas, doações a fundo perdido - “nem penses em pagar-me um tostão” diz o generoso comandante ao “star struck” campesino do Altiplano andino.

Fica clara, demasiado clara, a intenção de Chávez de criar uma rede clientelar de estados sul-americanos pagos com os petro-dólares venezuelanos. Não menos assustadora é a convergência de interesses com o Irão cujo iluminado e vanguardista presidente Ahmadinejad já se propôs enviar para La Paz uma comissão de apoio ao desenvolvimento...

Será que os bolsos dos governos de Teerão e Caracas são suficientemente fundos para tamanha generosidade? As suas boas intenções já sabemos que são apenas superficiais.

FA

terça-feira, janeiro 03, 2006

Biblical sense?

Ela: Se não fosse o blog não te conhecia.

Ele: Nem sabia que lias o blog... Mas nós já nos conhecemos há mais de dois anos.

Ela: Sim, mas não pessoalmente!

FA
Será?

É mesmo! Um post do nosso DBH. Se não temessemos as consequências diríamos mesmo que estaria para cair um santinho do altar. Mas como somos tementes damos apenas graças a Deus (e a V/ Senhoria) por termos sido agraciados com tão distinta visita. De peso diriam alguns. Nós não.

FA

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Mas há mulheres que não sabem...

"E Deus e o homem sabem a importância que a comida tem nas relações afectivas." Diz quem sabe. CCS neste caso, a quem desejamos um óptimo 2006.

DBH

quarta-feira, dezembro 28, 2005

Ainda antes do fim de ano

Mais um mito que chega ao fim em 2005: o da qualidade do sistema nacional de saúde cubano. Diziam-nos que, apesar das dificuldades, do bloqueio, com abnegação e coragem os médicos cubanos faziam das tripas coração e garantiam ao povo uma qualidade nos serviços de saúde de fazer inveja ao mundo capitalista. Afinal parece que não.

Um amigo meu, leitor deste blog por sinal, podia ter morrido por causa da negligência médica não de um mas de três médicos cubanos. Os altamente qualificados, treinados e politizados clínicos da revolução não lhe conseguiram diagnosticar, em três consultas diferentes, um "simples" pneumo-torax contraído num mergulho com garrafa. Deixaram-no até voar de regresso a casa com um pulmão colapsado à mercê de uma qualquer despressurização na cabine.

A negligência grosseira (criminosa?) dos médicos cubanos só não teve consequências mais nefastas porque, dado que os sintomas não desapareciam (o que não é de estranhar já que um pulmão não estava a funcionar!!!!!), os médicos dos HCL de quem tanta gente diz tanto mal foram rápidos no diagnóstico e eficientes na cura.

Falam, falam...

FA

quinta-feira, dezembro 22, 2005

Hamlet para principiantes



Enquanto o país discute os próximos projectos faraónicos e se entretém com debates improfícuos nos quais se repetem as mesmas perguntas e se desculpam os mesmos candidatos pelos mesmos excessos e incoerências, a economia recusa em dar sinais de retoma. Os sindicatos ameaçam arruinar as empresas onde os seus representados que não eles trabalham. A serra da Estrela arde em pleno Dezembro. E, mais grave que tudo isso (ou será: por causa de tudo isso?), o Benfica é levado ao colo com golos ajeitados à mão.

FA

terça-feira, dezembro 20, 2005

Falta de nível

A prestação de Soares está quase quase a conseguir convencer 300,000 indecisos, da direita à esquerda, a votar em Cavaco.

Sem vergonha. Demagógico. Contraditório. Confuso. Quesilento. Oco. Majestático. Soares no seu melhor!

FA

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Imperialismo no seu pior



“Nós estamos aqui obrigadas pelos imperialistas americanos que isto de votar é um hábito muito mau que eles andam a espalhar por aí. Malandros!”

FA
Pasta Medicinal Couto



A pergunta que anda nos teclados de toda a blogosfera: foi bonita a festa, pá?

FA

quinta-feira, dezembro 15, 2005

MENOS SECTORES DE ACTIVIDADE, MENOS CAPITALISMO

Hoje de manhã, Odete Santos comentava na Sic Notícias os títulos dos jornais do dia. Instada a discorrer sobre a problemática da legalização da prostituição, lembrou qualquer coisa como o aumento de empresários do sector que na Alemanha se verificou a partir de tal medida. Bem me parecia que o problema da esquerda não são as mulheres. São os empresários.

FMS

quarta-feira, dezembro 14, 2005

CONVERSAS DE ALCOVA - 6


Mário Soares, o tal com quem os portugueses podem dormir descansados, reitera que não dormirá descansado se Cavaco ganhar. Alegre replica que se alguém dorme descansado nas mais diversas circunstâncias é o Dr. Mário Soares.
Que canseira.

JV
Voices of freedom that light the way


Prémio Sakharov

O regime de Fidel Castro não vai permitir que representantes do “movimento” Damas de Blanco se desloquem à Europa para receber o prémio Sakharov. As Damas de Blanco são familiares de dissidentes políticos presos em Cuba durante a Primavera Negra de 2003.

O grupos socialista no Parlamento Europeu, por seu lado, parece que não irá permitir o envio de uma delegação de euro-deputados a Cuba para fazer a entrega do prémio em mão.

FA
Investimentos Públicos, Desperdícios Privados

Para o Professor Vital Moreira os investimentos públicos dividem-se em despesas produtivas e despesas improdutivas. Exemplo de uma despesa produtiva será o TGV Lisboa-Madrid. Exemplo de uma despesa improdutiva, a compra de submarinos para a Marinha de Guerra.

Para além de não perceber muito bem como é que um investimento cujos prejuízos (previstos, fora os “imprevistos”!) dariam para comprar uma frota de submarinos e até, quem sabe, um porta-aviões se pode classificar de “produtivo” assalta-me uma dúvida.

E os custos com a comissão comemorativa dos 100 anos da república a que o professor preside? Se calhar há uma terceira categoria de despesas que o professor se esqueceu de analisar?

Productivity is in the eye of the beholder?

FA
Ainda não chegámos a Havana

A propósito dos vôos da nova companhia aérea americana (aka CIA) e da relutância do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (aka Freitas) em “condenar” os Estados Unidos (aka O Império) por práticas de tortura na ausência de provas nesse sentido, o Paulo Gorjão (aka O Bloguítico) vem relembrar a blogosfera “do que foi escrito nos blogues e na comunicação social quando foi conhecida a escolha de Freitas do Amaral para ministro dos Negócios Estrangeiros. Aparentemente, o Carmo e a Trindade iriam desabar nas semanas seguintes.”

E remata, “Freitas do Amaral tem aquilo que se convencionou designar sentido de Estado. Por muito que custe a alguns admitir esse facto.”

OK. Fazemos assim. A gente aceita que o Freitas tem sentido de Estado (aka olho para a política) se o Paulo aceitar que o que às vezes falta ao Freitas é o sentido do ridículo (aka vergonha na cara).

Parece-me justo.

FA

terça-feira, dezembro 13, 2005

El titiritero de Caracas

Chávez está regalando petróleo a las naciones insulares del Caribe y a Cuba y está comprando deuda argentina para contribuir al futuro político de Néstor Kirchner. El mes pasado, en Mar del Plata (Argentina), Chávez participó abiertamente en una manifestación contra el Área de Libre Comercio de las Américas (ALCA) en compañía de, entre otros, Evo Morales, el líder de los productores de coca de Bolivia, que bien podría convertirse en el próximo presidente de ese país.

De igual forma, Chávez está apoyando claramente a Daniel Ortega, el sempiterno candidato presidencial sandinista de Nicaragua, y a Shafick Handal, el igualmente sempiterno candidato del FMLN en El Salvador. Su ex embajador en México participaba abierta y ruidosamente en los mítines de la campaña presidencial del jefe de Gobierno de la Ciudad de México, Andrés Manuel López Obrador.

Parece haber un hilo conductor en gran parte de la política exterior de Chávez: provocar una gran confrontación con los Estados Unidos. (…) El reto está en evitar la confrontación que Chávez claramente desea.

Las demás naciones del hemisferio tienen un interés directo en impedir una lucha que las obligaría a tomar partido y podría amenazar sus intereses económicos y de seguridad nacional. Aunque muchas de las posturas de Chávez han encontrado apoyo en algunos países latinoamericanos, las divisiones que él y la Cuba de Castro han creado en América Latina -entre izquierda y derecha, entre los que apoyan el libre comercio y los «bolivarianos», entre los que están a favor y en contra de Estados Unidos- son artificiales en gran medida, y por supuesto no es imposible superarlas.

Ciertamente, muchos líderes latinoamericanos han intentado moderar y controlar a Chávez y han fracasado. Pero el costo de no intentarlo de nuevo podría ser muy alto. La última vez que hubo una confrontación entre líderes revolucionarios y Estados Unidos en América Central en la década de los ochenta, todos perdieron. Una nueva división del hemisferio, creada por un líder que nada en petróleo, sería mucho más desastrosa.
- Jorge Castañeda no ABC de hoje

FA

segunda-feira, dezembro 12, 2005

O Candidato e o Outro

Missão ingrata para Manuel Alegre. Forçado a discutir questões que, manifestamente, não fazem parte do que seria um debate presidencial normal. Confrontado, legitimamente, com opções que fez enquanto deputado que, de alguma maneira, fragilizam a sua auto-caracterização como candidato supra partidário. Manifestou, surpreendentemente, uma falta de preparação confrangedora para o debate com um não-candidato de discurso contestatário fácil e demagógico.

Onde ficou a questão que se impunha a Francisco Louçã quando defendeu a dissolução da Assembleia Legislativa Regional da Madeira? Dissolvida a ALR, o que faria o Presidente Louçã se o PSD-M ganhasse depois as eleições?

FA
Lo5

E de repente, após alguns anos sem contacto, lê o perfil dela e descobre que cita Nicholas Sparks, ouve U2 e gosta do Titanic.

FMS

domingo, dezembro 11, 2005

Nem só de futebol vive o Homem



É fundamental deixar aqui uma palavra de apreço e reconhecimento à Selecção Nacional de Rugby Sevens. Mais uma prestação altamente digna. Mais uma mão cheia de exibições ao mais alto nivel. Amadores? Tomara muitos desportistas profissionais...

FA

sábado, dezembro 10, 2005

Feios, Porcos e Maus

Debate interessante no Arte da Fuga a propos da vida pecaminosa da Sra. Bachelet que, ao que parece, se prepara para ser eleita Presidente do Chile. Terão os Chilenos perdido a fé, a cabeça ou será que catolicismo e machismo não são afinal irmãos inseparáveis? Vão lá ver o debate que vale a pena.

FA

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Não regular bem

A propósito das competências da recém-criada Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ver as dúvidas e as respostas quanto à regulação dos blogs neste post do Atrium.

A disposição jurídica em causa (para o que nos interessa aqui) é a seguinte:

“Estão sujeitas à supervisão e intervenção do conselho regulador todas as entidades que, sob jurisdição do Estado Português, prossigam actividades de comunicação social, designadamente
as pessoas singulares ou colectivas que disponibilizem regularmente ao público, através de redes de comunicações electrónicas, conteúdos submetidos a tratamento editorial e organizados como um todo coerente.”

Aqui no Quinto temos um problema jurisdicional interessante: i) o nosso blog, tem dias em que “vareia” e a qualidade é a que é mas é, essencialmente, escrito em português; ii) muitas vezes falamos de temas relacionados com Portugal mas muitas vezes não; iii) não conhecemos os simpáticos senhores do Blogger que nos deixam escrever aqui mas quer-nos parecer que não serão portugueses nem os seus servidores estarão em Portugal; iv) os 5 rapazes que aqui escrevem (alguns muito de vez em quando mas enfim...) são, que eu saiba, todos cidadãos portugueses mas pelo menos dois vivem fora do país e um, não tarda, terá igualmente cidadania britânica. Quid juris?

Mais do que “tratamento editorial” ou “todo coerente” (os advogados com termos destes vão ter um “field day”!) a questão essencial que importa esclarecer é a seguinte: Quem está “sob jurisdição do Estado Português”? O blog (depois se aferindo quem o possibilita do ponto de vista técnico, a quem pertence, quem é responsável pelos seus conteúdos, etc.) ou os bloggers individualmente considerados (cidadãos nacionais ou residentes no país)?

Apesar de essa ter sido uma questão criminal e não regulatória, sempre estou para ver o que se teria passado (se é que se teria passado algo) no caso do blog “Do Portugal Profundo” se o seu autor fosse anónimo, estrangeiro ou residente fora de Portugal.

Em todo o caso, e ao cuidado dos senhores da ERC enquanto pensam nestes temas que estou certo lhes tem tirado o sono, fica aqui o recado de que pelo menos a falange Inglesa do Quinto não quer ser regulada por eles. Portanto, quando eu aqui escrever, nos braços da pérfida Albion, façam p.f. como o resto das pessoas e assobiem para o lado.

FA
Pergunta estúpida do dia



Ontem, enquanto eu me matava a trabalhar na Bifolândia, que feriado oficial é que se celebrava no Portugal republicano e laico?

FA

quinta-feira, dezembro 08, 2005

JERÓNIMO, A DIZER O MESMO DESDE 1976

Antes mesmo de promulgada, a Constituição que temos vindo a elaborar começa a ser invocada como pedra de toque da legalidade em Portugal. E ainda bem que assim é. Lamentavelmente, porém, há quem pegue na Constituição para voltar dos pés para a cabeça as suas disposições.
06.02.1976

JV
ASSIM SE VÊ A FORÇA NÃO SEI DE QUÊ

Jerónimo de Sousa explicou que os constituintes não deixaram a Constituição em cima do muro. Ainda bem. O muro caiu (em cima do PCP) e, várias revisões depois, a Constituição tem-se aproximado do lado certo. Mas ainda não chega.
Mário Soares, por seu lado, descobriu que a Constituição tem áreas irrealistas. Mais vale tarde que nunca.

JV
BREAKING NEWS



Mário Soares enfrenta a fúria da múmia de Lenine.

JV
CRITÉRIO JORNALÍSTICO

A maioria dos órgãos de comunicação social optou por falar da vida e morte de Snu Abecassis e do seu companheiro quando se esperava que recordassem toda a vida e obra de Sá Carneiro e Amaro da Costa. Prioridades.

JV
SEPARADOS À NASCENÇA

O candidato Anacleto comparou Condoleeza Rice a Salazar. Aberto o precedente, há que dizer que Louçã é a cara chapada de Idi Amin Dada.

JV
Olhe que não doutor



O persuasor escondido enganou-se na citação do GRANDE Agostinho (vénia) o que Ele (vénia) realmente disse foi: "Acredito no Quinto dos Impérios, porque senão o acto de viver era inútil.”

Nós, por evidente modéstia, não iríamos tão longe mas ficamos sensibilizados.

A Gerência
Há que dizê-lo com frontalidade



O Benfica mereceu ganhar ontem sobretudo por uma primeira parte de grande nível. Boa sorte no oitavos de final.

FA

PS - Isto foi para compensar “she who must be obeyed” por ontem estar “a não apoiar” o Benfica (o que é completamente diferente de estar contra o Benfica mas enfim...).
Pergunta estúpida do dia



Eu até já ouvi falar do “filósofo-rei” mas alguém é capaz de me apontar o fundamento filosfófico-político do “poeta-presidente”?

FA

John Lennon
1940 - 1980

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Ainda o Evening Standard de hoje



Diane Abbott (Labour MP por Hackney North & Stoke Newington) questiona hoje num artigo de opinião se Condoleezza Rice é um “black role model”. Infelizmente, apesar de ser “professor of Political Science” em Stanford, “Fellow” da Academia Americana para as Artes e Ciências, de ter vencido as dificuldades inerentes às suas origens humildes e de ser, por mérito próprio, uma das dez pessoas mais poderosas do mundo, a conclusão parece ser que não.

Tirando uma admiração capilar (“I am lost in admiration to see her after 12-hour flights (…) step confidently down aircraft steps with hair so well groomed it could have come out of a commercial”) parece que o simples facto das ideias e princípios defendidos por Condi serem diferentes dos seus (de Abbott) impedem o epíteto de exemplo a seguir.

Isto diz muito. Senão dos preconceitos raciais pelo menos dos preconceitos “esquerdistas”.

FA
Vespertino - Read all about it!



Capa do Evening Standard: 3-1 CAMERON - Tory new boy David floors Goliath Blair at his first Prime Minister's Questions

"This approach is stuck in the past and I want to talk about the future. He was once the future..."

"It's only our first exchange and already the Prime Minister is asking me the questions."

FA
"Democracia" plena à vista



O Parlamento Venezuelano já quase só tem deputados apoiantes da revolução bolivariana (ainda me hão de explicar porque é vão repetir uma revolução que, pelos vistos, à primeira não deu bons resultados). Em breve a Constituição da Venezuela deixará de impôr qualquer limite ao número de mandatos sucessivos do Presidente (nada que o Super-Mário não se tenha também lembrado!). O poder judicial está cada vez mais na mão dos políticos. A imprensa praticamente paralizada pela censura e o medo.

Está quase lá.

FA
Seus marotos



Os "jovens" responsáveis pelos distúrbios em França custaram ao seu (malgré eux) país a módica quantia de 200 milhões de Euros. Isto corresponde apenas aos montantes segurados o que, obviamente, não inclui os prejuízos a bens não-segurados bem como todos os danos não-patrimoniais e os custos associados aos aumentos dos prémios de seguro que se seguirão.

Ai a juventude de hoje...

Enfim, mandamos a factura ao Sarkozy ou à Clara Ferreira Alves?

FA
Pergunta estúpida do dia

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(imagem roubada ao Blasfémias)

Porque é que o Irão, quarto produtor mundial de petróleo e segundo maior exportador da OPEP, precisa de tecnologia nuclear?

FA

terça-feira, dezembro 06, 2005

Ladies and gentlemen



Já foi escolhido o próximo Primeiro Ministro Britânico. Chama-se David Cameron e é cá dos nossos.

FA
MNE, a gente se vê por aqui

A moralização começa agora. Não, esperem um bocadinho............. agora.

Bem vinda, Maria, a terras de S.M. Britânica.

FA
Venha o segundo round

Forcei-me ontem à noite a assistir ao debate entre Cavaco Silva e Manuel Alegre na SIC. Não porque pense ser capaz de me convencer a votar Cavaco (apesar dos esforços de muito boa gente!) mas mais pelo vício da política. Pela polémica vulgar. Pela retórica vazia. Pela análise exaustiva e cansativa dos comentadores de serviço. Na expectativa de ver gaffes ou mesmo amuos de circunstância (Carrillho, volta, estás perdoado!).

Desse ponto de vista o debate foi aquilo a que se pode chamar “uma verdadeira seca”. Para mim, que não faço tenções de votar em qualquer dos candidatos do arco democrático (só me apanhariam nas urnas à segunda volta para evitar que o camarada Jerónimo ou ou franciscano Louçã chegassem a Belém, e mesmo aí...), o debate não serviu para muito.

Duvido até que tenha sido esclarecedor para os eleitores interessados em escolher o seu candidato. Qualquer um deles saiu-se bem (reconheçamos que o modelo ajuda a isso) e dificilmente alguém terá mudado de opinião ontem à noite.

Em todo o caso, desde quando é que os debates servem para isso? E as audiências? E o entertenimento? Deixem vir o Super Mário que ele já vos mostra como é que se faz.

FA

domingo, dezembro 04, 2005

Dá Deus Nozes

Tivéssemos nós 1/5 do petróleo do Dubai ou mesmo de Oman... Isso é que havia de ser TGVs, Aeroportos e construção civil de fazer inveja ao mundo inteiro. Isso é que era!

FA
Vestígios do Império


Forte Português em Muscat (séc. XVI)

FA

quinta-feira, dezembro 01, 2005

PARABÉNS A VOCÊ...

NUNCA MAIS COMEMOS MATUTANOS!

A quem celebra a Independência Nacional em Bruxelas. Parabéns JV.

DBH

terça-feira, novembro 29, 2005

DEAR MISS STILL,



Se vir, do primeiro ao último disco, a Complete Series do Brideshead Revisited que adquiriu na bela Londinium e, ainda assim, se não descobrir ou transformar numa snobíssima mulher de direita, considere-se um caso irremediavelmente perdido, darling.

FMS

sábado, novembro 26, 2005

DIREITO À INDIGNAÇÃO

Francisco Louçã criticou o uso de política rasteira pelos outros candidatos. Faz sentido. É sabido que sempre a quis só para ele.

JV
25 e 26 de Novembro de 1975



Mama Sume

sexta-feira, novembro 25, 2005

Simply George (1946-2005)



“I spent a lot of money on booze, women and fast cars. The rest I just squandered” - George Best

FA
NOVEMBRO É EVOLUÇÃO



JV
It was thirty years ago today

“E eu agora, é pá, vou almoçar, pá...” - Almirante Pinheiro de Azevedo

FA

quinta-feira, novembro 24, 2005

Art and the City



Hoje de manhã fui tomar café enquanto o meu edifício era evacuado de acordo com os exercícios semenstrais de “healf and saf’dy”. Fui ali ao Art Café mesmo ao lado do “Gherkin” e do edifício do Lloyd’s of London.

Interessante a exposição “the beautiful and the damned” de Henry Hudson e Stella Vine. Gostei particularmente do quadro acima. Quem são eles?

FA
THIS WILL DO, THANK YOU



O último de Maria Filomena Mónica é um achado irresistível neste nosso sensaborão mundo editorial. Tanto pela elegância da escrita e perspicácia das análises, como pela forma presunçosa e desabrida (numa só palavra feia: aristocrática) com que se lançou na empreitada e espicaça o voyeur que há em cada um de nós. Apenas um reparo. Na introdução, diz-se que este é um livro difícil numa sociedade "conservadora, hipócrita e católica". Se calhar. Mas eu, apelando à cultura em que a própria Maria Filomena Mónica se educou, gostaria de lembrar um ou outro exemplo em que um ambiente conservador e hipócrita* gerou o que agora a autora nos ofereceu:



*Nos dois primeiros casos, nem a palavra "católico" fica deslocada.

FMS
NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA



Jerónimo de Sousa defende a dissolução da NATO.

JV

terça-feira, novembro 22, 2005

Freitas do Amaral?



Não estou a ver.

FA
30 Anos de Reinado



Numa altura em que o divisionismo Catalão volta a ameaçar a estabilidade do país vizinho, a pergunta impõe-se: terá a Espanha esquecido quanto deve a Juan Carlos e à monarquia?

FA