domingo, maio 28, 2006

"Righteousness is easy in retrospect"
(Arthur Schlesinger, Jr.)



O metropolitano de Lisboa está prestes a ser atacado em vários pontos por uma rede terrorista à hora de ponta. A única maniera de evitar este desfecho trágico é:

1) torturando um membro da rede terrorista entretanto capturado em flagrante delito; ou,

2) violando uma convenção internacional que impede a detenção dos suspeitos em causa (cidadãos estrangeiros) por mais de 24 horas sem serem apresentados a juízo; ou,

3) desrespeitando os direitos humanos do "cérebro" da operação (contra quem não há provas de qualquer envolvimento!) prendendo-o e não o deixando comunicar com ninguém durante vários dias.

E a Fernanda Câncio como é que responderia a estes diferentes dilemas? Já agora, anda de metro? E mais, ainda se lembra onde estava às 9 da manhã do dia 7 de Julho de 2005? Eu sim.

FA

sábado, maio 27, 2006

San Isidro 2006

Sebastián Castella

Foi preciso vir viver para Londres para, graças aos milagres da tecnologia, assistir a quase todas as corridas da feira de San Isidro em Madrid.

Não têm sido más as corridas mas ando é a ver se vejo a Rita nos grandes planos da assistência. Rita, que tal um daqueles cartazes "NQdI, Estou Aqui"?!

FA
Triénio



Eu sei, eu sei, a produção dos "bloggers imperialistas" não tem sido aquela que os nossos milhares de leitores desejariam. Pronto, centenas... Vá, dezenas e não se fala mais nisso...

Em todo o caso sempre são três anos e cabe agradecer os votos de parabéns do André, do António, da Charlotte, do César, do Luis, do Mário, e os demais que o Technorati não acusa.

FA

domingo, maio 21, 2006

É MUITO AZAR



Estar fora do país precisamente quando, em Lisboa, acontecem a cow parade e a a reabertura do Campo Pequeno.

JV

sábado, maio 20, 2006

On the go



THE SPINTO BAND - NICE AND NICELY DONE

FA
Friedrich August von quem?

SOCIALIST
You have two cows.
The government takes one and gives it to your neighbour.
You form a cooperative to tell the others how to manage their cows.

COMMUNIST
You have two cows.
The government seizes both and provides you with milk.
You wait in line for hours to get it.
It is expensive and sour.

CAPITALISM, AMERICAN STYLE
You have two cows.
You sell one, buy a bull, and build a herd of cows.

BUREAUCRACY, AMERICAN STYLE
You have two cows.
Under the new farm program the government pays you to shoot one, milk the other, and then pours the milk down the drain.

DEMOCRAT
You have two cows.
Your neighbour has none.
You feel guilty for being successful.
Barbara Streisand sings for you.

REPUBLICAN
You have two cows.
Your neighbour has none.
So?

AMERICAN CORPORATION
You have two cows.
You sell one, lease it back to yourself and do an IPO on the 2nd one.
You force the two cows to produce the milk of four cows. You are surprised when one cow drops dead. You spin an announcement to the analysts stating you have downsized and are reducing expenses.
Your stock goes up.

FRENCH CORPORATION
You have two cows.
You go on strike because you want three cows.
You go to lunch and drink wine.
Life is good.

JAPANESE CORPORATION
You have two cows.
You redesign them so they are one-tenth the size of an ordinary cow and produce twenty times the milk.
They learn to travel on unbelievably crowded trains.
Most are at the top of their class at cow school.

GERMAN CORPORATION
You have two cows.
You engineer them so they are all blond, drink lots of beer, give excellent quality milk, and run a hundred miles an hour.
Unfortunately they also demand 13 weeks of vacation per year.

ITALIAN CORPORATION
You have two cows but you don't know where they are.
While ambling around, you see a beautiful woman.
You break for lunch.
Life is good.

RUSSIAN CORPORATION
You have two cows.
You have some vodka.
You count them and learn you have five cows.
You have some more vodka.
You count them again and learn you have 42 cows.
The Mafia shows up and takes over however many cows you really have.

TALIBAN CORPORATION
You have all the cows in Afghanistan - which are two.
You don't milk them because you cannot touch any creature's private parts.
You get a $40 million grant from the US government to find alternatives to milk production but use the money to buy weapons.

IRAQI CORPORATION
You have two cows.
They go into hiding.
They send radio tapes of their mooing.

POLISH CORPORATION
You have two bulls.
Employees are regularly maimed and killed attempting to milk them.

BELGIAN CORPORATION
You have one cow.
The cow is schizophrenic.
Sometimes the cow thinks she's French, other times she's Flemish.
The Flemish cow won't share anything with the French cow.
The French cow wants control of the Flemish cow's milk.
The cow asks permission to be cut in half.
The cow dies happy.

FLORIDA CORPORATION
You have a black cow and a brown cow.
Everyone votes for the best looking one.
Some of the people who actually like the brown one best accidentally vote for the black one.
Some people vote for both. Some people vote for neither. Some people can't figure out how to vote at all.
Finally, a bunch of guys from out-of-state tell you which one you think is the best-looking cow.

CALIFORNIA CORPORATION
You have millions of cows.
They make real California cheese.
Only five speak English.
Most are illegals.
Arnold likes the ones with the big udders

FA

quinta-feira, maio 18, 2006

Regime das Incompatibilidades

Ser bloguista num blogue com três anos é bastante incompatível com ter um filho de três meses.

FA
OLHA QUE NÃO

Já eras pessoa.

JV

terça-feira, maio 16, 2006

EU, POR EXEMPLO, GOSTO MUITO DE NASCER EM VISEU. MAS HÁ 26 ANOS QUE NÃO TENHO TIDO OPORTUNIDADE. E, DA ÚNICA VEZ QUE A TIVE, NÃO ERA AINDA PESSOA


FMS

sábado, maio 13, 2006

E PRONTO

Andamos há três anos nisto.
Mesmo quando andamos pouco.

JV

quarta-feira, maio 10, 2006

CENAS DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA - 19: o belga

Sem delongas ou intróitos, quatro diálogos esclarecedores.




- Não pode passar.
- Porquê?
- Porque está aí uma barreira.
-Sim, eu vejo a barreira, mas por que é que não posso passar?
- Porque está aí a barreira.
- (Irritado) Eu já percebi que está aí uma barreira mas por que é que ela está aí?!
- C'est la barrière, c'est la barrière...

- (Pergunta a um polícia) Posso estacionar aqui?
- Se houver algum sinal a indicar que não pode, não pode. Se não houver, pode.


- Quanto custa um bilhete para Munique?
- O serviço de informações está fechado, aqui é a bilheteira.
- Vende bilhetes, certo?
- Certo.
- Então qual é o preço de um bilhete para Munique?
- Vai comprar?
- Depende do preço.
- Então não posso dar-lhe essa informação.
- Porquê?!
-Porque eu vendo bilhetes, não dou informações. E as informações estão fechadas. Venha cá amanhã antes das 18.

- (ao telefone) Tenho uma fuga numa torneira, quando é que cá pode vir?
- Para a semana dá-lhe jeito?
- Não! Tenho uma fuga numa torneira! Não posso esperar tanto tempo!
- Então vou aí amanhã depois da uma, que hoje já é muito tarde (eram 4 horas).
- (No dia seguinte, às 2 e meia da tarde) Tenho estado à sua espera.
- Sim, mas eu disse que chegava depois da uma.
- Precisamente, são duas e meia! A que horas tencionava vir?
- Por volta das 4.
- Ouça, eu tenho uma fuga numa torneira há vários dias, importa-se de vir JÁ?!
- (Às três e meia, em casa) Já percebi qual é o problema.
- Então?
- É exactamente aquilo que me disse ao telefone: uma fuga na torneira.
- E?
- Agora vamos ter que marcar outro dia para eu a vir arranjar.


JV
NQdI - Sector 1



A barra de ouro é nossa.

JV

sábado, maio 06, 2006

terça-feira, maio 02, 2006

IN SECULO SECULORUM

Alguns leitores mais atentos fizeram o favor de notar que este blog não é actualizado desde o Domingo de Páscoa.

Não é fácil, para conservadores com um alto índice de culpa judaico-cristã, retirar a imagem de Cristo Ressuscitado do início da página. No entanto, e bem passada a Pascoela e o S. George´s day, lá esperamos voltar a escrever neste esquecido blog.

DBH

domingo, abril 16, 2006

sexta-feira, abril 14, 2006

segunda-feira, abril 10, 2006

sábado, abril 08, 2006

Arrumar a casa



Agora que os Imperialistas Acidentais à boa casa tornam, convinha dar uma arrumadela aqui no estabelecimento.

Sugestões para oquintodosimperios@hotmail.com comme d'habitude.

FA
Bom perder

O Sporting perdeu. Podia ter ganho, mas perdeu. Simples.

Lembrei-me das palavras do Mourinho quando disse que num campeonato ganha a melhor equipa. Isso é verdade em Inglaterra e, cada vez mais, é também verdade em Portugal.

All things being equal (e este considerando tem que se lhe diga no epifenómeno futebolístico português!) a melhor equipa ganhará o campeonato 2005-2006. Tudo indica que será o FC Porto.

To the victor the spoils. To the vanquished the honour.

Para o ano há mais.

FA

sexta-feira, março 31, 2006

De quem é a culpa afinal?



Sheila: Times have changed
Our kids are getting worse
They won't obey their parents
They just want to fart and curse!
Sharon: Should we blame the government?
Liane: Or blame society?
Dads: Or should we blame the images on TV?
Sheila: No, blame Canada
Everyone: Blame Canada
Sheila: With all their beady little eyes
And flapping heads so full of lies
Everyone: Blame Canada
Blame Canada
Sheila: We need to form a full assault
Everyone: It's Canada's fault!
Sharon: Don't blame me
For my son Stan
He saw the damn cartoon
And now he's off to join the Klan!
Liane: And my boy Eric once
Had my picture on his shelf
But now when I see him he tells me to fuck myself!
Sheila: Well, blame Canada
Everyone: Blame Canada
Sheila: It seems that everything's gone wrong
Since Canada came along
Everyone: Blame Canada
Blame Canada
Copy Guy: They're not even a real country anyway
Ms. McCormick: My son could've been a doctor or a lawyer rich and true,
Instead he burned up like a piggy on the barbecue
Everyone: Should we blame the matches?
Should we blame the fire?
Or the doctors who allowed him to expire?
Sheila: fuck no!
Everyone: Blame Canada
Blame Canada
Sheila: With all their hockey hullabaloo
Liane: And that bitch Anne Murray too
Everyone: Blame Canada
Shame on Canada
For...
The smut we must stop
The trash we must bash
The Laughter and fun
Must all be undone
Before someone thinks of blaming uuuuuuuuuuuuuuuuuuuus!!!!

FA
Cana...quem?



FA
Mas o que é vocês queriam?



O Canada! Our home and native land!
True patriot love in all thy sons command.
With glowing hearts we see thee rise,
The True North strong and free!
From far and wide, O Canada,
We stand on guard for thee.
God keep our land glorious and free!
O Canada, we stand on guard for thee.
O Canada, we stand on guard for thee.

FA

domingo, março 26, 2006

Pela boca...

Fui muito bem tratadinho aquando da minha visita mid-week à Invicta.

Obrigado Filipa e Miguel. Cá vos espero em Londres.

FA

sexta-feira, março 24, 2006

Pet hates

A f. não é pessoa de esconder os seus ódios de estimação. Aliás, acho mesmo que seria incapaz de o fazer. Como aqueles jogadores de poker com sorte ao jogo mas sem jeito para o bluff. Valha-nos isso. Assim é mais fácil passar ao lado das suas farpas.

Vejamos, 6 parágrafos 6 e nem um comentário à substância dos comentários de Paulo Portas. Sobra pouco para além das vacuidades no tocante à indumentária (será inveja?) e à putativa natureza de “puto rebelde com manias” (e a natureza da f.? Talvez nos devessemos debruçar sobre ela?).

Fica appenas o tal ódiozinho mesquinho de quem a fortuna conferiu mais notoriedade que senso comum.

De credibilidade estamos falados portanto.

FA

domingo, março 19, 2006

Hoje só dá futebol!


Spooooooooooooooooooooooooooooooooorting!!


We are Fulham. Super Fulham. We are Fulham FFC!

FA
Quem é a coisa mais linda?

Image hosting by Photobucket

FA
Não vais fugir de mim, serás...



Cuidado Francisquinho. Este senhor é ladrão.

FA

terça-feira, março 07, 2006

Cartão Vermelho

Farol do mais refulgente pc, o Parlamento Europeu ostenta hoje uns quantos cartazes que anunciam a conferência Cartão Vermelho à Prostituição Forçada. Note-se como os promotores desta iniciativa, empenhados na verdadeira dignificação do papel da mulher na Europa e no mundo, pretendem que não haja confusões quanto ao âmbito do repúdio: como a coisa já é ofício em alguns países europeus apenas se dá cartão vermelho a quem obrigue as senhoras a prostituir-se. Parece que é só isso que degrada. Às outras, maiores e vacinadas, donas do corpo e quejandas, profissionais do sexo, cortesãs e meretrizes freelance, que bom proveito lhes faça. Sem apreciações éticas nem estados de alma. A dignidade feminina acima de tudo.


JV
Tio Babado

Parabéns, Sofia e Fernando.
Olá, Francisco!

JV
MAIS UM CHICO

Parabéns à Sofia e ao Fernando.

FMS

sábado, março 04, 2006

Amigos para sempre

"Gostei muito do teu último discurso pá!"

Ahmadinejad, Chavez, Castro, Mugabe, Kim Jong-il. Baluartes do progresso. Faróis da humanidade. A mesma luta.

FA
Sublimação

Um dia destes hei-de conseguir ler um post/artigo da Fernanda M. Câncio até ao fim. Um dia. Talvez.

FA

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Lloyd’s Street, 3pm

Na sala de reuniões dois Portugueses encontram-se pela primeira vez.

“Fernando Albino? Do Quinto dos Impérios?”

E anda um gajo a estudar, tira um curso mais estágio e pós-graduações, emigra e mais não sei quê.

Vou voltar mas é a blogar mais.

FA
I’m baaaack!



FA

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

sábado, fevereiro 11, 2006

AUTISMO

Ana Gomes escreveu um post no Causa Nossa, hoje publicado no Público, em resposta a um editorial de Nuno Pacheco de há dois dias. Em sua opinião, Freitas do Amaral fez bem em demarcar "responsavelmente o Governo português e Portugal do conteúdo insultuoso e do propósito estigmatizante de todos os muçulmanos visado nas caricaturas" (sic). E isto era o que o Governo dinamarquês devia ter feito e só não o fez porque, alegadamente, está refém da extrema-direita. Pois. Sobre as perseguições, violências e injúrias que os dinamarqueses e outros europeus hoje sofrem às mãos de criminosos, nem uma palavra.
Ana Gomes teve azar e um timing péssimo (o que, diga-se, não constitui novidade) porque a própria primeira página do Público encarregou-se de desmentir a sua argumentação revelando, como se desconfiava, que a recente vaga de reacções é artificial e foi previamente concertada por regimes interessados em sacudir a pressão para se democratizarem. A causa, afinal, não passou de um pretexto.
Nenhum apaziguamento, por mais subserviente e Chamberlainiano, teria valido e nenhum governo ocidental digno desse nome teria podido evitar o que quer que seja quando o que está em causa é um aproveitamento indigno (e ao retardador) de sentimentos religiosos para fins, mais do que políticos, criminosos. Ana Gomes pode demarcar-se à vontade, fazer as mais sentidas juras à tolerância e ao respeito pela diversidade, que, se hoje estivesse em Teerão perto da Embaixada de França, teria sofrido na mesma e na pele uma interpretação particular do Corão.
Diz que o que está em causa não é a liberdade de expressão e que esta não é, nem nunca foi, a questão central. Curiosamente, são as restrições a essa mesma liberdade que têm estado no âmago das exigências dos governos islâmicos e de diversos grupos terroristas. Ainda hoje o movimento caritativo Hezbollah juntou a sua serena reivindicação à de outros beneméritos. Valha-nos o Hamas, que generosamente se prontificou a mediar o conflito, e Freitas do Amaral, que imediatamente se disponibilizou para dialogar no exacto dia em que o Secretário-Geral da NATO deixou claro que sem renúncia clara à violência e o reconhecimento inequívoco de Israel não há conversa possível. Está visto que o Secretário-Geral da NATO não tem sobre si a exigência de responsabilidade e a necessidade de equilíbrio e de rigor que recaem sobre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Portuguesa.
Numa pirueta argumentativa infeliz, Ana Gomes acomete contra “a liberdade de imprensa e o aproveitamento da liberdade de expressão pela direita, xenófoba, defensora da Europa "clube cristão", apostada em fomentar o ódio religioso” (!) com mais firmeza do que o faz contra a violência, a intolerância e a xenofobia dos muçulmanos radicais e dos Estados que as acicatam. Aí está. Afinal a culpa não é dos que matam, dos que destroem, dos que manipulam as opiniões públicas e dos que extravasam o direito à indignação mas dos cartoonistas e jornalistas da direita nostálgica das cruzadas. Pergunto-me se Ana Gomes diria o mesmo se algum grupo de cristãos reagisse da mesma forma a provocações do mesmo tipo. Aposto que não. Porque, nesse caso, era a tal direita que exigia respeito e, como está claro, ela não merece respeito nenhum.
Com uma memória espantosamente parcelar, Ana Gomes adverte o leitor para os perigos da intolerância, remetendo-o para caricaturas nazis anti-semitas fazendo vista grossa às que surgem recorrentemente no mundo islâmico (aliadas a apelos explícitos à destruição de Israel) e às que eram abundantemente difundidas pelo obscurantismo soviético. E sem se lembrar que, quanto a essas, nenhuma responsabilidade pode ser assacada aos ocidentais. São critérios. Mas muito fracos.
Para Ana Gomes, o problema está no uso da liberdade de imprensa e na falta de equilíbrio, de tolerância e de respeito pela diversidade. Equilíbrio, tolerância e respeito da diversidade à sua medida, segundo os seus critérios e aferidos pelo seu prudente arbítrio. Resta saber o que se entende por “estigmatizante” e “insultuoso”. Quem é o julgador? Ana Gomes? Deus nos livre.

JV
MEXE, MAS POUCO

Vital Moreira relata com visível regozijo a aprovação do Tratado constitucional por parte da Bélgica. E todavia mexe, diz.
É curioso como pode constituir alento para quem quer que seja a tomada de posição de um país em permanente estado de pré-desagregação, em que metade da população odeia a outra metade e que possui das mais elevadas percentagens de burocratas e de governos por km2 .

JV

domingo, fevereiro 05, 2006

O ELOGIO DA DINAMARCA (versão lad culture)



FMS
Tristeza



Triste civilização em que os únicos que parecem ter a coragem de sair à rua em defesa da liberdade de expressão e do secularismo são as franjas da extrema-direita nazi.

São estes os nosso arautos? Ficámos reduzidos a isto?

FA
Rendição



Rendo-me. Rendo-me já disse. Converto-me até se, em contrapartida, me venderes o teu petróleo e deixares que os meus filhos andem de autocarro sem haver o risco de um bombista suicída lhes roubar a vida.

Abdico das minhas liberdades. Deixarei de dizer o que penso. Guardarei para mim e até combaterei, internamente, a minha crítica inconsequente à tua forma absolutista de encarar a vida. Substituirei, de bom grado, os meus santos de altar pelos ídolos multi-culturais. Em vez da Bíblia, nada. Ou quanto muito o Corão.

Já tens o meu medo. Fica também com a minha subserviência.

Amén.

FA

sexta-feira, fevereiro 03, 2006



No outro dia, na SIC Notícias, a ainda rejubilante Helena Roseta defendeu o casamento homossexual com o argumento decisivo de que a lei devia reconhecer as "comunidades de afecto". Pois. Até aqui tudo normal e dentro do argumentário costumeiro. Estranho é que, para caracterizar os partidos, Roseta tenha usado a mesma expressão. Segundo a Suprema Arquitecta, os partidos deixaram de ser "comunidades de afecto" e estavam agora mais longe dos cidadãos. Afinal, em que ficamos? Há comunidades de afecto de tipo A e B? De onde lhe vem a súbita meiguice? É carinho a mais e realismo a menos.

JV

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

TERESA E HELENA

THE COLOSSEUM, JERUSALEM
CHILDREN'S MATINEE

(...)
Judith: I do feel, Reg, that any anti-imperialist group like ours must reflect such a divergence of interests within its power base.
Reg: Agreed. Francis?
Francis: Yeah. I think Judith's point of view is very valid, Reg, provided the movement never forgets that it is the inaliable right of every man...
Stan: Or woman.
Francis: ...or woman. To rid himself...
Stan: Or herself.
Francis: ...or herself.
Reg: Agreed.
Francis: Thank you brother.
Stan: Or sister.
Francis: ...or sister. Where was I?
Reg: I think you'd finished.
Francis: Oh, right.
Reg: Furthermore, it is the birthright of every man...
Stan: Or woman.
Reg: Why don't you shut up about women, Stan. You're putting us off.
Stan: Women have a perfect right to play a part in our movement, Reg.
Francis: Why are you always on about women, Stan?
Stan: I want to be one.
Reg: What?
Stan: I want to be a woman... from now on I want you all to call me Loretta.
Reg: What???
Loretta: It's my right as a man.
Judith: Well why do you want to be Loretta, Stan?
Loretta: I want to have babies.
Reg: You want to have babies?
Loretta: It's every man's right to have babies if he wants them.
Reg: But you can't have babies.
Loretta: Don't you oppress me.
Reg: I'm not oppressing you, Stan. You haven't got a womb. Where's the foetis going to gestate? You going to keep it in a box?
[Loretta starts crying.]
Judith: Here. I've got an idea. Suppose you agree that he can't actually have babies, not having a womb, which is nobody's fault... not even the Roman's, but that he can have the right to have babies.
[This seems to satisfy him.]
Francis: Good idea, Judith. We shall fight the oppressors for your right to have babies, brother. Sister, sorry.
Reg: What's the point?
Francis: What?
Reg: What's the point of fighting for his right to have babies when he can't have babies?
Francis: It is symbolic of our struggle against oppression.
Reg: Symbolic of his struggle against reality.
(...)

in Life of Brian

JV
BOAS NOTÍCIAS

José "Fui o primeiro a ter a ideia genial de candidatar Mário Soares à Presidência da República" Medeiros Ferreira já tem candidato para as eleições presidenciais americanas de 2008: Hillary Clinton.
Fico contente.

JV
FELIZMENTE



Nem todas as efemérides são más.
Hoje comemoram-se 15 anos do fim do Apartheid.

JV
IN MEMORIAM




JV

terça-feira, janeiro 31, 2006

SINAIS DE FUMO



É notória a tendência dos socialistas para o irrealismo e para a desconsideração da vontade, qualidades e defeitos das pessoas que dizem servir, preteridas por um povo ideal, projectado, progressista, impolutamente clean, amigo do ambiente e das inenarráveis políticas de género.

José Luis Rodriguez Zapatero, luminária da esquerda ibérica, precursor de inutilidades, implosor de Espanha, verdugo dos fumadores e entusiasta do politicamente correcto deu mostra da sua profunda coerência ao ser apanhado a fumar no seu local de trabalho, em manifesta violação da lei intransigente que fizera aprovar.

Fica provado que Zapatero não só não conhece os espanhóis que (des)governa como nem sequer se conhece.

JV
O índio e a tenda



Niguém poderá, seriamente, discordar que o Hamas tem, por força dos resultados eleitorais, legitimidade para liderar, a partir do parlamento no qual conquistou a maioria, a Autoridade Palestiniana. Seria mesmo curioso investigar, sociologicamente, até que ponto é que a vitória do Hamas se deve à política israelita de retirada dos colonatos judeus que se apressou a considerar uma vitória da sua luta armada.

Contudo, isto não quer dizer, como muito bem refere o João Almeida aqui, que, só por ganharem eleições livres, os terroristas deixam de o ser. O Hamas pode ser muitas coisas mas é (sobretudo? também?) uma organização militante de luta armada e, agora, uma entidade legitimada nas urnas.

A nova legitimidade do Hamas (malgré eux) traz consigo responsabilidade. Para com os que nele votaram e para com aqueles palestinianos que votaram na Fatah e noutros movimentos. Para com o processo de paz. Para com os membros do Quarteto. Para com os financiadores da Autoridade Palestiniana e dos projectos sociais nos territórios em disputa.

Os sinais vindos de Gaza e Ramallah não são bons. O Hamas tem o direito formal de não querer assumir qualquer das responsabilidades que acima referimos. Tem, inclusive, a possibilidade abstracta de continuar a defender a erradicação do Estado de Israel como a sua via para a paz. No entanto, ao fazer isso, tem que assumir a total rotura com o processo em curso e tem, igualmente, que aceitar que os outros países alterem a sua posição em relação ao povo palestiniano e à sua luta.

All bets are off means all bets are off.

FA

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Very boring (em defesa da simplificação fiscal)

Ao contrário do António e do CN não acho que as medidas apresentadas pelo Governo visando a simplificação fiscal estejam erradas. Pelo contrário, tirando a parte das informações bancárias que é, claramente, atentatória do indivíduo, daquilo que li e vi nos telejornais acho que é uma medida potencialmente benéfica para a grande maioria dos contribuintes.

Da minha experiência pessoal enquanto profissional liberal em Portugal e empregado por conta de outrém no Reino Unido (curiosamente a fazer exactamente o mesmo dentro de sociedades em tudo semelhantes!) estive sujeito aos dois modelos: apresentação de contas pelo contribuinte e através da empresa empregadora.

Não acho que a reforma proposta seja um plano malévolo para ocultar a realidade dos pobres contribuintes. Aquilo que acontece aqui em Inglaterra, e não há razão nenhuma para não acontecer em Portugal (se calhar já contece e eu não sei...), é que a empresa entrega em cada mês ao trabalhador um recibo de ordenado em que discrimina o salário base, as deduções para IRS, Segurança Social e plano de pensão, bem como o rendimento e prestações sociais acumuladas no ano fiscal em causa. No fim do ano fiscal analisa-se, através de um relatório que dá pelo nome de P60, toda a nossa situação. Nessa altura acertam-se a contas que houver para acertar com Her Majesty’s Customs & Excise e, se for caso disso, o contribuinte submete uma declaração de rendimentos para (normalmente) pagar mais algum ou (muito raramente) reaver o que é seu.

Podem dizer que o que está em causa é que a máquina fiscal portuguesa não vai dar conta do recado, que as empresas não estão preparadas, que o Estado quer é ter menos trabalho, que não é uma “pessoa de bem”, que o contencioso fiscal não dá garantias, etc. Não sei se esse é o melhor caminho para analisar este tema.

Podemos discutir todas essas questões (a meu ver acessórias) mas a medida em si é benéfica e por isso merece, pelo menos, apoio condicional e sob reserva.

FA
BORING

Portugal não precisa de movimentos cívicos, mas sim de movimentos cínicos.

FMS
Superior Sul



Spooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooorting!

FA

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Onde é que assino?

“A direita, realista, limitou-se a ficar contente q.b. com a eleição de Cavaco, pois esta significou mais um passo no longo caminho de afastamento da esquerda.”

“O caminho faz-se passo a passo. Da esquerda para a direita é inevitável uma paragem ao centro. Vamos ver é por quanto tempo.”

“Agora, com a social-democracia de Sócrates e Cavaco em alta, a história pode ser diferente. Já não haverá tanto a preocupação de apostar em males menores, uma vez que os males menores já lá estão. Haverá, pois, alguma calma para poder votar a favor, naquilo que de facto se quer.”

“O liberalismo mitigado deve ser a aposta da direita para os próximos anos. Em Portugal, país onde o Estado continua a ter uma presença asfixiante em quase todas as áreas, não é ideologicamente complicado a um direitista ser liberal. Mesmo os mais puros conservadores se tornam de bom grado liberais. Há muito pouco para preservar. Há muito para liberalizar.”

“Depois de reduzido Estado às suas tarefas fundamentais, depois de as políticas essencialmente de direita passarem a ser prática comum, depois de tudo isso, poderemos, então, voltar a ser conservadores. Conservadores-liberais, bem entendido.”

- Eduardo Nogueira Pinto

FA
DICIONÁRIO POLÍTICO

Movimento de Cidadania - Grupo de pessoas que optaram pelo lado errado nas lutas internas de um partido político e que com esse erro de estratégia hipotecaram as possibilidades de por via daquele se verem compensadas com um emprego.


FMS
Could you repeat that?

“O julgamento de Cristina Maltez, antiga funcionária da Procuradoria- -Geral da República condenada, em Maio de 2005, a quatro anos e meio por burla agravada, vai ser repetido.”

OK. Foram descobertas novas provas? Houve grave irregularidade no julgamento de primeira instância?

“A repetição do julgamento da antiga funcionária da PGR, suspensa em Abril de 2004 na sequência de um processo disciplinar, foi ordenada devido ao facto de haver sessões do mesmo que não estavam correctamente transcritas. Isto porque houve falhas na gravação, em cassetes, de depoimentos que os juízes desembargadores consideraram importantes para apreciar o recurso de Cristina Maltez. "Há partes inaudíveis", disse Teresa Alves Azevedo [advogada de defesa].”

Já não falo do custo político e social que este tipo de situações comporta, mas não haverá ninguém no Ministério da Justiça capaz de fazer as contas e concluir que custa muitíssimo mais ao Estado repetir julgamentos vezes sem conta do que suprir as insuficiências materiais que dão azo a essas repetições?

"É frequente isto acontecer nos tribunais", declarou o causídico de Coimbra [advogado de uma das vítimas de burla].”

Pelos vistos não....

FA
DÚVIDA ACTUAL E PERTINENTE



Hamas vida para além da morte?

JV

segunda-feira, janeiro 23, 2006

EPIFANIA

Tenho amigos que lêem Vital Moreira.

FMS
C'MON BABY LIGHT MY FIRE


Sure, we’ll all live longer if we ban cigarettes. But what about the future of flirting?...

O resto pode ser lido aqui.

DBH
Sour grapes



Já tinha ouvido falar de ganhar o jogo na secretaria. Ficámos agora a conhecer a nova modalidade de tentar ganhar o jogo na mercearia.

“Manuel Alegre diz que o objectivo não foi atingido por décimas”

“Ganhar com 50.6% não é a mesma coisa que ganhar com 56%”

“Cavaco Silva só obteve o voto de cerca de 31% do total de inscritos nos cadernos eleitorais”

“Cavaco Silva ganhou com a menor margem de sempre (0,6%), em todas as eleições presidenciais até agora”

FA
Granda nóia chefe!

Percebe-se e aceita-se que a comunicação oficial do suposto líder da oposição seja interrompida para transmitir a declaração de um dos candidatos derrotados.

Também se percebem as razões (oh, se se percebem!) mas não se pode aceitar que a declaração do primeiro candidato derrotado, com mais de 20% dos votos, seja interrompida para ouvir o Primeiro-Ministro (cujo candidato já tinha falado) dizer umas vacuidades. Sócrates esteve muito mal.

Estiveram igualmente mal as televisões que morderam o isco ainda que (pelo menos) a SIC tenha emendado a mão e transmitido na íntegra a intervenção de Manuel Alegre antes de Cavaco falar.

FA
Coisas que nunca perceberei

Faria, a meu ver, muito mais sentido chamar “Dia da Reflexão” ao dia a seguir às eleições e não ao dia antes. É inevitável que à Segunda-Feira a gente reflicta muito mais no que fez no Domingo. A reflexão é por natureza retroactiva. É muito mais normal pensar, planear e projectar o futuro do que reflectir sobre o futuro. “Ah e tal, queres vir cá a casa reflectir sobre o que vamos fazer no próximo fim de semana?” Não, o verdadeiro dia da reflexão afinal é hoje.

Dito isto, não reflictam muito que ainda se arrependem. A reflexão tem destas coisas.

FA
Dicionário Socrático

Fair-Play - Interromper despudoradamente o discurso do candidato independente que mostrou quão desastrosa foi a noite eleitoral para dizer meia-dúzia de banalidades e tentar, apressadamente, passar a página da história.

Estamos sempre a aprender com o PS.

FA
Dicionário Vital

Inigma - O insondável mistério democrático que se verifica sempre que os eleitores teimam em não fazer as opções que, aos olhos objectivos da sabedoria escolástica, seriam as mais correctas.

Estamos sempre a aprender com o PS.

FA
Remains of the (electoral Sun)day

1. Cavaco ganhou.

2. Alegre ganhou um bocadinho.

3. Jerónimo nem ganhou nem perdeu. Antes pelo contrário.

4. Louçã perdeu um bocadinho.

5. Soares perdeu-se.

6. Sócrates perdeu mas, vendo bem, até é capaz de ter ganho. Analisando melhor, terá razões para estar um pouco arrependido mas, feitas as contas tem o partido e o país na mão... o melhor mesmo é passar à frente e esquecer o pormenor dos resultados.

FA

PS - Marques quem? Ribeiro e quê?

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Mientras tanto...



Enquanto que nos divertimos com a eleição do próximo corta-fitas e apelador-mor à serenidade, aqui ao lado, em Espanha, discute-se forte e feio, a propósito do novo estatuto autonómico catalão, o modelo de país para o século XXI.

Alguns excertos do dito como aperitivo:

«Cataluña es una nación»

«La nación catalana ha venido construyéndose en el curso del tiempo»

«Cataluña considera que España es un Estado plurinacional»

«El presente Estatuto define las instituciones de la nación catalana y sus relaciones con los pueblos de España en un marco de libre solidaridad (sic) con las nacionalidades y regiones que la conforman»

«El catalán es la lengua oficial de Cataluña. También lo es el castellano, que es la lengua oficial del Estado español»

«El derecho catalán es aplicado de forma preferente»

FA

PS - link para o PDF do projecto de estatuto.
Being ZPA no último dia de campanha

"Gostava que houvesse um candidato que defendesse uma profunda reforma do Estado em forma de lipoaspiração. Mas não há."

"Gostava que houvesse um candidato que assumisse que o controlo do Estado sobre a economia tem que acabar, porque isso limita profundamente a indispensável liberdade política. Mas não há."

"Gostava que houvesse um candidato que colocasse a Constituição Portuguesa numa prateleira de museu, que percebesse que esta Constituição é factor de atraso, é do passado, é má herança. Mas não há."

Grande post do Zé Pedro Amaral.

FA
A Travessia do Deserto

“Para quando um Lisboa-Dakar dos intelectuais? Os poetas competiam de mota, os prosadores de bicicleta, os filósofos de balão, os críticos de arte iam de patins, os críticos literários "surfavam".... O Saramago ia a pé, o Lobo Antunes de Jaguar, o Eduardo Lourenço de trenó, o José Gil de Peugeot, o EPC ao colo do Mourinho... O Carrilho, se insistisse em ir, ia de ambulância... A Agustina podia ir de burro... Os professores iam à boleia... O Luís Pacheco ia no carro da polícia... Podia ser excitante. No fim publicavam-se vários volumes sobre a aventura e atribuíam-se prémios: esculturas de areia, por exemplo.”
- João Camilo, in Blue Everest

FA
Crossing the great divide

Deus* está mesmo em todo o lado. Bom, pelo menos está aqui e aqui.

FA

* o outro
Domingo à noite

Antecipo muito pranto e algum ranger de dentes.

FA
Nem má sorte, nem má sina

Aquilo que ficou evidente ontem no Pavilhão Atlântico foi falta de visão estratégica. Pensar que se enche uma sala daquelas a uma 5ª feira com umas bandas de música, um candidato presidencial e à base de convocatórias por SMS (ou SOS como diria o Nobre Ancião) é assustadoramente ingénuo. A imagem que passou na SIC Notícias foi desoladora.

Só com uma máquina partidária eficaz é que se consegue uma mobilização do género da que Jerónimo de Sousa conseguiu naquele mesmo espaço. Notem que nem Francisco Louçã se mete nesses carnavais.

Foi a segunda vez nesta campanha que me supreendi com a falta de preparação da campanha de Manuel Alegre. A primeira foi no fraquíssimo debate com Mário Soares, candidato que ontem, apoiado pela máquina sempre eficaz do PS, enecerrou a sua campanha em Lisboa com uma excelente mobilização na antiga FIL.

Será isto fará alguma diferença no Domingo?

FA

terça-feira, janeiro 17, 2006

O SEPARADOR

O Dr. Mário Soares passou boa parte da campanha a explicar que Cavaco Silva não sabia distinguir as competências do Presidente da República das do Primeiro-Ministro e que ele seria um garante da boa interpretação do Princípio da Separação de Poderes. Como prova cabal da bondade desta afirmação, Mário Soares-candidato anunciou aos ansiosos trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo que o governo não tenciona privatizar aquele complexo industrial.
Nada mau.

JV

Faço minhas as palavras do FA, quanto à verdadeira mais-valia do programa e à necessidade de nos conhecermos enquanto povo e nação. Acredito que isso só acontecerá quando formos capazes de perceber o que de nós há nos outros e o que dos outros há em nós. "À solta"? Quem sabe. Livres, pelo menos.
Portugal no Coração

O programa Prós-e-Contras de ontem (a Alma da Nação) valeu, sobretudo, pelas tiradas brilhantes do Prof. Adelino Maltez e os apartes deliciosamente provocatórios do Jacinto Lucas Pires.

Partamos pois em busca desses “Portugueses à Solta” espalhados pelo mundo. Não para os arregimentar, enquadrar ou institucionalizar, mas antes para aprender com eles aquilo que podemos ser.

FA
I thought I saw a "cabala"…



I did, I did, I did!!!

FA

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Não é da BBC



A nova séria da SIC Radical às Terças. Aqui já vai para a 3ª série mas a 1ª série foi claramente a melhor. Um retrato ao mesmo tempo fiel e surreal duma realidade social muito concreta. Neste caso o bairro social de Chatsworth em Manchester mas que podia muito bem ser a Bela Vista em Setúbal.

Não tem o selo de qualidade da BBC mas leva, em contrapartida, o selo de aprovação aqui do Quinto dos Impérios.

FA

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Há fins de semana assim


Fulham 1 - Leyton Orient 2


Braga 3 - Sporting 2

O único momento futebolístico de relevo este fim de semana foi o cântico improvisado pelos “scousers” quando o Luton FC deitou a perder uma vantagem de 3-1 sobre os campeões da Europa, Liverpool, em jogo para a Taça de Inglaterra: “Three One, and you f#%&d it up! Three One, and you f#%&d it up…” (ao som do refrão do Go West dos Pet Shop Boys)

FA
Quem semeia ventos



O PSOE de Zapatero (será mesmo dele?) parece continuar apostado em conduzir a Espanha para a crise e para a secessão.

Ainda a propósito do Estatuto Autonómico (não será mais uma declaração de independência!) da Catalunha, o ministro da Defesa demitiu um general do exército Espanhol e colocou-o sob prisão domiciliária por ter expressado publicamente uma opinião política que, ao que tudo indica, não será só dele. O meio castrense impacienta-se com os meandros politiqueiros? (ver aqui e aqui)

Será que a betandwin.com aceita apostas para o local e a data do próximo pronunciamento militar?

FA

sexta-feira, janeiro 06, 2006

O Cacique

Ele oferece o seu avião e manda os seus capangas acompanhar o chefe de estado eleito de outra nação (soberana?).

Ele interfere, directa e indirectamente, na campanha eleitoral doutro país da região.

Ele faz alusões anti-semíticas num mimetismo preocupante da pose moralista dessoutro “freedom fighter”, Mahmoud Ahmadinejad.

Ele ainda merecerá o benefício da dúvida? Pronunciem-se aqueles que lho deram no passado.

FA

quarta-feira, janeiro 04, 2006

SÉRIE OUTROS POSTS

TEMPOS VERBAIS #3

O pretérito mais-que-prefeito

"Assistimos à divina tragédia, como se fôramos, no progidioso quadro, os últimos personagens póstumos do mestre"
(Teixeira de Pascoaes, VE, 193.)

Afirma a Nova Gramática do Português Contemporâneo, este tempo indica uma acção que ocorreu antes de outa acção já passada.

DBH
SÉRIE OUTROS POSTS III

TEMPOS VERBAIS #2
O pretério imperfeito


"Quando eu não a esperava, e ela aparecia, o coração vinha-me à boca, dando pancadas emotivas"
(Luís Jardim, MP, 36.)

Segundo dizem Lindley Cintra e Celso Cunha, este tempo verbal designa um facto passado mas não concluído.

DBH
SÉRIE OUTROS POSTS II

TEMPOS VERBAIS #1
O futuro do pretérito simples


"O nosso amor morreu... Quem o diria?"
(Florbela Espanca, Sonetos, 168)

Ensina-nos Lindley Cintra e Celso Cunha que pode ser usado em certas frases interrogativas e exclamativas,para denotar surpresa ou indiganação.

DBH
SÉRIE OUTROS POSTS




"You have proved it is a very moral habit."
-Benjamin Disraeli to Colonel Webster after the latter complained that pipe smoking had prevented more illicit liaisons than fears of duels or divorce

DBH
VIVER SOZINHO...

Henderson: You live here all alone?
Otis B. Driftwood: Yes. Just me and my memories. I'm practically a hermit.
Henderson: Oh. A hermit. I notice the table's set for four.
Otis B. Driftwood: That's nothing - my alarm clock is set for eight. That doesn't prove a thing.

Henderson: What's a hermit doing with four beds?
Otis B. Driftwood: Well, you see those first three beds?
Henderson: Yes.
Otis B. Driftwood: Last night, I counted five thousand sheep in those three beds, so I had to have another bed to sleep in. You wouldn't want me to sleep with the sheep, would you?

A Night at the Opera (1935)

DBH
WHO KNOWS?

ANA KARENINA


"The French fashion--of the parents arranging their children's future-was not accepted; it was condemned. The English fashion of the complete independence of girls was also not accepted, and not possible in Russian society. The Russian fashion of matchmaking by the officer of intermediate persons was for some reason considered disgraceful; it was ridiculed by everyone, and by the princess herself. But how girls were to be married, and how parents were to marry them, no one knew." Book 1, Chapter 12, pg. 49

DBH
The Axis



Não sei muito bem se as pessoas que normalmente dão tanto desconto ao governo Venezuelano de Chávez se dão conta do que o “presidente-comandante” realmente pretende.

Aquando da visita a Caracas do neófito presidente da Bolívia, Evo Morales, o hóspede Chávez promete mundos e fundos ao seu novo aliado: petróleo em troca de produtos agrícolas, doações a fundo perdido - “nem penses em pagar-me um tostão” diz o generoso comandante ao “star struck” campesino do Altiplano andino.

Fica clara, demasiado clara, a intenção de Chávez de criar uma rede clientelar de estados sul-americanos pagos com os petro-dólares venezuelanos. Não menos assustadora é a convergência de interesses com o Irão cujo iluminado e vanguardista presidente Ahmadinejad já se propôs enviar para La Paz uma comissão de apoio ao desenvolvimento...

Será que os bolsos dos governos de Teerão e Caracas são suficientemente fundos para tamanha generosidade? As suas boas intenções já sabemos que são apenas superficiais.

FA