terça-feira, outubro 19, 2004

Rádios e Sites - no Programa Nem é Tarde, Nem é Cedo!!
De 2ª a 6ªfeira, os jornalistas do NQDI trazem-lhe toda a informação sobre novas rádios e seus sites, quando calhar, no Programa Nem é Tarde, Nem é Cedo!

19/10 - É um site que já não é novo, mas que mantém todo o interesse. Chama-se Destaques RR e, tal como o seu autor alerta, trata-se de uma página onde "o jornalista Pedro Caeiro traz-lhe toda a informação sobre novos sites e blogs". Fica a promessa de ser antes das 20h00.
Emhttp://www.rr.pt/destaque.asp?iddestaque=714,fala-se actualmente de um "blog que se mantém actual e merece uma visita" e das novidades do Belenenses e da Académica! Da Map Machine da prestigiada revista National Geographic, mas também da casa do Sapo. Este é um site onde se obriga o leitor a pensar e a voltar …

Agora, a sério. Obrigado, Pedro Caeiro.

JV
A ESQUERDA MODERNA

Por persistir na citação de declarações truncadas de Buttiglione, o FN julga que está carregado de razão. Assim seja.
Só não respondeu foi a nada do que lhe perguntei. Mas não é preciso. Que não se incomode.
Curioso é o facto de ter esquecido velhas máximas de esquerda:


JV

P.S.: Uma precisão. Mirko Tremaglia chamou-lhes "culattoni" e não "maricones". Não que faça diferença, mas o homem sempre é italiano.


segunda-feira, outubro 18, 2004

A ESQUERDA CALADINHA

Ruben de Carvalho manifestou toda a sua revolta no DN de ontem pelo facto de o PC não ter sido convidado a participar no Prós e Contras. Acusou o programa de desrespeito pela proporcionalidade e pela representatividade do partido, "um intolerável acto de discriminação, politicamente inaceitável e intelectualmente desprezível".

Acho que a RTP errou. Não se deve perder nenhuma oportunidade de mostrar, ao vivo e a cores, o que é o PCP e quais são as suas propostas para o país. E era uma boa altura para o Dr. Louçã explicar a sério o que é que distingue a sua agremiação. Ficávamos todos a ganhar.

Não posso, no entanto, concordar com a conclusão de que que estar calado seja sinónimo de ser de direita e que, por não terem dito nada a esse respeito, Rui Pereira, Manuel Alegre e Francisco Louçã tenham visto comprometido o seu esquerdismo.


Internacionalmente,
os exemplos de silêncio canhoto abundam e, se bem me lembro, pelo menos desde a queda do muro e do golpe contra Gorbachev que o mutismo reina de forma sepulcral para os lados da Soeiro Pereira Gomes.

Verdadeiramente hilariante é a afirmação de que a segregação dos comunistas protagonizada pela RTP "é tão-só uma postura de direita". Toda a gente sabe que ninguém segrega melhor os comunistas que eles próprios.

JV

Coisas a não esquecer na semana que começa



O Kerry não é nenhum génio da política.

O Pinto da Costa ainda manda naquilo que interessa. O Jardim também.

Um católico não deve deixar de ser nomeado para um cargo político por causa das suas convicções religiosas.

Se eu o Francisco fossemos uma banda seríamos os Franz Ferdinand.

Os Yankees ainda são a melhor equipa do mundo.

Polignano a Mare é bonito que se farta em Outubro.

FA
É URGENTE IR VER

Como bom conservador, sou muito pouco democrático na concessão de atenções. Os amigos primeiro, sempre. De modo que, quando soube que ia dar entrada de urgência no Maria Matos, tratei de ligar ao Nuno Costa Santos a perguntar-lhe qual o seu texto. E, já agora, qual o do Pedro Mexia.

O penúltimo e o último, respondeu-me, mas não devia preocupar-me porque o folheto distribuído à entrada tratava de me informar sobre o assunto. O que, de facto, era verdade. E o que, em rigor, era uma redundância. Quer o monólogo do Nuno, quer o diálogo do Pedro, são a expressão ostensiva dos seus autores.

O primeiro é a coisa mais deliciosamente reaccionária que ouvi nos últimos tempos. Não reaccionária no sentido que os espíritos menores dão à palavra, não no sentido político, mas no sentido temperamental, de quem anseia por uma vida absolutamente apolítica, dedicada aos pequenos prazeres que dão sentido à existência, sem ter que acompanhar a agenda tirana dos media, saber-lhe os nomes e os sítios, os vilões e os heróis, sem ter de ler o que por aí se diz daquele disco, daquele livro, sem ter que manter as conversas do costume nos cafés do costume. E voltar. Aos conselhos do pai, às histórias do avô, aos Açores (ele não diz, mas eu sei). Todo o monógo é, enfim, a crónica de um regresso desejado, que, no fundo, se sabe impossível.

O diálogo do Pedro transpira Morrissey, nas circunstâncias (há um namorado em coma) e na forma como a tragédia e a comédia se equivalem em proporção. E, Pedro, diz lá: aquele "Palavras tão pesadas lançadas como se fossem leves" na boca do Marco d'Almeida, na tua cabeça é "Heavy words are so lightly thrown", não é?

FMS
-inês já não mora aqui-



deixemo-nos de merdas: o mymoleskine faz falta. faz-me a mim e a muitos leitores mais. fará, claro, ainda mais falta à sua autora mas isso é lá da responsabilidade dela.

faz falta por causa das fotografias a preto e branco, da "neatness" do "template" , do português cuidado. faz falta cada "still" de filmes passados e descrições discretas de cenas presentes.

faz falta mesmo quando nos ocupou "Page Downs" incontáveis de citações do argumento do Casablanca. faz falta com os seus heróis de sempre, o boggie, o corto e o cummings, com quem como que conversava - dando sempre uma resposta enigmática à citação colocada - e nos dava a conhecer. faz falta porque é da inês.

faz falta o flirt. sim, o flirt. o mymoleskine flirtava com os seus leitores, seduzia, deixava pistas, levantava só um bocadinho do véu. mas houve sempre um véu, mesmo nos post mais desbragados, a inês, que se chamou miss blanche, manteve sempre esse "véu diáfano da fantasia". todos os seus leitores sempre acharam que metade de o que a inês escrevia era destinado a alguém. e sempre nos enganámos. assim como os destinatários.

agora a inês diz que já não mora aqui. mas mora. mora porque faz falta. mora porque vai voltar. era capaz de apostar um dvd...

DBH
MÁS COMPANHIAS

O último Fim de Semana deveria dar muito que pensar ao CDS-PP. O resultado da coligação nos Açores. Os ministros Telmo Correia e Bagão Félix na tribuna de honra da Luz. Os perdedores têm a sua qualidade literária mas, em política, andar com eles de mão dada é a receita do fracasso.

FMS

sexta-feira, outubro 15, 2004

EVERYONE COMES TO RITZ


O Major está à nossa espera no Ritz e eu vou andando para marcar a mesa do canto para os rapazes do No Quinto. Aliás, adianto-me e peço já um gin rickey, que tem o nome de um famoso "lobbyist" na Washington de 1900.


DBH

A POOL TA(B)LE



Ela jogava com coragem. Demorava minutos, que pareciam horas, a pousar o copo na borda da mesa e o cigarro no cinzeiro. Em três segundos apontava, puxava atrás e disparava o taco com uma força concentrada. Muitas vezes falhava mas nunca pensou duas vezes.

Tanto perdeu que começou a planear as jogadas, a olhar para as tabelas, a colocar bem a bola. O jogo começou a correr melhor mas não sabia tão bem, já não acertava o coração pelo som do choque entre as bolas. Se antes olhava para o seu opositor como quem pede para ver num jogo de poker, agora olhava para a mesa como quem tem uma tábua de xadrês pela frente.

Mas era certo que ganhava, pelo menos se outro jogador não lhe estragasse o esquema certinho.

DBH
desta vez

O ACERTOU

Depois da vaga de espevitamento mata-frades e anticatólico que grassou pela imprensa e blogosfera acerca do caso Buttiglione, finalmente um artigo de alguém que resolveu ler mais do que umas frases tiradas do contexto e manipuladas pela rapaziada do costume.
Se não corresse o sério risco de me chamarem intolerante por causa disso, até diria "Aleluia"!
Pena que os restantes opinativos-compulsivos continuem a assobiar para o lado.

JV

DESCONFIO QUE O CHICO ANDA A CHOCAR ALGUMA...



«Imagine que fechamos Marcelo Rebelo de Sousa a criticar o Governo, o presidente da Media Capital, que tem negócios com o Governo, e o ministro dos Assuntos Parlamentares a acusar Marcelo de fazer comentários de ódio ao Governo. Aparece um ovo e é corrido o professor Marcelo. Quem é que pôs o ovo, senhor primeiro-ministro?»

A fuçanga pelo soundbyte é tanta que dá resultados ridículos como este.


Melhor seria se se pudesse correr com esta sonsa celebridade da Quinta de S. Bento.
Mas, descansem os puristas, esta medida não tem nada que ver com o contraditório, a censura e quejandos. Nem sequer com questões fitossanitárias. O problema é que, para além de criar mau ambiente, a personagem não faz ali nada de produtivo. A não ser cantar de galo.

JV

quinta-feira, outubro 14, 2004

If surrounded by terrorists, whatever you do, don't make any sudden movements or be a Jew.

JV


JV
Tens lume?



A propósito da intenção do governo de prevenir a venda de tabaco a menores, o CAA afirma que tal medida se trata de mais uma "cretinice piedosa" deste governo.

Não percebo se o que leva o CAA a dizer isso é a ideia de que como o fruto proibido é o mais apetecido o acesso ao tabaco por menores não deveria ser alvo de qualquer controlo. Se assim é então o mesmo raciocínio se aplica ao álcool, às drogas, a andar de mota sem capacete, a não usar protector solar, à assiduidade escolar, a atravessar nas passadeiras, a ser de outro clube que não o Benfica ou o Porto...

Se, como parece, se trata apenas de criticar o Estado por se intrometer naquilo que deveria ser a esfera privada das famílias então o caso muda de figura. É óbvio que cabe às famílias e excusivamente às famílias o direito (e já agora o dever) de educar as crianças. Convém no entanto esclarecer que, da mesma maneira que as famílias agradecem que o Estado não prejudique esse esforço, tambem convinha que o Estado não favorecesse, directamente ou por via da sua inação, comportamentos que, convenhamos, a esmagadora maioria das famílias repugna. A ideia de um Estado amoral e amorfo é quase (e este quase é importante) tão repugnante como a do Estado autoritário e interventor.

Para o caso absurdo de um pai ou de uma mãe que entendam, por qualquer razão transcendental que me escapa, que o menor deve fazer este tipo de escolhas livremente ou, já que estamos em maré de absurdos, que ache que o tabaco é bom para o desenvolvimento da criança, sugiro (para além de uma consulta psiquiátrica) que invertam um velho hábito de séculos: que passem os adultos a ir ao quiosque da esquina comprar o tabaco para as crianças.

FA (a viver num país completamente anti-liberal onde a cretinice grassa já que é proibido vender tabaco a menores de 18 anos)
NUMA PALAVRA, A CONSAGRAÇÃO



Desta é que foi. Passou a ser assunto. É oficial.
Não adianta duvidar. Até lá fora reconhecem.
Segundo NSL, do PÚBLICO:
Entre a elite espanhola, Jorge Sampaio parece ser respeitado pela sua "serenidade"
E pronto.

JV
ÁMEN


É assim que termina um post do relativo FN.
Quem começasse a leitura por aí poderia pensar que estava diante de um fenómeno curioso de proclamação pública de conversão. Mas não. O post é sobre o voto desfavorável da comissão parlamentar LIBE (Liberdades Cívicas, Justiça e Assuntos Internos) a Rocco Buttiglione.
Aqui fica o texto:

"Começa bem

Barroso começa bem. Segunda feira, a comissao parlamentar das liberdades vetou o nome do senhor Rocco Buttiglione, escolhido para substituir António Vitorino no cargo de comissário da liberdade, segurança e justiça. Rocco tem nome de actor porno, mas aprendeu polaco para estar mais próximo do Papa. Berlusconi diz que o gesto do parlamento europeu é "obscurantista e integrista". Salvo melhor opiniao, "obscurantistas e integristas" sao as posiçoes ("pessoais" e políticas, senhor Barroso!) de Rocco Buttiglione. Para Buttiglione, "a homossexualidade é pecado" e o matrimónio uma instituiçao que "permite às mulheres terem filhos e ficarem em casa protegidas pelos maridos". Ámen. "


Sobre o o arrazoado, quatro dúvidas:
- Depois das considerações profundas sobre o nome do Comissário indigitado, o FN quer convencer quem da sua tolerância e respeito pela diferença?
- O FN deu-se ao trabalho de ver e ouvir a audição em causa ou está a referir-se a extractos de citações de citações que alguém transcreveu?
- Não lhe parece estranho que a audição tenha decorrido de forma cordata e que, na altura, não tenha havido qualquer reacção dos deputados às declarações de Buttiglione?
- Todos os que têm convicções (que não as suas) são obscurantistas e integristas?

Uma última informação:
Há coisa de um par de horas, o Parlamento Europeu rejeitou a adopção de alterações a uma proposta de resolução sobre os processos de ratificação do Tratado Constitucional e a estratégia de comunicação relativa a este mesmo Tratado que visavam garantir a liberdade e igualdade no debate desta questão. Claro que isto não é obscurantismo, é a clareza da democracia, e também não é integrismo, é a liberdade em todo o seu esplendor.
Invocando a eventualidade de existir a tal melhor opinião (elemento retórico-jurídico tão do agrado do FN), julgo que o seu post começa mal e acaba pior.


JV
AS SAUDADES QUE EU JÁ TINHA DA MINHA ALEGRE CASINHA

A elevação, a tolerância, o respeito, a liberdade de expressão.

«A cerimónia de abertura solene das aulas na Universidade de Coimbra (UC) foi interrompida, ao final da manhã de ontem, por cerca de 20 estudantes, a maior parte dos quais afecta ao Bloco de Esquerda. O gesto motivou o abandono da Sala dos Capelos por parte do reitor, Seabra Santos, que foi seguido pelos restantes professores e convidados. Foi então que um dos alunos empunhou um megafone e proferiu palavras de ordem como: "Santana é um aldrabão" ou "Morte ao Santana". »

Nota: segundo as imagens transmitidas pela TV, o sujeito que empunhava o megafone é um meu amigo de infância. Vejo com algum espanto que ainda não cresceu.

FMS

quarta-feira, outubro 13, 2004

14 ANOS, PORTANTO.



Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.
Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.
Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assi negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida;
Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!
LVC

DBH
Stratford-upon-Tagus (ou um erro de casting)

(Guilherme Abana-a-pêra)

A propósito do artigo do Vasco Graça Moura no DN de hoje só queria chamar a atenção de VGM para que não queira ser o Marco António– depois do Marlon Brando não vale mesmo a pena. Para mais o Marcelo tem muito pouco de Julio César - acho que é consensual que daria um Brutus muito mais convincente. Já agora, ainda não chegámos ao circo romano malgré os melhores esforços circenses dos defensores “de todas as horas” da liberdade de expressão e da democracia.

FA


- Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... e não encontram o que procuram...
- Não encontram, respondi...
- E no entanto o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...
- É verdade.

JV
O SOBRESSALTO PLEONÁSTICO

Cansado de apelar à serenidade, o nosso Supremo Magistado decidiu agora que «Há momentos em que o Presidente da República tem de saber estar calado».
Esta verdadeira revolução fica, alegadamente, a dever-se ao facto de o Presidente pretender ser... o «centro da serenidade em Portugal».

JV


terça-feira, outubro 12, 2004

ANIMAIS, DEFENSORES DOS


No Reino Unido, extremistas defensores dos animais profanaram a campa da sogra do dono de uma criação de porquinhos-da-Índia, habitualmente vendidos para experiências científicas.

Mrs Hammond, who died seven years ago, is the mother-in-law of Chris Hall, who with his brothers, John and David, owns a nearby guinea pig farm, providing the animals for medical research.
One of the farm's biggest customers is said to be the controversial Huntingdon Life Sciences laboratory in Cambridgeshire.
For five years members of staff at Darley Oaks Farm in Newchurch have been the target of a sustained campaign of harassment and intimidation by animal rights campaigners who want to force the business to close. They have received death threats and hate mail, had their property vandalised and malicious rumours spread about them.

JV
Quanto mais me bates

Quanto mais me garantem (a pés juntos e com olhos lacrimejantes) que há censura em Portugal e que a Democracia está em perigo, mais me convenço que ou não sabem realmente o que é censura ou o não percebem plenamente todas as consequências da vida em Democracia.

Insistir em ver no Marcelo uma vítima da censura não é cegueira, é teimosia.

Transformar os disparates de um ministro (com manifesta inabilidade para o combate político) num ataque à democracia não é zelo democrático, é mania da perseguição.

FA

PS – É impressão minha ou há algo de Sócrates no olhar do Sidónio?

segunda-feira, outubro 11, 2004

BEEN THERE, DONE THAT



José Manuel Fernandes escreve hoje no Público que "Talvez seja pois tempo de pensar numa República Nova".

JV

Enquanto isso

Não longe de onde os “freedom fighters” iraquianos degolaram mais um homem inocente e atacaram a academia de Polícia no Iraque (sem dúvida no âmbito da sua luta mais que justa contra o invasor estrangeiro), as eleições no Afeganistão decorreram num clima de “razoável espírito democrático” sendo certo no entanto que a participação de mais de 10 milhões de afegãos no acto eleitoral não passa de mais uma manobra dos imperialistas americanos para consumo interno.

No tempo do Saddam e dos Talibãs é que era bom.

FA
Lanche ajantarado



Gosto muito dos fins de tarde em casa do Jorge. A companhia é sempre animada e a discussão elevada.

Ontem chegámos à conclusão que não gostamos das medidas proteccionistas do Bush e da sua subserviência a certos grupos económicos no que se refere, por exemplo, às questões ambientais. Ninguém à mesa sabia muito bem o que o Kerry defende apesar de um ou outro dos convivas, ainda assim, preferir qualquer candidato ao Bush.

Também falámos das elites portuguesas (tema caro ao JMF e ao MST) e acabámos por concordar no óbvio – os países têm as elites que merecem. O caso Português não é excepção e só discordámos entre nós quanto ao papel reformista que as elites podem desempenhar em Portugal. Discordámos ainda quanto ao método de despertar as elites da auto-reclusão a que se votaram e citámos Eça de Queirós a esse propósito. Eu acho que as elites, por definição, não se mobilizam por decreto e é preciso nós, os comuns dos mortais, fazerem por merecer essa mais-valia.

Não podíamos ter deixado de falar no caso “TV Marcelo” o que acabou, de forma bastante reveladora, com cada conjurado a partilhar a sua experiência pessoal com as maquiavelices do Professor. Após ler o artigo de hoje do EPC no sítio do costume, cheguei à conclusão que afinal ontem em casa do Jorge só estavam mafiosos de direita sem vergonha. Desculpa lá o EPC Jorge. Ele é assim incoveniente mas até nem faz por mal.

FA

sexta-feira, outubro 08, 2004

DIA SANTO



Permitam-me interromper a histeria só para avisar que o Sr. Professor continua a fazer os seus comentários sobre a vida dos indígenas desta e de outras paróquias. E agora só mesmo ao Domingo.

FMS
Pasta medicinal Couto



Gosto da palavra “liberdade”. Sei lá. Gosto. Rola bem na língua. Tanto fica bem em canções à guitarra como em slogans de cartaz. Já “liberdade de expressão” é menos flexível. Cheira a jurídico. Tem tons de acusação.

Curioso como às vezes termos tão díspares na sua essência são utilizados ao mesmo tempo por tanta gente. Que finge dizer o que sente e sentir o que diz.

FA
O Fado Hilário

Não resisti. Ontem à noite, depois de ler tantos disparates, exageros e diatribes só tinha um remédio. Ir para o restaurante português ali ao fim da rua assistir ao Telejornal. Atenta a manifesta inabilidade de certos membros do executivo para dar uma para a caixa, tendo em conta a omnipresente catadura presidencial a velar pelo “regular funcionamento das instituições”, considerando o amplo e notório apoio de que este Governo beneficia junto das “elites intelectuais” portuguesas eu atrevia-me a aconselhar os Ministros menos seguros de sí a pensar duas vezes antes de abrir a boca. E depois a calarem deixando a política para quem dentro do Governo a sabe fazer ou a consultarem-se com quem a perceba. Ouvi dizer que ficou disponível um professor universitário que até dá uns toques.

FA

PS - O preço certo em Euros foi quase tão divertido como o noticiário. Aquele Fernando Mendes é muito engraçado de facto. Pareceu-me até um pouco mais magro.

quinta-feira, outubro 07, 2004

Interrupção voluntária na transmissão da TV Marcelo



Se quiserem ler 3 postes 3 sobre o inimitavel Boris J. para desanuviar das constantes “profundas crises políticas” para as quais o nosso país parece ter uma propensão genética, vão ler estas cartas de Londres que valem bem a pena.

Ainda hoje li que o Boris não anda nada preocupado com as sugestões de que o Partido Conservador não apela ao eleitorado mais jovem. Segundo ele: “Tory is cool and Tony is not”!

FA
ALMOÇO EM BELÉM



O Eduardo pergunta: "Na sequência desta cimeira, da parte de Marcelo, apenas me interessa saber uma coisa: a ementa, qual é que foi a ementa?"
Eu toda, toda, não sei. Mas é quase certo que houve vichyssoise.

JV
PACHECO PERGUNTA BEM

Mas o Bruno pergunta melhor.

FMS
Deixa lá ver se eu percebo

Um Ministro que acusa determinado comentador político de prosseguir a sua agenda política/pessoal ao abrigo da liberdade de imprensa é trapalhão nas afirmações e rizível nas opiniões. A partir do momento em que esse comentador político se demite a questão é de uma gravidade extrema e o Ministro afinal estava a exercer pressões inadmissíveis.

Um comentador político com tempo de antena para promover os seus próprios interesses é um servidor do partido do poder ou, na melhor das hipóteses, um vaidoso. Assim que se demite por divergências inconfessáveis com quem o emprega é uma vítima inocente da fúria censória do Governo.

Os debates entre Sócrates e Santana eram maus porque não estavam representadas todas as forças políticas (com assento parlamentar?). Já os monólogos do professor eram afinal um exercício perfeitamente legítimo da liberdade de expressão.

Não. Não consigo perceber. Deve ser isto que eles chamam um “facto político”.

FA

PS – Já cá faltava a conversa das elites.

PSS – Ou a descoberta de que afinal a culpa disto tudo é do grupo radical do costume.
Sempre tive imenso jeito para dizer o óbvio



A TVI, coitadinha, nao resistiu às pressões inaceitáveis e, até, quiçá, inconstitucionais do Governo e vai daí despediu o Professor Marcelo, coitadinho, que até é bom rapaz e nunca fez mal a ninguém. Se calhar, coitadinho do Professor, vai ter de ir comentar o estado das coisas para a SIC (vejam lá a maçada), para a TSF (que horror) ou outro qualquer órgão de comunicação social que tenha a coragem de enfrentar a besta da censura governativa e de acolher tão perseguida e injustiçada personagem. Paladino da liberdade de expressão, da coerência de opinião e verdadeiro exemplo de nobreza na sua actividade política. Está-se mesmo a ver que o exílio e o silêncio é o que este Governo quer impor a quem se lhe opõe. Malandros. Criminosos. Fascistas!

FA

PS – O "fascistas!" fica sempre bem. Dá um toque de 25 de Abril à coisa.
HOW BLOODY OBVIOUS

O único comentário sensato ao Marcelogate (enfim, para mim é mais um GomesdaSilvagate) é brasileiro e involuntário:

«As pessoas em fóruns falam em “diálogo” e “debate”, e outro dia desses vi um que falou “viva o debate”. Eu queria espancar o debate. O monólogo é a única forma de conversa educada, porque pressupõe no ouvinte uma capacidade de ouvir com atenção e calar a boca uma vez na vida. Se eu dissesse algo tão embaraçoso quanto “viva o debate”, pensaria em me matar no dia seguinte. Se levaria a cabo esse plano ou não dependeria da presença de um ponto de exclamação no final dessa frase. “Viva o debate!” God, que embaraçoso. Sério mesmo, você sai de casa todo empolgado para debater? How bloody curious.»

FMS

quarta-feira, outubro 06, 2004

A GÉNESE DEFINIDA DO SOCIALISMO IRREAL



Francisco,
Não há trostkistas portugueses. Esbateram-se. Mais ou menos. É o que consta. Agora são só anticapitalistas. E chega. O Daniel Oliveira explica como é:

(...)
– Uma das questões que habitualmente se levantam resulta da procedência política diversa de muitos dos dirigentes do Bloco. Marxistas, estalinistas, trotskistas... Como é que convivem?
– Muita gente achava que o Bloco ia morrer por causa disso. Eu estava perfeitamente convicto de que seria a última coisa que mataria o Bloco. Apesar de estar perfeitamente convicto de que grande parte desses debates seriam sobre tradições e percursos que as pessoas não querem renegar e fazem bem em não renegar.
– Essas diversas identidades políticas foram esbatidas?
– As identidades enquanto grupo estão esbatidas. As diferenças políticas das pessoas, umas estão, outras não. Hoje as pessoas do Bloco sentem-se do Bloco, e acima de tudo do Bloco. – Não são nem do PSR, nem da UDP, nem da Política XXI...
(...)
– Em termos ideológicos como é que o Bloco pode ser caracterizado?
– O Bloco nasce num período de transição política e ideológica de toda a esquerda. Seria estranho que um partido nascido nessa altura fosse definido de uma forma clara do ponto de vista ideológico.
– Mas tem necessariamente uma génese.
– O Bloco nasce na falência completa do socialismo real. Num período de transformação brutal do próprio capitalismo. Eu definiria o BE como um partido anticapitalista. Se olharmos para o capitalismo e para a sua globalização do capitalismo... O BE nasce contra este capitalismo, contra a sua desregulação selvagem. Defende a liberdade e a democracia de uma forma radical.

JV


P.S.: Apesar de tanta convicção, boa, mesmo, vai ser a Conferência Nacional da Juventude do Bloco. Segundo os organizadores "Será um momento importante, pois ir-se-ão discutir variadíssimos temas onde cada um poderá expressar a sua opinião (isso é que é progresso), defendê-la (imagina!) e até (vê lá tu!) mudar de opinião."

Escreve o Filipe Nunes:

«Mas, para além do caminho da renovaçao e da "evoluçao na continuidade" (que foi a linha seguida), ainda há outra estratégia possível - que o PCP, pela sua natureza burocrática, dificilmente seguirá: a estratégia do populismo de esquerda. Uma estratégia baseada num discurso anti-sistema e antieuropeu, dirigido aos novos "descamisados", à semelhança do que têm feito, com algum sucesso, os trotskistas franceses»

Certo. Mas e os trotskistas portugueses? Não têm precisamente o mesmo discurso? Ou, por enquanto, não convém hostilizá-los? Nunca se sabe quando vamos precisar deles, não é?

FMS
RURALITY QUIZ SHOW

Quem proferiu a seguinte frase?

"Já pode dar à bomba, Senhor Presidente."

a) Dick Cheney para George W. Bush
b) Reinaldo Teles para Pinto da Costa
c) Um coreano qualquer para Kim Jong-Il
d) José Castelo Branco para Avelino Ferreira Torres

FMS
A MINHA QUINTA DAS CELEBRIDADES



FMS


O SENHOR QUE SE SEGUE?


JV

terça-feira, outubro 05, 2004

MAIS UMA EXPLICAÇÃO PARA A ELEVADA TAXA DE SUICÍDIOS

A Agência Reuters noticiou que um grupo de deputados suecos propôs a criação de um "man tax" destinado a suportar os custos sociais decorrentes da violência contra as mulheres.
A fórmula é simples e eficaz: paga quem é homem. E pronto.
"We must have a discussion where men understand they as a group have a responsibility" disse a deputada sueca Gudrun Schyman, demonstrando que a capacidade humana de elevar a estupidez a forma de arte não conhece descriminação em função da cor, credo ou sexo.
É só um género.

JV
Leitura obrigatória

Novo post na K.

FA

Aqui deixo uma homenagem ao Almirante Cândido dos Reis e o lamento sincero de que o seu gesto lúcido não tenha sido repetido pelos restantes revolucionários há 94 anos.

JV
JÁ TE VAIS EMBORA?



Carvalhas abandona liderança do partido

O secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, anunciou hoje no Faial, Açores, que vai abandonar a liderança do partido no próximo congresso, agendado para 23 de Novembro.

JV
Loser



Ontem foi um dia para esquecer. Enquanto eu trabalhava alegremente para enriquecer os cofres do Chanceler “Flash” Gordon, em Lisboa havia “tolerância de ponto”. O Fulham levou dois zero do Crystal Palace. Sim, do Crystal Palace. O Sporting empatou com o Leiria em casa e parece que estavam todos contentes com o resultado. Pior que isso perdemos o nosso primeiro jogo na London Legal League para a FSA (a entidade que regula o mercado financeiro no Reino Unido e com quem passamos o tempo às turras) após 3 vitórias consecutivas. To cap it all off, cheguei a casa tardíssimo quando resolvi telefonar a um amigo meu a dar-lhe os parabéns para mostar que não me tinha esquecido dele – acordei-o.

Tell me why I don’t like Mondays.

FA

segunda-feira, outubro 04, 2004

O ANACLETO



Demorámos tanto no anúncio que até o Expresso o fez primeiro que nós.

Viva O Anacleto, porque há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz NÃO!

FMS

TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS

Almoço em estabelecimento famoso entre os estilos de vida alternativos de Lisboa, apesar do fato Príncipe de Gales e da Spectator debaixo do braço, assim a atirar para o "pequeno lorde". Segundo a menina ao serviço, o prato do dia é uma especialidade vegetariana descrita como Bacalhau à Braz mas sem bacalhau, o que me lembrou o dia em que fui arrastado para um restaurante tibetano onde alegremente me apresentaram um bife sem carne. Ainda não percebi o verdadeiro objectivo das hordas que manifestam em público o seu orgulho na diversidade, quando a alternativa reside apenas no pormenor e todos queremos basicamente o mesmo. Melhor, não sei se algum dia perceberei. Mas, em todo o caso, escrevam isto que vos digo: não faltará muito para até o homossexuais desejarem casar.

FMS
Aqui trabalha-se

A única ponte que eu vi hoje por estas bandas foi esta:



FA
UM SABER DE EXPERIÊNCIA FEITO

George Steiner inclinou-se perante este livro e dedicou-lhe algumas linhas no TLS desta semana. Diz-nos que Paul Celan reproduzia em verso as conjecturas que Heidegger sistematizava em argumentos filosóficos, recuando a um tempo distante em que a poesia e a filosofia cantavam em uníssono, em que as intuições desta se articulavam pelas regras daquela. O tempo dos pré-socráticos, anterior à discriminação das categorias de Platão, parece. Confesso que li o artigo com dificuldade, menos curioso que estava pelo conteúdo dos escritos de ambos do que em saber que ligação se poderia estabelecer entre o filho de uma família vítima do Holocausto e o filósofo exaltador do nazismo. Ainda assim, como o próprio Steiner sabe, nenhum leitor pode evitar a influência avassaladora da sua circunstância. E eu, por muito que tentasse elevar-me ao plano puro das ideias, não consegui deixar de pensar que também hoje, em Portugal, existem poetas de barba vivida a decalamarem em púlpitos vermelhos fórmulas abstractas em forma de redondilha. E que, também a eles, podemos chamar de pré-socráticos. Deve ser isto, o empirismo.

FMS
FINALMENTE JUNTOS. FINALMENTE PRESOS.



FMS

sexta-feira, outubro 01, 2004

Adding insult to injury

O MST (com os azeites) parte de uma crítica feroz e despropositada ao actual governo para chegar a uma conclusão com alguma força e razão de ser. De facto é inegável que faltam elites em Portugal. Falta excelência. Falta distinção. Falta qualidade. E falta tudo isso porque em vez de se promover o mérito defendem-se compadrios. Em vez de se atacar os vícios nascidos de séculos de estatização da sociedade amplia-se a força do que é do Estado contra o que é dos cidadãos. Em vez de se defender a igualdade garante-se em primeiro lugar o igualitarismo, a mediania, o suficiente menos.

Mas, se o país tem os políticos, autarcas, dirigentes desportivos, jornalistas, cientistas e professores que merece, não será que tem ou deixa de ter as elites que merece? Faça-se o país que as elites se encarregarão de aparecer. Ou de voltar.

FA
E vão 6



Diogo, sabes o que estreia dia 20 de Outubro na NBC?

FA
Dois pensamentos e um aparte numa sexta-feira cinzenta (em Londres pelo menos)



Kerry precisa de um knock-out punch para ganhar as eleições. Ainda não foi neste debate que o conseguiu. Talvez analisar porque é que o Presidente Bush consegue estabelecer uma ligação com os eleitores não fosse má ideia.

À medida que os governos Europeus se cansam de pagar luvas ao Sr. Ecclestone, cada vez haverá menos grandes prémios de Fórmula 1 na Europa. Por outro lado, se forem esses os critérios, talvez o Estoril volte a ter o seu GP.

FA

PS - só mais uma coisa, o que é que tem o MST? Ninguém o leva a passear? Já não tem amigos? Credo, tanto azedume até lhe pode fazer mal. Lighten up man!
O CISMA/SISMO ORTOGRÁFICO DO




"Na Galiza, onde Fraga Iribarne, aos 82 anos, não tem sucessor e se apresenta nas próximas eleições regionais de 2005, deputados de Ourense e Lugo ameaçam com um sisma que pode colocar o PP galego em minoria."


JV

quinta-feira, setembro 30, 2004

PS - VIDA SELVAGEM



Aviso à população: Depois de se afirmar um "animal feroz", o líder dos socialistas promete agora "oposição mais enérgica e eficaz".
A fereza desta nova declaração levou a comunidade científica a considerar que, afinal, o Lince da Maçada não está extinto.

JV

Definitivamente modificada

Ó Fernando, e o Reyes? E o Wright-Phillips?

FA
Responsabilidade social

Os casos da “pequena Joana” e do refém britânico Ken Bigley têm em comum a a curiosidade mórbida do público pela tragédia humana e a cobertura jornalística dessa mesma realidade trágica – mais sociológico o primeiro caso e mais político o segundo. O artigo do JPP no Público de hoje analisa aliás a questão portuguesa com uma crueldade exemplar.

A questão política com que o governo de Blair se debate não é menos problemática e foi, em grande parte, um problema criado pelos media. Até que ponto é legítimo aos governos ocidentais limitar a liberdade de imprensa em determinados acontecimentos quando a difusão da notícia serve interesses contrários à Sociedade? Visto de outro modo, haverá legitimidade para exigir aos media cautela e bom-senso na propagação de notícias cujo efeito é, na prática, favorável aos criminosos que criam o facto noticioso?

Lembro-me, a este propósito, da relutância com que os media ingleses identificam o móbil por detrás de actos que interrompem um espectáculo desportivo para, justamente, não fomentar esse tipo de actos. Porque não aplicar o mesmo criterio quando o que está em causa é muito mais importante que um jogo de futebol ou um grande premio de Fórmula 1?

Se os meios de comunicação querem ser “Comunicação Social” têm que aceitar a responsabilidade social que daí advém.

FA
A LATA


Escrevendo sobre o comportamento das direitas do Leste nas instituições comunitárias, o Dr. Portas (o outro) teve esta tirada genial: "aquelas cabecinhas foram educadas no pensamento policiado e nas verdades oficiais. Nota-se que não mudaram um bocadinho...".

Como tenho a certeza que nenhum dos representantes dessas direitas nasceu depois de 1989, presumo que se esteja a referir à educação, ao pensamento policiado e às verdades oficiais que ele próprio defendeu até ser atropelado pela História.

JV
AND NOW FOR SOMETHING COMPLETELY DIFFERENT



A propósito do Tratado Constitucional, o Supremo Magistrado apelou ao debate... e à serenidade.

JV

quarta-feira, setembro 29, 2004

História relativizada

Várias dúvidas me assaltaram ao ler este poste do relativo Filipe Nunes. Com que parte da prelecção de Aznar é que o Filipe discorda? Será uma tentativa de relativizar a história?

É ou não verdade que o século VIII marca o início da conquista/ocupação muçulmana da Península Iberica? Não consta dos anais da história que o Tariq (assim se chamava o rapaz) viesse apenas ver as vistas e gozar dos bons ares da Andaluzia quando atravessou o estreito de Gibraltar (a montanha de Tariq) no ano 711 (se não me falha a memória). Por outro lado, não é menos verdade que nos comunicados e na mensagem panfletária da Al-Qaeda constam referências ao regresso do Al-Andalus a mãos "fiéis" tendo aliás sido feitos paralelos entre o cerco de Granada e as invasões do Afeganistão e Iraque.

Ou muito me engano ou o Aznar não estaria a minimizar a inegável (e em muitos aspectos enriquecedora) influência muçulmana na arte, história, línguas e tradições da Península. Tal relativização da história seria tão grave como a manipulação grosseira que dela fazem os responsáveis da Al-Qaeda. Seria, além disso, uma prova de ignorância extrema própria do pensamento fundamentalista dessa organização e não de um líder político de um país democrático.

Parece-me que de tanto querer ler nas palavras de Aznar aquilo que ele nunca disse para fazer uma piada (com alguma graça reconheço), o Filipe se precipitou no seu comentário.

FA
GENERATION GAP

Para o JN, é este o novo vice-presidente do CDS:




JV
Cardboard suitcase

Ontem à noite o Manel fez um jantar de despedida. Volta a Portugal. Já está de malas aviadas e sexta-feira pega ao trabalho em Lisboa. Assim põe fim à sua aventura Londrina graças à qual provavelmente conseguiu conquistar o lugar de destaque que o espera em solo pátrio.

E os que ficam? Comentávamos ontem alguns que, tirando o facto do país não funcionar, Portugal até apetece. Só não apetece lidar com os impecilhos diários, as mentalidades tacanhas, os hábitos provincianos, os vícios burocráticos.

Ó Manel, não se arranja por aí nenhuma reformazita vitalícia na tua empresa nova?

FA

PS – o anterior vai escrito com a perfeita consciência de que é por causa de opiniões destas que o termo “estrangeirado” tem a conotação que tem.


JV

terça-feira, setembro 28, 2004

POR QUE SERÁ...

que, quando há uma desgraça ou contratempo que envolva uma criança, esta passa automaticamente a ser apelidada a/o pequena/o ou a/o pequenita/o pela comunicação social?
Qual é a necessidade mórbida de se dizer, e de se dizer sempre (quase como se se tratasse de um nome de código), "a pequena Joana"?
A propósito, recordo-me - num registo Jornal Nacional, um bocado mais alegre - da "pequenita Bruna, uma princesa para seu pai" e de outras pobres crianças - normalmente vestidas de tule-rebuçado - que enfrentaram, com dificuldade e em directo, párocos por causa de primeiras comunhões adiadas, mães desertoras e pais homossexuais. Tudo isto e mais a carga deprimente desta adjectivação constante.
Para quando o fim desta prática verdadeiramente lamentável?

JV
ISTO ESTÁ MUITO CALMO



Ó Fernando, e se nos falasses mais da adorável Vulpes Vulpes, esse maravilhoso membro da família dos canídeos?

JV
Nota ao meu post anterior

A imagem é do Convento de Santa Clara, em Santarém.
E não é para ser lido à letra.

JV
ROTINA

Pois, são os dois muito chiques, em Londres (FA) e em Bruxelas (JV), mas aqui no cantinho vejo isto todos dias. E cá sabe bem...



DBH